Portugal, onde ficaram os Cravos?

Novembro 30, 2005 às 6:00 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Lê-se no Diário de Notícias que «o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) condenou ontem o estado Português por violação do direito à liberdade de expressão.

A sentença veio dar razão ao director do jornal de Bragança A Voz do Nordeste, César Urbino, que tinha sido condenado pela Justiça portuguesa por difamação do antigo director-adjunto de um outro jornal da região.

O caso começou há mais de cinco anos, depois de César Urbino ter afirmado, num artigo de opinião datado de 8 de Junho de 1999, que a nomeação para o cargo de coordenador do Centro de Área Educativa de Bragança, feita durante o governo de António Guterres, tinha sido um “job for the boy”». Ler Mais

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Promessas Não Cumpridas na Comunicação Social é uma Super Análise do Expresso das Ilhas

Novembro 23, 2005 às 12:31 pm | Publicado em Media & Jornalismo | 1 Comentário
“O Governo do PAICV ganhou fama, desde que retornou ao poder em 2001, de ser um Governo que promete muito mas muito pouco cumpre. Sobretudo, pela voz do Primeiro-Ministro, José Maria Neves, o Governo do PAICV ganhou fama, e proveito, de ser um Executivo que está mais preocupado em prometer do que cumprir com aquilo que promete. Ou seja, as promessas do Governo de José Maria Neves não são para cumprir, são exactamente isso – promessas. As promessas incumpridas do Governo do PAICV são quer das campanhas eleitorais, quer dos vários momentos da presente legislatura que foram feitas em todos os cantos de Cabo Verde.

