O Crioulo: Que futuro?

Abril 29, 2006 às 8:24 am | Publicado em Ponto de Vista | 10 comentários

O Crioulo como língua é riquíssimo em termos fonéticos e expressivos. Uma simples mensagem pode ser interpretada das mais diversas formas, bastando uma expressão eloquente ou um olhar sarcasmos para alterar todo o seu conteúdo.  É uma língua rica, assim como o cabo-verdiano, recolhe um pouco que cada pedaço do mundo, misturando-se e alterando-se a um ritmo incrível; importa expressões, modifica-as, cria-as, estando em constante mutação.
 
Além de ser uma língua "recente", na sua essência, é velha na sua construção, remonta à formação da língua portuguesa (do qual é descendente directo) e das línguas africanas. Não se pode dizer que o crioulo seja uma língua original, mas que tem originalidade ninguém o pode negar.
 
A nossa própria Constituição da República defende a implantação do crioulo como Língua Oficial do nosso País (tirem o chapéu a quem teve essa brilhante ideia) em paridade com o Português (será necessário, visitas de Estado a Cabo Verde com tradutores?), devendo mesmo o Estado fazer tudo para que isso aconteça.
 
Na minha opinião, tudo deve ser feito para que isso aconteça, com cuidado e sem pressas. Escolher o alfabeto grego? E, porque não, o árabe? A fonética é lindíssima, mas falta a base gramatical, pois é bastante traiçoeira.   E o confronto Badiu VS. Sanpadjudo?
 
Esses são vários problemas que dificultam a oficialização do Crioulo como Língua (Oficial), é necessária toda uma pesquisa, exaustiva até, uma gramática completa e coesa (li algures que já está pronta, quem viu?). Há também a necessidade da homogeneidade do crioulo. Existem outros problemas é claro, mas devagar é que se vai longe.
 
"Nu mesti pensa ku cabeça e dexa di agi ku coraçõn!"

*Texto escrito por Ivan Cardoso Isaac.

[Agradeço profundamente o seu contributo Ivan]. 

