A Oficialização do Crioulo e o seu Impacto na Sociedade Cabo-verdiana

Julho 17, 2006 às 6:12 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | 12 comentários

De uns tempos para cá, muito tem-se falado na oficialização da Língua Cabo-verdiana – reparem que o pessoal agora está mais chique; já nem se fala em Crioulo, mas sim de Língua Cabo-verdiana. No entanto, a designação pouco me importa. Interessa-me os factos. 

   A oficialização do crioulo até já foi apresentada como uma cereja que cobriria o bolo de um tal 5 de Julho de 2005. Mas, os mandantes ou comandantes – seja lá o que são – acabaram por caírem sobre si e viram que a operação poderia ser um desastre, pelo que resolveram fazer uma pausa no processo. Alargaram um bocadinho mais o debate para verem se conseguiriam um consenso. No entanto, uma coisa é certa: a oficialização do crioulo pode reunir um mínimo consensual, mas não consegue a unanimidade das vontades públicas porque os pontos de discordância são muitos e variados.

    Há coisa de três semanas atrás, li um blog de uma universitária cabo-verdiana que dizia que o Ministro da Cultura tinha ido lá na escola onde ela estuda orientar uma palestra sobre a oficialização do crioulo. Depois de fazer a sua exposição, o Ministro abriu uma linha de debate com os estudantes. De repente, uma voz surgiu (estou a citar de cor): “não… o crioulo deve ser oficializado brevemente. Não temos muito que discutir e estar a perder tempo”. A miúda do blog respondeu-lhe (também estou a citar de cor): “se oficializarem o crioulo de Fogo, aceitas isso de ânimo leve”? E o rapaz respondeu-lhe (continuo a citar de cor): “cré bu sta dódu, menina. Agó oficializa criolo de Fogo! Undi qui bu odja quela? Mi qui sta bem fala quem língua mariado la”!? O rapaz era de Santa Catarina e a miúda, da Praia. Segundo a menina disse, o rapaz entende que não há outra alternativa senão oficializar o crioulo da Ilha de Santiago e que o debate é completamente desnecessário porque isso é tão claro como a água.

    A mim, não me preocupa tanto o que o rapaz disse, embora isso seja sintomático de alguma falta de sensibilidade de muitas pessoas de Santiago em não conseguir pensar Cabo Verde para além da Praia de Santa Maria. O que me deixou com os cabelos em pé – se é que naquela altura eu não estava careca – foi a perspectiva do Ministro da Cultura, a respeito da oficialização do crioulo. É que o governante acha que o processo de oficialização deve recair sobre duas variantes: a de São Vicente e a de Santiago. Percebi logo que há uma tentativa de agradar os ‘gregos e os troianos’… uma tentativa que parece inglória porque as pessoas de Santo Antão, S. Nicolau, Sal, Boa Vista, Maio, Fogo e Brava, perguntarão, certamente, ao Ministro se eles são filhos de um Deus Menor.

    Mais… a minha questão é: quantas línguas oficiais haverão? Duas ou três? O português vai continuar a ser o parente pobre da família linguística cabo-verdiana. Se quase ninguém a fala, ao abrirmos um espaço para uma escrita oficial em crioulo, praticamente a língua portuguesa desaparece. Relativamente ao crioulo: teremos duas línguas nacionais oficiais ou uma única com duas variantes oficiais? Parece estranho… não é? Eu já vi países com mais do que uma língua oficial. Em Espanha, por exemplo, o castelhano convive com outras línguas, em várias regiões do país, que possuem duas línguas oficiais. Mas, são duas línguas mesmo. E nós? Como é que iremos ficar com duas variantes de uma mesma língua oficial? Isso também existe ou, na falta de invenção, estaremos a inventar uma nova forma de congregação linguística? Porque não escolhemos uma única variante como foi feito em vários países civilizados? Se damos a São Vicente e a Santiago a o oportunidade de escrever e falar a sua variante linguística, porque não fazemos o mesmo com as outras ilhas? Já que não vamos escolher uma variante única, então cada um continuava a falar e a escrever a sua língua. Não é que eu defenda isso. Estou somente a levantar interrogações. Muitas outras interrogações precisam ser levantadas em matéria de oficialização do crioulo. Está tudo mal pensado e mal explicado. As pessoas querem avançar com isso para a frente e quase que não olham para os meios.