Naturalmente que a tendência do Governo do PAICV é de negar, liminarmente, tudo isso. Apresenta obras e obras para contrariar os que teimam em dizer que não cumpre. Quando não pode apresentar obras, recorre ao “vamos fazer”. Assim como quando promete: “vamos fazer”. Este Governo nunca diz “não vamos fazer.”
Ora, para não nos dizer que fazemos coro aos que, maldosamente?, dizem que o Governo do PAICV promete mas não cumpre, vamos apresentar, aqui e agora, factos que não mentem.
Como órgão de comunicação social, Expresso das ilhas apresenta aqui as promessas incumpridas para a comunicação social e subscrita no Programa do Governo do PAICV para esta legislatura. As promessas feitas em intenção da comunicação social cabo-verdiana, incluídas no Programa do Governo, ao contrário das promessas que o vento leva e a memória esquece, estão preto no branco, não poderão ser negadas, nunca. A não ser que a capacidade de mentir já seja tão desenvolvida pelos lados dos tambarinas que já negam evidências tão evidentes…
Vejamos por partes, o que prometeu o Governo do PAICV e o seu grau de incumprimento, sendo que, nesta primeira parte, ficaremos pela generalização com que começou as suas promessas.
Apresentadas sob o intertítulo “Uma Comunicação Social assente nos pilares da liberdade e da cidadania”, o Executivo do PAICV despejou para o Programa do Governo uma série de promessas para mudar a comunicação social. Como a prática tem estado longe, muito longe daquilo que prometeu, vão aqui as contradições do PAICV e do seu Governo, a negro, e os possíveis comentários, a normal.
“A existência de uma Comunicação Social livre, independente e pluralista, esteio do necessário e salutar espírito crítico na comunidade nacional, constitui um factor caracterizador do Estado Democrático, desde logo pelo papel que lhe cabe na garantia do exercício, pelos cidadãos, do seu fundamental direito à livre expressão do pensamento e à criação, bem assim do direito de informar e de se informar. Ao longo da legislatura, ter-se-à como preocupação central a afirmação da Comunicação Social como um instrumento do desenvolvimento, já pelo papel que lhe cabe na densificação da cidadania plena e na promoção do Homem cabo-verdiano como um ser de liberdade e autonomia, aberto à modernidade. A Comunicação Social é assim perspectivada numa relação directa com Valores. Os valores da cabo-verdianidade, ou seja da cultura e da identidade cabo-verdianas, mas igualmente os valores intrínsecos à democracia e à convivência democrática, bem ainda os atinentes à dignidade da pessoa humana e à universalidade das conquistas em seu beneficio. Aliás, só assim ela estará em condições de prestar o necessário contributo à existência de uma comunidade nacional desenvolvida, de respeito pelo pluralismo social, de tolerância e inclusão. Só assim, ainda, ela poderá, neste dealbar de milénio, apreender e gerir os desafios da sociedade global e da informação, mas também fruir as fecundas possibilidades por esta abertas.”
Uma comunicação social livre, independente e pluralista. Quem viu por andam esses amores dos profissionais de comunicação social do Estado? Procuram-se vivos! Mortos também, porque precisam de ser reavivados! Basta ver o que se passa, de há já algum tempo, na RTC (rádio e, sobretudo, TV) mas também na imprensa escrita, em que factos de tamanha importância são puramente ignorados.Quanto à liberdade de informar e de ser informado, lembrem-se de tantos cidadãos, anónimos e não anónimos, que recorrem à imprensa estatal mas são arredados das antenas. Sem falar na autocensura, no silenciamento da oposição. Atente-se na pouca-vergonha em que se constituiu todo e qualquer órgão público de comunicação social.
“De tanto decorre a necessidade de introduzir reformas substanciais no sector. Com efeito, o passado recente lega-nos constrangimentos que urge ultrapassar. O intervencionismo governamental nos Órgãos da Comunicação Social do Estado, especialmente quando conduzindo à manipulação, à censura e à ausência do contraditório, constitui uma marca altamente perniciosa e de directas consequências negativas, seja para a qualidade da prestação desses órgãos, seja para a desejada consolidação da classe dos profissionais da Comunicação Social, seja ainda para o normal funcionamento do sistema democrático. “
Quem te viu, quem te vê! A manipulação é tanta e descarada que, de uma só vez, o PM José Maria Neves apareceu 17 vezes na TCV. A isso, como se chama, senão manipulação? Nunca os órgãos de comunicação social pública foram tão instrumentalizados, nunca foram tanto usados como meio de propaganda política (do Governo e do PAICV), nunca foram mais propriedade do Governo de que hoje, nunca a oposição esteve tão arredada desses órgãos, nunca, quanto hoje, o cidadão tem tantas queixas dos órgãos que (não) temos.
“Desde logo, tem-se como princípio essencial assegurar aos Órgãos da Comunicação Social do Estado e aos seus profissionais o indispensável ambiente de liberdade, isenção e independência sempre numa perspectiva de qualidade, profissionalismo e rigor nas prestações aos cidadãos. De resto, da decisiva influência que a Comunicação Social exerce no quotidiano dos cidadãos decorre a necessidade de garantir um quadro de responsabilização social e de salvaguarda do direito a uma informação livre, rigorosa, pluralista e responsável.”
Perguntem ao jornalista Fernando Monteiro, ex-director editorial da Inforpress (jornal “Horizonte “ e agência de Notícias Inforpress), por que razão saiu dessa empresa de comunicação social pública e trocou-a por uma privada, com todos os riscos e desvantagens que isso sempre traz? Porque ninguém, se não for por motivo bastante forte, trocará a tranquilidade profissional e a estabilidade financeira pelo tumultuoso e imprevisível mundo da imprensa privada. Quem já se esqueceu do Clube de Imprensa? O que aconteceu ao “ambiente de liberdade, isenção e independência” do jornalista José Carlos Semedo, da realizadora Filomena Vera-Cruz e da operadora de montagem Helena Ribeiro? Para não falarmos na perseguição, por exemplo, a António Teixeira, Alveno Figueiredo e Silva, e outros que se calam, para não serem corridos e, assim, perderem o vencimento, tão importante num País em que o Estado é o maior empregador da comunicação social.
Aliás, situação que se reflecte na situação vivida na comunicação social pública, que, ao contrário do prometido pelo Governo do PAICV neste Programa de Governo (livre, independente e pluralista), está cada vez mais amordaçada e censurada, enfeudada ao Governo, e unicolor, da cor do Governo só.
“Ou seja o Governo estará situado numa lógica de defesa intransigente do direito à livre expressão e criação, promovendo a liberdade de imprensa e de empresa editorial, num contexto de liberdade e independência dos meios de Comunicação Social face aos poderes político e económico, assim viabilizando o normal confronto das diversas correntes de opinião que o pluralismo social e a sociedade democrática legitimam.”
Este é um dos discursos muito bonitos com que José Maria Neves já nos habituou. Bonitos mas sem a correspondente tradução prática. Um discurso que diz do quanto José Maria Neves e seu Governo, no início do mandato, empolgados e eufóricos pela vitória recente, estavam eivados de…idealismo. Que não se concretiza, mas deixa todo o mundo satisfeito. Com que então D. Quixote, no Governo, faria a comunicação social voltar-se contra o poder político e económico? Só podia ter sido por amor à terra!

