ÚLTIMA MANCHETE DO A SEMANA: João Baptista Deixa o Governo

Abril 30, 2005 às 12:00 pm | Publicado em Media & Jornalismo | 5 comentários

Segundo a última edição impressa do jornal A Semana, «”João Baptista troca Governo por Picos” é o título que faz a manchete da edição de hoje, 29, do jornal A Semana. O texto diz que o Secretário de Estado-adjunto do primeiro-ministro vai deixar o governo. Ele aceitou o convite do ministro da Administração Interna, Júlio Correia para presidir a Comissão Instaladora de recém-criado município de São Salvador do Mundo, donde é natural».

SOLIDARIEDADE: BBC Estimula Doacção de Órgãos

Abril 30, 2005 às 11:53 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário
A británica BBC pretende estimular a doação de órgãos humanos, através da interactividade com os seus espectadores. “A televisão pública britânica vai lançar a 22 de Agosto uma semana de programação especial, a que chamou DoNation, numa tentativa de casamento entre o serviço público e as audiências. Serão três programas diferentes, cujo objectivo é o mesmo engrossar a lista de doadores de órgãos em Inglaterra”. Ler Mais

CABO VERDE: 30 Anos de Democracia

Abril 30, 2005 às 11:50 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário
Paralelo14 escreve que “Onésimo Silveira, embaixador de Cabo Verde em Portugal e polémico activista político desde a luta pela independência, defendeu na quinta-feira, no Mindelo, que a democracia em Cabo Verde tem um modelo que vai agora completar 30 anos e não 15, como “muitos pensam”. Ler Mais

“Títulos das Notícias” Intitula um Livro

Abril 30, 2005 às 11:42 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário
“Títulos das Noticias” é o título – não das notícias – mas, de um livro escrito pelos professores Wlodzimierz Szymaniak e Mário Pinto e que será apresentado pelo presidente da Associação dos Jornalistas de Cabo Verde, Paulo Lima, numa acção conjunta da Unipiaget e a Associação dos Jornalistas de Cabo Verde, Ajoc. “A apresentação, prevista para 3 de Maio, acontece na mediateca da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde”. Ler Mais

Experiências nos Palcos do TSUNAMI Acabam em Livro

Abril 27, 2005 às 2:31 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

O DN começa a notícia com uma declaração de José Alberto Carvalho, jornalista da RTP, que apostou “todas as suas fichas” na repórter Daniela Santiago, que, no palco da catástrofe, viu coisas que o mundo nem sequer ousou imaginar.

Ou seja, a mulher viu coisas que a jornalista não teve como transmitir. Barreiras éticas… limites deontológicos, sei lá. Barreiras de toda a ordem… todas as barreias. Por isso, só mesmo em livro, onde só vai ler quem quiser.

«Sou jornalista, mas aqui está o relato da Daniela Santiago, mulher” , afirmou a jornalista da RTP sobre o livro Inferno no Paraíso, que lançou ontem, quatro meses após a tragédia provocada pelo tsunami no Sudeste asiático. Daniela Santiago foi a enviada da televisão pública ao Sri Lanka, onde esteve 15 dias, durante os quais a mulher passou por experiências que a jornalista não pôde transmitir».

Os Dias Sem…

Abril 26, 2005 às 2:55 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

“Os Dias Sem” estão a virar uma moda. Num mundo em que os bens materiais são cada vez mais valorizados, na Europa, já se organiza “Dia Europeu sem Carros”. Um continente inteiro é convidado a deixar todos os “popós” em casa, saindo e passeando a pé ou de bicicleta.

Numa sociedade consumista como as sociedades modernas, há sempre quem queira contrariar a tendência. Uns meses atrás, em Portugal, organizou-se o “Dia Sem Compras”. As pessoas saem de casa, vão passar nos Centros Comerciais e, de propósito, decidem não trazer nada para casa; ou seja, não fazer compra nenhuma.