O Novo Quarto Poder : Subsídio para as Políticas da Comunicação e das Fontes

Abril 29, 2006 às 8:09 am | Publicado em Ponto de Vista | 9 comentários

É comum encontrarmos autores e pessoas dos mais diversos níveis sociais a apelidarem os meios de comunicação social de quarto poder. Ora, esse poder que se diz que é o quarto, depois do Legislativo, do Executivo e do Judicial, incide sobretudo na capacidade dos meios de comunicação social em influenciar a opinião pública. Por isso, desde muito cedo, começou-se a preocupar com a questão dos efeitos das notícias no comportamento e na quotidianidade das pessoas.
Em primeiro lugar, surgiu a Teoria de Bala Mágica ou Agulha Hipodérmica, nos anos 20, nos Estados Unidos da América, e concebia a audiência como algo composta por organismos vazios, sem nenhuma capacidade crítica. Esta teoria teve uma grande influência da Teoria Behaviorista da Psicologia, que olha para o ser humano como uma tábua rasa, que, basta lhe ser injectado um estímulo para dar uma determinada resposta.
Duas décadas depois, o Paradigma da Bala Mágica foi completamente refutado com o aparecimento da Teoria dos Efeitos Limitados, que veio a ser seguido pelo paradigma de Two-Stef-Flow-of-Communication, protagonizado por Paul Lazarsfeld.
Quais eram as grandes preocupações dos indivíduos que se dedicavam ao estudo dos efeitos dos media no início do Século XX? O objectivo era sobretudo procurar compreender quais eram os efeitos que as mensagens veiculadas pelos meios de comunicação social provocavam no seio da sociedade; ou seja, compreender se os media influenciavam ou não o comportamento dos indivíduos e, caso o faziam, até que ponto essas influências se registavam e quais eram os grupos sociais e as franjas etárias que estavam mais vulneráveis às influências das mensagens dos media. Se repararmos bem, até hoje, existem várias linhas de investigação neste sentido, uma vez que há paradigmas científicos que procuram demonstrar que existe uma grande influência dos media no comportamento dos indivíduos, principalmente – nas crianças -, e outros que dissociam as mensagens dos meios de comunicação social do comportamento das diversas camadas sociais de indivíduos.
Porém, existe uma outra linha de investigação que se dedica a construir um paradigma completamente contrária à que marcou os primeiros estudos dos efeitos das mensagens mediáticas. A pergunta agora se inverteu: até que ponto as pessoas influenciam as mensagens dos meios de comunicação social? Ora, esta influência faz-se, em várias vertentes. Em primeiro lugar, devemos ter em conta que os media operam dentro de um espaço público, onde coabitam com pessoas das mais diferentes crenças e credos. E é para essas pessoas que suas as mensagens são direccionadas. Assim, nota-se que vários são os constrangimentos com que os meios de comunicação social se deparam no seio da sociedade:
·         1. Em primeiro lugar, temos os Constrangimentos Políticos. Devemos ter em conta que as Políticas de Comunicação diferem de país para país e dependem sobretudo do tipo de organização social que cada país adopta. Isso nos remete automaticamente para um exemplo: o aparecimento da Televisão Privada na Europa foi fruto de várias lutas que procuraram erradicar o tipo de política que contrapunha categoricamente o regime do mercado aberto que, então, era praticado nos Estados Unidos. No entanto, a própria evolução histórica dos meios de comunicação social obrigou o Estado a transferir o monopólio de transmissão mediática para os particulares;
·         2. Seguidamente, temos o Constrangimento do Mercado. Hoje, a maioria dos meios de comunicação social que operam em quase todo o mundo, principalmente nos países desenvolvidos de regime capitalista, são pertencentes a empresários ou grupos multi-mediáticos completamente independentes dos Estados. Tudo isso fez com que os media entrassem num contexto mercadológico, onde sofrem várias influências, quer administrativas, quer provocadas pelas pressões do próprio mercado;
·         3. Em terceiro lugar, intimamente ligada à causa anterior, aparece o Constrangimento das Audiências. Ora, hoje o público é a “grande dor de cabeça” dos meios de comunicação social. Num contexto de mercado, as obrigações dos media já ultrapassam a própria trilogia histórica de Informar, Formar e Educar. Hoje, também, têm a obrigação de dar lucros e conquistar o mercado das notícias. Para isso, há que haver uma luta incansável na conquista das audiências, o que leva o gosto do público para o primeiro plano: é a velha questão do interesse público e do interesse do público. No entanto, devemos ter em conta que no actual sistema mercadológico de estruturação dos meios de comunicação social, o interesse público acabou por perder muito do seu terreno face ao interesse do público. E a tendência é para que o mercado seja cada vez mais o definidor da agenda mediática, inclusive, a agenda jornalística.
·         4. Por último, temos os Constrangimentos das Fontes. Não devemos nos esquecer que as fontes são um importante elemento para o jornalismo. Muitas vezes, se considera que um bom jornalista é aquele que melhores fontes de informação possui na sua agenda de contactos. Mas, o grande problema é saber porquê que uma fonte se interessa em dar uma determinada informação a um dado jornalista. Muitas vezes, ela faz isso em "OFF RECORD", onde a sua identidade é completamente escondida. Será que se trata da manifestação do interesse em contribuir para uma boa informação da opinião pública? Tenho as minhas dúvidas. A fonte também tem os seus interesses. A grande questão é saber se os interesses da fonte não entram em choque com as regras éticas, deontológicas e legais do jornalismo e, ainda, com os demais códigos de conduta que regulam o bom comportamento cívico dos cidadãos. Devemos ter em conta que, em muitas ocasiões, mais do que não ser completamente verdadeira, certas informações que nos chegam não correspondem, em nada, à verdade. Aqui, estamos já no terreno de instrumentalização, onde as fontes usam os jornalistas e os próprios meios de comunicação social para canalizar falsas informações para o seio social, de forma a conseguir alguns objectivos pré-determinados.
Hoje, vivemos numa época de revolução das fontes jornalísticas, onde cada vez mais se verifica uma profissionalização das mesmas, no sentido de saberem lidar com os media, por forma a conseguirem tirar, daí, o máximo de proveito possível, que, quase sempre, são políticos, económicos ou pessoais. Por isso, todo o cuidado é pouco nesse processo de negociação entre os jornalistas e as fontes.
Afinal, muitos teóricos já se desenganaram, consciencializando de que o quarto poder já não é o dos meios de comunicação social, nem o dos jornalistas, mas sim, o poder das fontes.


 

*Artigo publicado a 27 de Março de 2005 no Visão News.

Autor: Silvino Lopes Évora 

MpD ataca TCV com ‘míssil’ e RTC responde com ‘metralhadora’

Abril 26, 2006 às 10:23 am | Publicado em Media & Jornalismo, Política | 1 Comentário

MPD CONSIDERA QUE HÁ INDÍCIOS DE CORRUPÇÃO NO RELACIONAMENTO TCV / TEXTIMÉDIA

“Há indícios de corrupção política na contratação da empresa TEXTIMÉDIA, para a produção do programa ‘Nha Terra…Nha Cretcheu’, difundido pela Televisão de Cabo Verde (TCV). Afirmou do Deputado António Pascoal Santos, numa conferência de imprensa convocada pelo Grupo Parlamentar do MpD, para solicitar esclarecimentos sobre a matéria.