Vejamos as Reacções:

evandro (evandro81@sapo.pt)

É legítimo o jornalista questionar as promessas do Governo, principalmente no que toca a um sector tão “sensível” como o dos media. Mas a forma como vocês o fazem deixa o leitor um bocado “confuso”. Perguntava a mim próprio se este é um artigo de opinião, uma reportagem ou uma notícia? A isenção ou a forma como abordam a questão leva-nos a pensar que o vosso jornal é da oposição ou então está de relações pouco “amistosas” com o Governo. Se é bem verdadde que o sector da comunicação social em Cabo Verde vai de mal a pior, principalmente a estatal, também não deixa de ser verdade que os poucos meios privados pouco fazem ou o que fazem não é suficiente para dar uma imagem positiva dos media cabo-verdianos. E vocês próprios podiam começar a dar essa boa imagem, seguindo os princípios básicos do jornalismo: a isenção na abordagem aos temas só vos traria maior credibilidade e como tal, teriam um peso maior na decisão dos eleitores porque, tendo o vosso jornal como referência de um jornalismo isento, verdadeiro, podiam, de forma subtil, “abrir” os olhos dos cabo-verdianos no que toca a tomada de decisão na hora de abordar as urnas… É ai que o vosso papel seria determinante…Mas vocês não deixam de ter mérito no vosso trabalho, ao chamarem a atenção para muitos casos e problemas em Cabo Verde… só que a forma como o fazem é que, penso eu, não é o mais correcto.

colombo (semcolombo@yahoo.com.br)

Quando vejo o sr. marques a falar em independência no jornalismo em Cabo Verde dá vontade de rir. Caro Sr. Marques, a comunicação social do Estado não são conotados com o PAICV. A Comunicação Social do Estado estáinfestado de comissários políticos do PAICV que mais nã saõ do que correias de transmissão do Governo e do PAICV. Mais de 95 % dos jornalistas que trabalham na Televisão e na rádio são do PAICV e alguns deles até têm cartão de militante. Perguntem à Carla, ao Anatólio, ao Paulo, ao Orlando , ao Levy, ao JúlioVCM, ao Nascimento, ao Carrilho, à Olinda, à Carmelita, à Dulcineia, à Astrides ao Z Leite, à Ma José, ao Valdo, à Daia, ao Júlio, à Nazaré, à Rosana,à Dina, à Deolinda, ao Z Carlos, ao Rui, ao Brito à Adelina, à Filomena, etc, etc, etc, etc. É uma vergonha sr. Marques. E eles todos são pagos com o dinheiro dos pobres cidadãos desta terra. Eu aco que o jornal Expresso devia colocar uma foto desses indivíduos nos jornais e no seu site para serem conhecidos em todo o mundo. Os jornalistas comissários políticos de Cabo Verde. Só lhes falta um condecoraçãozita do sr. PM que não tem validade legal nenhuma. Haja saco! Qando o Mpd for poder deve imediatamente privatizar os órgãos e acabara com a mama e sem vergonhice desse jornalistas. Não sei amaanhão o que vão dizer aos filhos: Ó filho eu fui um comissário do PAICV, o filho eu fui a correi de transmissão de uns políticos mentirosos.