    Eu não sou contra a oficialização do crioulo, mas sou contra esta forma de oficialização. Oficializar por oficializar. Há necessidade de um estudo alargado sobre esta matéria onde se dá conta dos verdadeiros impactos da oficialização na educação. Ninguém sabe, ao certo, o que vai acontecer depois da oficialização. Nós não estamos numa época em que se toma uma decisão e depois, venha o que vier. Necessariamente, deve haver um estudo de fundo onde se tem uma clara ideia dos passos que seguirão à oficialização.

    Devemos levar em conta também a capacidade do país em fazer face a esse desafio. Para mim, há necessidades muito mais prementes do que a própria oficialização do crioulo, que tem a ver com as condições de vida a que muitas famílias se sujeitam, tem a ver com o saneamento, com as alternativas para a juventude, com a implementação de um ensino superior de qualidade e o respectivo apoio aos estudantes, no que toca a bolsas de estudo.

    Muito boa gente anda a dizer que o insucesso escolar em Cabo Verde deve-se ao facto de sermos ensinados numa língua estrangeira. Isso significa que no dia que passarmos a ser ensinados/educados em crioulo, seremos os melhores alunos do mundo e ponto final, parágrafo. Acho que essas pessoas têm uma visão muito quadrada do mundo. Não conseguem ver a vida e o globo de forma circular. Se conseguissem, reparariam que o insucesso escolar não é exclusivo de Cabo Verde. Há dias, surgiu um estudo de uma Escola Superior do Porto (Portugal) que dava conta que os estudantes portugueses têm problemas com a Matemática justamente porque não percebem muito bem o português (não conseguem compreender as questões que lhes são colocadas, por isso não respondem-nas correctamente). Qual seria a solução neste caso? Deveriam, por exemplo, oficializar o Mirandês para as regiões onde é falado? Se os portugueses também têm problemas com o português, quem nos garante que, transferindo o sistema de ensino para o crioulo, teremos uma notória evolução no aproveitamento escolar? Acho que não há uma linearidade aqui.

    Depois da oficialização do crioulo, os alunos continuarão a necessitar, com certeza, de saber o português da mesma forma para poderem ir à escola. É que nós não temos livros. E não temos condições para os ter. Com todos os livros em português que existem entre Portugal e Brasil, Cabo Verde debate com uma falta de bibliografias fundamentais que é uma coisa extraordinária. Estou a falar de livros que estão traduzidos ou que foram escritos em português. A única coisa aqui era adquiri-los. Mas o país não consegue porque é pobre e não tem suportes financeiros para tal. Agora, pergunto: se não podemos comprar os livros que já vêm em português, teremos, nós, condições para traduzir os livros de português ou de outra língua qualquer para o crioulo? Será que não estaremos iludidos nessas coisas de oficialização do crioulo e estaremos a deixar-nos levar pelo coração, tirando o cérebro da sua área de serviço?

    Creio que acontece um pouco isso.

    Qualquer cabo-verdiano minimamente inteligente vê que ainda não temos condições para suportar todo o sistema de ensino em crioulo porque não temos dinheiro para isso. É simples. Não temos dinheiro. E não sejamos ingénuos para fingirmos que não percebemos isso. Se não temos dinheiro para comprar os livros escritos, onde arranjaremos dinheiro para montar rotativas em todas as ilhas e começarmos a imprimir os livros em crioulo? Não temos dinheiro, minha gente. É tão simples quanto isso. E não é preciso esforçarmos muito para percebermos isso. Basta andarmos pelo interior da Ilha de Santiago – que eu conheço relativamente bem – e pelo interior da própria capital cabo-verdiana para percebermos que ainda não temos condições para transpor o nosso sistema socio-educativo e literário do português para o crioulo de dia para noite.    Eu não tenho nada contra oficializar o crioulo no dia que reunirmos bases para isso. Hoje não as temos. Nem sequer sabemos ainda o que é que vamos oficializar. Acho que as pessoas que estão à frente desse dossier deveriam pôr a cabecinha a funcionar e apresentar-nos uma proposta de jeito. Uma proposta em que se pode ler, ainda que seja nas entrelinhas, uma política minimamente clara para o sistema linguístico do país, não deixando de fora os impactos na educação, na sociedade e na cultura. Senão, poderemos estar a entrar num precipício.