Para o deputado do maior partido da oposição o que preocupa o MpD tem a ver com o envolvimento da empresa estrangeira, que esteve ao serviço da campanha politica do PAICV e de Pedro Pires com a televisão pública, “em circunstâncias dúbias, pouco claras e com sinais indiciários de pagamento de favores e de eventual corrupção”. [in Expresso das Ilhas] 

MPD AFIRMA:

PROGRAMA DE ALVENO FIGUEIREDO É "IMORAL E PERIGOSO PARA A DEMOCRACIA"

«O grupo parlamentar do MpD considera que há indícios de corrupção na produção do programa “Nha Terra, Nha Cretcheu”, e por isso vai solicitar a audição parlamentar da ministra adjunta do primeiro-ministro, Sara Lopes, que responde pelo sector da Comunicação Social. Segundo o deputado António Pascoal dos Santos, o grupo parlamentar do MpD vai requerer a audição da ministra Sara Lopes pelo facto de haver a necessidade de se esclarecer à Assembleia Nacional, à Oposição e, sobretudo, ao país e à Nação cabo-verdiana, sobre esses indícios.Para o MpD, é “duvidosa, pouco clara, nada transparente, promíscua, ilegal, imoral e perigosa para a democracia” o acto da contratação da empresa estrangeira Texmédia, para realizar o programa que está a passar na televisão de Cabo Verde. António Pascoal Santos disse ainda, que é do conhecimento de todos que a empresa Textmédia esteve ao serviço da recente candidatura política do Presidente Pedro Pires, bem como do PAICV, pelas legislativas de Janeiro último. Segundo Pascoal Santos, esse programa denota ainda claramente, “aspectos violadores do pluralismo político e social” ao promover uma “visão unilateral, tendenciosa, propagandista e instrumental de Cabo Verde, desrespeitando deste modo a Constituição, o Estado de Direito Democrático e a Independência dos órgãos de comunicação social, o equilíbrio e pluralismo político social e cultural” . O MpD diz que, caso não houver esclarecimentos por parte da ministra, o grupo parlamentar vai tomar outras providenciais legais para que o caso seja devidamente tido em consideração». [in Paralelo14

“RTC NÃO TEM NADA A TEMER”

 «“A RTC não tem nada a temer em relação à produção do programa ‘Nha Terra…Nha Cretheu’, cujo conteúdo não tem implicações políticas, porque se trata de um programa que reflecte a vida social do povo cabo-verdiano”, afirmou o presidente do Conselho de Administração (PCA) da RTC, Marcos Oliveira, reagindo hoje, em conferência de imprensa, às declarações proferidas ontem pelo deputado do Movimento para a Democracia, Pascoal dos Santos. O deputado afirmara haver indícios de “corrupção politica” na contratação da TEXTIMEDIA para a produção do referido programa». [in Liberal]

RTC REAGE ÀS DENÚNCIAS DO MpD

"Marcos Oliveira, presidente do Conselho de Administração da Rádio Televisão de Cabo Verde, RTC, deve reagir hoje às declarações do Grupo Parlamentar do MpD sobre o relacionamento TCV/Textimédia, a empresa produtora do programa “Nha Terra… Nha Cretcheu”, que está a ser difundido pela televisão pública.
De recordar que o Grupo Parlamentar do MpD, através do deputado António Pascoal Santos, considerou ontem, em conferência de imprensa, que no acordo entre a RTC e a TEXTIMEDIA “há indícios de corrupção política”. Indesmentível, segundo aquele Grupo Parlamentar, é que a TEXTIMEDIA foi a empresa responsável pelas campanhas de imagem e markting de José Maria Neves e Pedro Pires para as legislativas e presidenciais do presente ano, respectivamente. Os deputados ventoinhas declaram que isso é facto suficiente para não se entender o serviço que a mesma empresa presta agora à RTC". [
in Liberal]

Thugs, Cáçu Bódi e outros Cancros da Sociedade Cabo-verdiana

Abril 25, 2006 às 11:31 pm | Publicado em Cabo Verde | 4 comentários

Anteontem, passei um bom bocado de tempo a discutir com um colega meu sobre as questões de insegurança em Cabo Verde. Cada um de nós dava o seu ponto de vista sobre o que fazer com a situação social no nosso país, onde os famosos “thugs” têm espalhado terror de uma ponta a outra da Cidade da Praia. Ponderámos várias soluções, umas mais radicais, outras mais flexíveis. No entanto, por bem ou por mal, não somos nós que, directamente, vamos ter que tomar essas decisões, embora a natureza da situação preocupa e invoca a atenção de todos os que se sentem cabo-verdianos e que querem ver este país a melhorar.
Discutimos da parte da noite e logo no dia seguinte li que um jovem foi esfaqueado perto da discoteca ZERO. E logo pus-me a pensar: meu Deus, isso não vai ter fim?
Mas, parece que não: é que hoje uma amiga mandou-me uma mensagem a dizerque tentaram assaltar-lhe e que uma amiga sua viu uma faca colada ao pescoço. E aí perguntei: estamos em Cabo Verde ou estamos no Rio de Janeiro [sem nenhum sentimento negativo para com aquela cidade brasileira]?
Não tenho nada contra o free-style [os gajos que andam com calças largas]. Mas, que esses “thugs” devem ser combatidos ferozmente, isso é verdade. E ainda pergunto: porquê que tantas vezes a Electra promove apagão em Cabo Verde? Será que é para auxiliar a actividade dos “thugs”?