Marques (fidaldo@wanadoo.nl)

O Sr. Carlos Brito deve também comentar a forma parcial como os meios de comuniçãp social conotados com o PAICV divulgam as noticias. Sou de opinião que o jornalismo deve ser totalmente independente, quando se vive numa sociedade democrática, que CV pretende ser. Estamos ainda longe disso e não me diga que o governo do JMN tem feito algo para contornar a situação. Antes pelo contrário, tudo piorou-se. GOOD LUCK!!!!

CARLOS BRITO (zemanu@hotmail.com)

A partir do momento que voces publicam uma sondagem sem fixa tecnica, veiculam noticias sem ouvir a outra parte, fazem ataques constantes ao governo e ao partido que o sustenta, e sao financiados por pessoas ligadas ao MPD, discutir a isencao perde todo o sentido. Sou da opiniao que devera haver uma imprensa livre…mas sabemos todos que em qualquer parte do mundo, o poder politico e economcio pressiona a comunicacao social… e voces tem funcionado como uma arma de pressao vinculano a mensagem do MPD retida nas redacoes. Isso prova uma grande isencao e um sentido etico e profissional sem nenhuma macula. Parabens pela vossa forma de informar”.

NOTA: TANTO A NOTÍCIA COMO AS REACÇÕES, FORAM PUBLICADAS PELO EXPRESSO DAS ILHAS.

Jorge Barbosa visto com Olhares da Claridade

Novembro 22, 2005 às 11:52 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário
“O Centro de Estudos Cabo-Verdianos em Portugal pretende assinalar, em parceria com a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, a 6 de Janeiro de 2006, o lançamento das Edições Claridade e a publicação, em Dezembro de 1935, do livro de poemas Arquipélago de Jorge Barbosa, com um colóquio intitulado Jorge Barbosa e o Movimento Claridade.
Este Colóquio realiza-se no Auditório da Fundação Victor de Sá, na Universidade Lusófona. O ambiente literário Cabo-verdiano nos anos 30-60 e Arquipélago, Atlanticidade e Caboverdianidade serão os dois painéis em análise. As apresentações estarão a cargo do escritor Teixeira de Sousa e dos professores Alfredo Margarido e Fátima Monteiro, ambos da Universidade Lusófona, e ainda da Elsa dos Santos e do escritor José Hopffer Almada, respectivamente.
Antes do cair do pano sobre as actividades, haverá um recital de poesia de Jorge Barbosa” (
Com A Semana).
Fiquemos com um poema de Jorge Barbosa:


Prelúdio

Quando o descobridor chegou à primeira ilha
nem homens nus
nem mulheres nuas
espreitando
inocentes e medrosos
detrás da vegetação.
Nem setas venenosas vindas no ar
nem gritos de alarme e de guerra
ecoando pelos montes.
Havia somente
as aves de rapina
de garras afiadas
as aves marítimas
de vôo largo
as aves canoras
assobiando inéditas melodias.
E a vegetação
cujas sementes vieram presas
nas asas dos pássaros
ao serem arrastadas para cá
pela fúria dos temporais.
Quando o descobridor chegou
e saltou da proa do escaler varado na praia
enterrando
o pé direito na areia molhada
e se persignou
receoso ainda e surpreso
pensando n’El-Rei
nessa hora então
nessa hora inicial
começou a cumprir-se
este destino ainda de todos nós.