Silvino Lopes Évora

Publicado no site TARRAFALNaZona: 10 de Julho de 2006.

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12 comentários »

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  1. acho que o crioulo do Dr. Azágua é o mais suave que existe em Cabo Verde actualmente e devemos abraçá-lo.
    Não acham?

  2. ka e keston de no ka ten dnher pa ofisializa nos propria linga. No ten ke komesa agora antes de no perde mas informasomn de o s linga ke dia a dia tita vra mas um portugues mal falod pur influensia de Portugues na skola. Ou seja na falta peixe no ta kme karangeje. M pode sita um xperiensa fet na antilhas homndesas ke sima nos es ta fala um lingua ki e Papiamentu. Um linga derivod de linga franka falod log na inisiu de skravatura. NO ten txeu em komun. Strutura linguistika, palavras, etc. Na Antilhas holadeza foi adotod um lexiku pa skreve Papiamento em vez de ingles y Holandes. Y kual foi konkluzaun…
    ALunus na skola primaria komesa ta ter melhores rezultods na materias sima aritmetika e konprensaun de testus. Y asin tb skolas sekundarias vra ta ter melhores alunus e ktva mas ben preparod pa um stude superior. Klaru ke kada xperiensa e um. Y ke Holandes y Ingles ta mas longe de Papiamentu du ke Purtugues en realsaun a nos kriol. nha preokupasaun e faze prevalese kriol kom lingua afro latino du ki kada dia mas vral um portugue smal falod. No ten ke komesa algures. es diskusuan sobre ofisilaizason ja tem e kansod pamod no tita luta kom baristas e kre faze prevalese es friksaun barlavent Sotavent. Badio Sampadjudu y outrus. Parsem kma isensia e no komesa y no da pulse a turser y no txa de saudozismus em rea;lsaun a portugues. txeu ka kre e perde ses puzisaun de puder pamodes ta dumina purtugues. Mi kom filhe de emigrant y kom 32 anus d’emigrason na Holanda m ta oia kma Portugues e bom soment pa kel e kta duminal. Agora m ta pregunta kual e futur de kab Verd se nos fidje ka ter asesu a nos kultura y inforamsaun de base sobre nos kab Verd y sobre nos sosiedad so pamod es ka ta dumina Portugues. Txeu jovens na stranger tita prokura informasun sobre ses raiz ma sima no sabe maior parte de studus fet sobre kab verd e skrit em Portugues y pur isu jovens de origem kab verdiana nes pais de lingua ou xpresaun germanika ka ten asesu a ses kabverdianidade. Kb Verd diaza ka e soment kes 9 ilhas abitod. kab Verd e um nasaun transkontinental y kta abragi mut mas gent du ki txeu vez no ta kre pensa. Futur de kab verd ta tb asent na dinamizasaun y partisipasaun de tud ses originarius. Emigrason sempre teve um grand papel na dzinvolviment, pulitiku, ikunomiku y vida kultural y parsem kma el pode bem muda kom nivas gerasoins e kta kaba pur skolhe ser algu outru pamod na mument dod es ka konsegui kes informasun pa es pudia senti mas atraid a nos ilha y partisipa asin na se dzenvolviment. Es planeta de oje em dia e networking, redes de komunikasuan entre individus e kta partilha mesmas origens y mesmus sentiments. Y no ka pode txa es kordaun umbigal dzapa soment pamod ka te um vizaun klor sobre futur de nos tera. Ka e soment de paun kno ta pode sobrevive ma tb de sobretud komunika y intende kumpanher. Y kriol nos maior instrument nes aspet. Sen kriol ka ten kabverdianidade. Diferensa e grand kond m ta komunika ma nha sgent nes vivensia transkontinental y nes virtual txmod Internet. No pode fala ingles, portugues, frances, italione, Olandes etc ma kond no ta fala na kriol storia e outra. Ou seja kond no ta skreve mesm nun kriol sen ser struturod y standarizod nos e mas kriol. no ta sinti mas atraid pa ideias du outre. Enfim…
    Ka e keston de ter studus fet pa no ofisializa nos meiu de komunikason kno ta uza na nos dia a dia. Kriol d’Kab Verd e ofisial. kestaun e standariza um lexiku pa nos tud pode skrecel de mesma forma uzond um kodigu so pa skrevel. Tud linga na mund tem um standart y txeu variant. sima portugue stem de seus, frances tem muitisimus mais. dvera kno ten prublemas maiores na nos e kta merese txeu atenson ma kada des prublema e um y na kada setor de nos sosiadad no deve ter kabverdianus sients y konssients pa debrusa sobre es lakunas y no xprimenta rezolves kuant ants pusivel. Tud dia e kta pasa e um dia a mas. Kada maratona kúm atleta ta kore ta komesa pa kel primer pasu. No da kel primer pasu pa no pode kontinua es kaminhada. Pamod nos tud sabe kma el e um kaminhada dura. Ma pa frant e kta kamin. Y barke parod ka ta faze fret