“Os Dias Sem” não pararam por ali: a partir de ontem, arrancou, nos Estados Unidos”, a “Semana Sem Televisão”; não é um dia só – é uma semana inteira sem televisão. Dá tempo para falar com os familiares, ao redor da mesa, para sair e passear com os amigos e, até, importar as estórias de “Ti Lobo e Chibinho”, de Cabo Verde, para se contar em pequenos grupos.

Mas, só que tenho um medo: é que, quase sempre, no “Dia Europeu Sem Carros”, “é pa alguém toma cuidado pa carro ca máta na strada”; nos dias “Sem Compras”, “pessoas sima qui ta desanima ta fazi compra qui se farta”; com certeza, na “Semana Sem Televisão”, é esperar até ao fim e ir ver as audiências das televisões. Aposto que será maior do que nos dias normais. As pessoas gostam de jogar no contraditório. Afinal, seria melhor começar a pensar nos “Dias Com”.

“As novelas da Globo mostram um Rio de Janeiro que não existe”

Abril 26, 2005 às 2:40 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

No dia em que a TV Globo comemora quarenta nos de glória, o Diário de Notícias publica uma entrevista com o sociólogo Muniz Sodré, especialista na área de media e de cultura. “As novelas da Globo mostram um Rio de Janeiro que não existe”. Apresentando o crítico, o DN salienta que “é considerado um dos teóricos da comunicação mais respeitados no Brasil, sobretudo pelas críticas que desfere contra a televisão e a sociedade. O que aconteceu em Cidade dos Artistas, que publicou em 2004”. Ler Mais

TV GLOBO: Quarenta anos de sonhos

Abril 26, 2005 às 2:24 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Há quarenta anos, nascia, no Brasil, aquilo que viria a ser uma das maiores “fábricas de sonhos” do mundo. A TV Globo ganhou um nome, ganhou um prestígio e especializou-se num domínio. É caso para dizer que a Globo está para as telenovelas assim como a Hollywood está para o cinema. É a maior televisão do Brasil. Uma das maiores da América Latina. Também, está entre os grandes do mundo.

Quarenta nos de História. O DN escreve: “a TV Globo comemora hoje 40 anos de vida, dos quais 35 de liderança absoluta em audiências, o que é raro no mundo. Segundo os dados do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística), a Globo tem mais do dobro de telespectadores do vice-líder, a rede SBT, e os dez programas mais vistos pelos brasileiros são todos da chamada emissora do “Plim Plim” – pois este é o som entre um programa e outro da emissora”. Ler Mais

Poema de Abril

Abril 24, 2005 às 8:29 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Soluços de Vozes Presas na Garganta
O Espí­rito Aberto Para a Liberdade
Uma Voz Que Grita e que Canta
O Cântico Triste de Solidariedade

A Prisão Que Desmoronou em Abril
O Eco da Voz Que Espelha Alegria
A Fertilidade do Tempo de Águas Mil
O Som de um Rouxinol Que Traz a Melodia

Tempos de Leis que Vinham de Portugal
A Tristeza Que Assola o Chão de Verde
Verde da Esperança do Campo de Tarrafal
Lá no Chão Bom de Cabo Verde

A Esperança Que é o Último a Morrer
Quase que Fugia Com as Brisas do Mar
Para um Destino Sem Querer
Onde Palavras não Servem Para se Expressar

Com o Abril no Coração
Alma de Liberdade
Vemos no horizonte a cor do Verão

Ainda, sobre a Fumaça Branca…

Abril 22, 2005 às 4:24 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Papa Bento XVI