Olhares e Mundos

Novembro 22, 2005 às 11:30 am | Publicado em Media & Jornalismo | 2 comentários

Primeiro Ministro Fala com Jornalistas na Holanda

Novembro 21, 2005 às 4:54 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

“José Maria Neves teve de responder a perguntas como: “senhor Primeiro-Ministro será que só se lembra da emigração na altura das eleições? Porque não foram distribuídos atempadamente na emigração os documentos válidos para a votação na diáspora? Que avaliação faz do desempenho do seu Governo? Quem será o próximo Primeiro-Ministro? Considera que as promessas de 2001 estão cumpridas? Porque não cumpriu a promessa de, junto da TACV e outras companhias, negociar a redução das tarifas aéreas? E a isenção total das taxas aduaneiras, nomeadamente, no que concerne a materiais de construção? O PAICV já tem um candidato para as presidenciais? A ELECTRA tem sido muito criticada. Que melhorias estão previstas?

O Primeiro-Ministro e presidente do PAICV, José Maria Neves, esteve ontem, 20, na Holanda, onde, segundo o programa teve encontros com os militantes do seu partido em Avanço Robert Fruinstraat 26 e com a comunidade cabo-verdiana no Engels, Stationsplein 45, para além de condecorações à determinadas individualidades no Consulado Geral de Cabo Verde, em Mathenesserlaan 326, estando o seu regresso para Lisboa previsto para hoje” (Ler Mais, com Liberal).

Em torno da Sondagem Política em Cabo Verde

Novembro 21, 2005 às 4:43 pm | Publicado em Media & Jornalismo | 1 Comentário
Os Cidadãos acham que a sondagem feita no programa Noites Ilustradas da Rádio de Cabo Verde espelha a verdadeira intenção do eleitorado
“Mais de 90 por cento dos rádio-ouvintes que telefonaram ontem para o Noite Ilustrada, programa do jornalista José Leite transmitido aos domingos pela RCV, consideraram-no sério. Contra 5 % daqueles que têm opinião contrária, havendo mesmo quem, dizendo-se do MpD, afirmou estar à espera de 22 de Janeiro (data das próximas eleições) para acabar com o NI.
À semelhança da edição do passado dia 13 em que os ouvintes telefonaram ao Noite Ilustrada para dizer em quem pretendem votar nas próximas eleições legislativas, a edição ontem, 20, abriu a via para os seus participantes dizerem o que pensam da seriedade do programa. Isto a propósito da celeuma que a edição anterior acabou por suscitar, com a acusação de que a mesma edição não foi em directo mas uma montagem para favorecer o partido no governo, o PAICV” (Ler Mais, com A Semana).

Jornalismo e Política: a hora da verdade para a comunicação social cabo-verdiana

Novembro 20, 2005 às 7:20 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário
“Quando uma imprensa é livre, isso pode ser bom ou mau; mas, sem a liberdade, seguramente, ela só pode ser má”