    Um abrase dentre des kriolidad spalhod pa mund.

    Guy Ramos
    Rotterdam/Holanda

  3. Estou plenamente de acordo com o José Bouquinhas. O criolu do Dr. Azágua é um “Kriolu Suávi” como diz ele, “Nha Kriolu é un Kriolu Suáavi, kér dizer, é ka di Santiagu, nen di Fogu, nen di Maio, y nen di Brava” é d’es tudu! Kada ilha ten un padás d’el y nãu bairrista”, e estou totalmente de acordo com a sua observação.

  4. bom, na minha escola organizaram uma palestra sobre a oficializaçao do crioulo, mas propriamente sobre a ALUPEC. Naquele instante confesso que concordei que houvesse a oficializaçao, mas depois de ter lido o que está escrito acima, concordo plenamente que cabo-verde nao tem condições para arcar com todas as despesas do mesmo… Mas, em todo caso seria muito que houvesse a oficialização do crioulo, pelo menos para ajudar os alunos a compreenderem melhor a matéria…

  5. ACHEI MUITO INTERESSANTE O TEXTO DE SILVINO LOPES ÉVORA! QUANTO AO NOSSO CROULO ESTÁ TUDO BEM DO JEITO QUE ESTÁ, CRIOULO É NATURALMENTE A NOSSA LÍNGUA MATERNA… EU TENHO A VARIANTE DA MINHA ILHA QUE FAZ PARTE DE MIM E RECONHEÇO E RESPEITO AS VARIANTE DAS OUTRAS ILHAS DO NOSSO CABO VERDE… ENQUANTO ASSIM FOR ESTAMOS NA PAZ NO QUE TOCA A ESTA MATÉRIA. HÁ VERDADEIRO PROBLEMAS QUE PRECISAM DE SER TRATADOS: O SANEAMENTO, A CRIMINALIDADE, O DESEMPREGO, ENTRE OUTROS.

  6. ACHEI MUITO INTERESSANTE O TEXTO DE SILVINO LOPES ÉVORA! QUANTO AO NOSSO CRIOULO ESTÁ TUDO BEM DO JEITO QUE ESTÁ, CRIOULO É NATURALMENTE A NOSSA LÍNGUA MATERNA… EU TENHO A VARIANTE DA MINHA ILHA QUE FAZ PARTE DE MIM E RECONHEÇO E RESPEITO AS VARIANTE DAS OUTRAS ILHAS DO NOSSO CABO VERDE… ENQUANTO ASSIM FOR ESTAMOS NA PAZ NO QUE TOCA A ESTA MATÉRIA. HÁ VERDADEIROS PROBLEMAS QUE PRECISAM SER TRATADOS: O SANEAMENTO, A CRIMINALIDADE, O DESEMPREGO, ENTRE OUTROS.