NÓS MEDIA brinda Abril com logótipo

Abril 24, 2006 às 11:08 pm | Publicado em Blogues: Media & Jornalismo | 4 comentários

E que tal comemorar o 25 de Abril de uma forma diferente? Acho que somos os únicos a ‘festejar’ o dia da liberdade desta forma: lançando o logótipo de NÓS MEDIA. É uma coisinha muito simples, mas a partir de agora vai ser a nossa marca.  Como hoje é o dia da liberdade, tomamos a liberdade para vos apresentar este que, a partir de agora, passará a ser a cara do nosso blogue. O que acha?

No ‘festa’ do seu 15º Aniversário, A Semana renasce na Ilha do Vulcão

Abril 24, 2006 às 11:56 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

arton17151.jpg«Assinalando o seu 15º aniversário e a abertura de uma nova delegação no Fogo, o jornal "A Semana" traz hoje em destaque um especial dedicado à ilha do vulcão.
O suplemento Hora di Fogo faz um retrato da ilha, trazendo entrevistas com os presidentes de Câmara locais, reportagens sobre a Festa da Bandeira e do munícipio de São Filipe, assim como diversos artigos de opinião, entre outras reportagens». [in A Semana]

Como será o jornalismo na era pós-papel?

Abril 24, 2006 às 11:25 am | Publicado em Media & Jornalismo | 2 comentários

«Tudo sugere que "24 Horas", o projecto de um jornal gratuito descarregável e "permanentemente actualizado" que El País hoje lança para todo o mundo, tem por horizonte um projecto mais vasto: preparar e posicionar o diário para a fase do pós-papel.Tem como referência 15 páginas A4 (sinal dos tempos: agora passa a ser mais frequente haver números ímpares nos totais de páginas e, mesmo no caso caso dos pares, não necessariemente múltiplos de quatro). A ideia é que passemos a ter um jornal que possamos imprimir em casa ou no escritório, "gratuito", mas em que os encargos com papel corram por nossa conta. A acompanhar». [in Jornalismo e Comunicação]

No dia em que a publicidade tomar conta de nós…

Abril 24, 2006 às 11:14 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

E se um dia as nossas televisões não nos permitissem mudar de canal durante a emissão de blocos publicitários? Ou os nossos videogravadores não nos deixassem avançar rapidamente a imagem nas mesmas circunstâncias? E se tivéssemos de pagar uma taxa para podermos fazer isto? Parece impensável, mas não é. A história vem aqui, e a descrição da patente registada pela Philips pode ser consultada aqui. [in Jornalismo e Comunicação]

Programa “Nha Terra, Nha Cretchéu” de TCV debaixo de fogo cerrado

Abril 24, 2006 às 11:07 am | Publicado em Comunicação e Sociedade, Política | Deixe um comentário

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«O programa “Nha Terra Nha Cretheu” será tema de conferência de imprensa que o Grupo Parlamentar do MpD tem agendado para a manhã de hoje. O MpD considera que “contornos pouco claros” envolvem a referida produção e, por isso, pretende questionar e obter respostas do programa exibido semanalmente na televisão pública, “paga por todos nós cidadãos, enquanto contribuintes”.

O Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia, MpD, vai solicitar esclarecimentos sobre a produção do programa televisivo “Nha Terra Nha Cretheu”, que está a ser emitido pela Televisão de Cabo Verde, TCV. O programa tem realização da Textimedia, empresa de comunicação e marketing». [in Liberal]

Censuras em Cabo Verde: Nem RTP África fica de fora

Abril 24, 2006 às 10:50 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

"Os grevistas dizem-se desiludidos com alguma Comunicação Social. Primeiro queixaram –se da Televisão de Cabo Verde. Agora queixam-se também da RTP-África que até ao momento ignorou este caso: “noticiam um simples acidente de viação onde há um ou dois feridos, e agora dois homens fazem greve de fome por reivindicarem um direito que lhes está a ser roubado pela Câmara Municipal da Praia e a RTP-África faz de contas que não acontece nada nesta terra” – palavras de Lourenço Pina, um dos grevistas" [in Liberal].

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