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Estamos a aproximar-nos, a passos largos, das eleições legislativas de 2006. Na segunda quinzena de Janeiro, vai haver um embate entre as diversas forças políticas do arquipélago. Mas, tal como a jovem democracia cabo-verdiana já nos habituou, a vitória, com certeza, será ou do MpD ou do PAICV. O povo vai julgar o que tem sido feito durante este mandato: ou premiará o PAICV pelo trabalho que fez durante estes cinco anos ou reprovará o actual Governo pelo que não fez durante essa 3ª legislatura, desde que Cabo Verde tornou-se um país democrático, derrubando, com efeito, os últimos muros da opressão. Isto porque, como defendem, muitos cientistas da política, a oposição nunca ganha as eleições: é quem está no governo que as perde… isso, quando o trabalho prestado não agrada aos cidadãos, que, de cinco em cinco anos, é convidado a exercer o seu direito democrático.
Mas, o que nos preocupa, neste artigo, não é quem vai ganhar ou quem vai perder. Importa saber como estará o jornalismo cabo-verdiano. A Ética, nestas circunstâncias, será o ponto chave de toda a questão. O jornalista tem, nas suas mãos, uma grande arma, chamada de comunicação social. Quando ela é bem utilizada, com certeza, favorece e engrandece a democracia; quando for mal utilizada, quem perde com isso, é o povo.
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Está na hora de o jornalismo deixar de ser um instrumento dos políticos para passar a ser um instrumento da democracia.
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Mas, entrando na quarta legislatura que, se tudo correr bem, o seu término vai coincidir com o complemento de 20 anos da democracia no país, é tempo de começarmos a combater os maus profissionais do jornalismo… porque, nós, o povo, não ganhamos nada com isso. Está na hora de o jornalismo deixar de ser um instrumento dos políticos para passar a ser um instrumento da democracia. E se os jornalistas cabo-verdianos não começarem a lutar para esse fim, desde agora, mais tarde não venham a queixar a falta da liberdade.
Albert Camus já tinha dita: «Quando a imprensa é livre, isso pode ser bom ou mau; mas, sem a liberdade, seguramente, que ela só pode ser má”. E nós não queremos uma má comunicação social num país que ascende ao núcleo dos Estados de desenvolvimento médio, tendo como principal factor impulsionador, o desenvolvimento humano. Da rádio, à televisão, passando pela imprensa escrita e pelo jornalismo electrónico: nós (o povo) queremos uma imprensa livre, isenta, plural e crítica. Só esse tipo de imprensa é que engrandece o nosso país, o nosso povo e a nossa democracia.

Director da AFP Anuncia a sua Retirada

Novembro 18, 2005 às 11:00 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

O Presidente da Agence France Presse (AFP), Bertrand Eveno, anunciou a sua decisão de abandonar o cargo que veio desempenhando desde o ano 2000. De acordo com Eveno, a sua função diante da AFP pode ir, o máximo, até ao final do corrente ano. Na nota justificativa, Bertrand Eveno apresenta “motivos pessoais e privados” como razões que sustentam a sua posição.

Tal como se pode ler no jornal espanhol El Mundo, “su mandato actual, el segundo, concluía en octubre de 2006, pero Eveno ha decido adelantar su marcha “por motivos personales y privados de orden general, y también de tipo profesional”. Según ha señalado, desea “ejercer una actividad nueva de empresario individual e inversor personal”, según una comunicación interna a los trabajadores, divulgada por la propia agencia” (Ler Mais, com El Mundo).

A Economia Política dos Jornais Gratuitos

Novembro 18, 2005 às 10:48 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário
“Os gratuitos são presas fáceis da publicidade e não investem na informação”, considera o director do Correio da Manhã, João Marcelino. A crítica foi feita no II Congresso de Desenho Jornalístico de Portugal e Espanha, organizado pela Society of Newspaper Design em Carnaxide, e que alargou o seu âmbito ao debate sobre os jornais gratuitos. João Marcelino diz ainda que estes jornais estão numa fase em que “são suportes impressos destinados a veicular publicidade” (Ler Mais, com Diário de Notícias).

Sondagem Política Vista por Manuel Delgado

Novembro 17, 2005 às 11:35 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

“Na guerra de sondagens que os partidos cabo-verdianos têm vindo a travar, o PAICV ganhou vantagem ao optar por mecanismos de transparência e legalidade, que conferiram ao trabalho da Marktest uma credibilidade que as sondagens ainda não ganharam entre nós.Ao depositá-la na Comissão Nacional de Eleições (CNE), como mandam a Lei e o bom senso, com todos os dados técnicos e palavras adicionais dos responsáveis pela sondagem, o PAI perdeu na sua exploração em tempo real o que ganhou em respeitabilidade.O mal das sondagens aqui em Cabo Verde – pese embora o tom pomposo de desdém com que os políticos se referem a elas – é que são encomendadas pelos principais interessados e têm vindo a ser divulgadas sob a suspeita de manipulação da opinião pública.Em todo o mundo, pelo menos os partidos com hipótese de ascender ao poder, fazem ou encomendam as suas próprias sondagens. Para que não naveguem em cabotagem, mas com mapa e rota” (Ler Mais, com Paralelo14).

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