Os momentos que antecederam o aparecimento do fumo branco, que dava conta que o novo Papa já tinha sido escolhido, foram marcados por uma grande tensão nas redacções jornalísticas de todo o mundo. A problemática não é nova: sobretudo, o grau de ansiedade serviria para medir a vontade dos jornalistas em dar a informação em primeira mão. No entanto, a prudência acompanhou o estado de ansiedade dos jornalistas, principalmente, no caso da nossa conhecida CNN, que “meteu os pés na poça”, ao “matar” o Papa João Paulo II, quando o homem ainda respirava. É que 24 horas antes da morte do Papa, a catedrática CNN, tinha avançado que João Paulo II já tinha partido para outra dimensão; o que levou, quase todos os meios de comunicação social do mundo, a ampliar o equívoco, dado que, por bem e por mal, a CNN é hoje o definidor primário da informação no mundo.
Agências noticiosas, um pouco, por todo o mundo, procuraram ter o acesso à informação, o mais imediato possível. Agências noticiosas, os globais, os nacionais e os regionais. Mas, a informação vinha fumegando. Por isso, os ecrãs estavam todos apontados para um único lugar: para a Capela Sistina, onde fumegava a ansiedade dos jornalistas, acalentando o espírito dos fiéis, todos ansiosos para saber quem conduziria o futuro da Igreja Católica. Cidadãos planetários… não era preciso estar-se em Roma, na praça de São Pedro, para se saber, em primeiro mão, quem seria o primeiro sumo pontífice do século XXI a ser eleito, que iria tomaria os destinos da Igreja Católica.
A praça de São Pedro, em Roma, estava a rebentar pelas costuras; mais fiéis, menos fiéis; em Espanha, a informação chegava, gota a gota, através da agência EFE, que procurava eliminar a distância entre quem estava em Roma e quem acompanhava tudo, a partir da península.
Em Portugal, a SIC, pedia os telespectadores para mandar os SMS´s, dizendo, de que parte do Mundo achavam que seria o sucessor de João Paulo II: América do Norte? América Latina? Europa? Ásia? Uma colega minha veio reclamar-me que nem sequer puseram a África como opção. “É como se nós não existíssemos. Fiquei com uma raiva. Se eu tivesse saldo no telemóvel, mandava uma mensagem logo para a SIC”, reclamava a minha amiga. Voltei para ela e disse: olha, eu nem sequer estou preocupado com isso. Eles nos habituaram a isso… a viver esquecidos. Não é como se não existíssemos. Em alguns momentos, nós africanos nem sequer existimos para o mundo. Por isso, é melhor irmos para a biblioteca e continuarmos a estudar, porque acho que é o melhor que podemos fazer. Uma forma de combater a ignorância é apresentar traços culturais; cultura da inteligência, mas também cultura da alma e sabedoria.
De repente, lembrei-me de um post que o autor do blogue Pedra Bika, colocou no passado dia 9: Papa Africano. Logo que li aquilo, pensei: só podes estar maluco. Alguma vez, se lembrariam de nós? Caro amigo, espero que não me interprete mal, mas para mim era claro como água. Não precisava que o fumegaço tornasse branco e que o homem anunciasse que ele era o novo “humilde trabalhador das vinhas do Senhor”.
Em Portugal, o sentimento era diferente. Mas, não tanto… alguma coisa lhes uniu a nós. O desconsolo, a desilusão. No Diário do Minho, um enviado especial a Roma disse que depois de ter ouvido o primeiro nome, “JOSÉ”, pensou: é dessa vez que a coisa vai para Portugal. Nunca podia estar mais enganado. O apelido do homem diluiu completamente as suas expectativas. E o novo trabalhador das ditas vinhas era Alemão… (por bem ou por mal, apeteceu-me lembra do Hitler agora, homem que bem soube fazer diabos e sapatos). É a cultura do contraste. O bem não existe sem o mal. Mas, a presença, hoje, consegue viver sem a ausência. Com os novos recursos tecnológicos, estar longe é também estar presente. E é poder receber a informação junto com todos que se julgam estar presentes. Aqui, o presente e o ausente, quase que deixam de fazer sentido. Estar lá e estar cá dá tudo na mesma: é estar lá. Os novos recursos tecnológicos, tendem a eliminar as barreiras espacio-temporiais… Aldeia Global, expressão certeira esta escolhida por McLuhann.
E assim todos souberam, ao mesmo tempo, nessa pequena aldeia que é o mundo, que o novo homem forte da Igreja Católica passará a chamar-se Bento XVI. Bendiga, a Santa Tecnologia.

Silvino Lopes Évora
Mail: jornalmedia@hotmail.com

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