  7. Em Portugal, também tem muitos dialetos (e sotaques), mas a variante do eixo Lisboa-Coimbra é a oficial. O mesmo se deu no Brasil, a variante do eixo S. Paulo-Rio é o idioma oficial.

    A maioria de pessoas mora na ilha de Santiago, portanto essa deveria ser a variante oficial.
    As outras variantes devem ser respeitadas sim, mas os falantes de lá devem abrir a mão de seu provincianismo exagerado…

    Na Itália, a língua oficial é a de Florença, e os de Milão e Roma tem que se conformar com isso.

  8. Já ki assunto ê criolu, mi n’sta bém screvel na criolu própi.
    Sem duvida ki Caboverdi inda ka teni possibilidadi financeru nem organizacional pa oficializa criolu dentu di território nacional. Máz nu ka podi fla ma ku criolu, nu ka ta tenha máz vantagi… Nu tenha ta sim! Pamodi Caboverdi ê um paíz póbri ki teni tcheu populaçons di classe precária ki ta vivi dispérso di ilha pa ilha. Inda por cima ez populaçons ka ta fala ou pratica lingua oficial, ke português! Ka basta nu teni tcheu pobreza entri nóz? inda pa dificulta-no incerson na informaçons ku culturalizaçons nu tem ki primeru aprendi língua ki nu ka ta papial regularmenti?? Nha ghenti mi n’ta fla nau! Ê máz facil nu aprendi conchi mundu ku língua ki nu conchi dêz di criança!!
    Na fla tudu keli, mi n’sabi m’ê cláru ki primeru nu debi spéra pa Caboverdi midjora finaceiramenti. Nu debi djuguta pa primeru, paiz sai di crise, y pa isso, política ê noz primeru prioridádi! So dipoz em sigundu lugar ki nu tén ki pensa na oficializa criolu. Pamodi nóz tudu ki ê criolu nu sâbi ma nóz lingua ê nóz máz grándi identidadi!! Nu ka podi dexal nunca!!
    Abraços di corpu i álma di máz um irmón!

  9. bom passei aqui e concordo plenamente com tudo o que disseste!É de salientar que ainda não reunimos todas as condições para a oficialização do crioulo.Não sou contra a oficialização da minha própria língua mas é a realidade.Primeiramente devemos trabalhar para reunir estas condições e depois as autoridades responsáveis por este assunto devem apresentar um bom projecto para a oficialização do crioulo!!

  10. Pa mi nunka kriolo ka ta ser oficializadu pamodi, kriolo dja é oficializado pa mi mexmo ou seja pa nós td q ta falal. 100pri kel lotu lingua ta ser nha segundo lingua por + q ta flado. + si nu ta djobi pa per100tagem di di tempo q nu ta tem ta fala kriolo nu ta verifica ma el dje 1 lingua oficializado. 100 fala na gasto q ta trazi pa governo manda traduzi td documento pa kriolo.

  11. A serio rapaz bu impressionam,na tudo artigo sobre oficialização de crioulo kely com certeza é a mais lúcida de todos qui mi djan lê ate agora.continua ku es raciocínio ki bu ta bai longi,é di jovens conciente asi ki cabo verde sa mesty.

  12. Não nos podemos esquecer que o Português é uma das grandes linguas internacionais, e não sou eu que o digo, mas sim a ONU, ou a União Europeia. Portanto, restringir os cabos-verdeianos à pequenez geografica, da sua lingua materna (o cabo-verdiano) seria quase um genocidio, é fundamental a sua manutenção, mas deve haver um investimento e forte, na aprendizagem do Português.
    Como se conseguirão relacionar internacionalmente os cabo-verdianos, se não dominarem minimanente o Português?
    Não falamos de um enorme pais como o Canadá, mas de um pequeno grupo de ilhas, no meio do atlantico, e caso queiram remar sozinhas, afastadas do Mundo da Lingua Portuguesa, certamente não irão longe.
    Não pretendo magoar ninguém, simplesmente estou a ser realista.


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