Mini-férias…

Setembro 25, 2006 às 2:25 pm | Publicado em Revista NÓS MEDIA | 5 comentários

Caros Visitantes:
 
Depois do abalo emocional causado pelo acidente do Tarrafal que vitimou 9 pessoas (quase todas conhecidas, diga-se de passagem), faremos umas curtas férias, que vão até ao dia 29 deste mês; ou seja, daqui a cinco dias, estaremos de volta. Esperamos que por muito tempo. Ainda não sabemos. Vamos reflectindo e depois veremos se apareça ânimo para continuar com este espaço com o mesmo fôlego de outros tempos.
Uma boa semana a todos,

TARRAFAL SEMPRE

Setembro 20, 2006 às 11:38 pm | Publicado em Ponto de Vista | 6 comentários

 IRMÃOS, PREFIRO LEMBRAR-ME DE VÓS COM UMA LUZ

O número de mortos ainda não se sabe ao certo, mas o acidente que acabou de acontecer deixa Tarrafal ajoelhado sobre nossa própria impotência. Uns falam em 16, outros falam em seis, outros ainda falam em 9 mortos. Às vezes, diz-se que quando está em causa a vida humana não importa o número. Mas, acho que há situações em que o número é muito importante. Quanto menos pessoas morrerem, melhor é. Pelo menos, eu penso assim. Não tenho medo da morte, mas também deixa-me confessar-vos que não sou amigo dela. Ela é traiçoeira.

No dia 15 de Agosto de 2005, pouco mais de um ano atrás, um trágico acidente levou cinco almas tarrafalenses, todas jovens (ver foto). Hoje, 20 de Setembro, mais um trágico acidente deixa-nos ajoelhados a chorar… (talvez o destino). Eu sou daqueles que não acredita muito na predestinação e acho que nós é que fazemos o nosso caminho. Mas, há momentos que o destino nos dá sinais claros da sua existência. Tarrafal acordará, amanhã, no dia 21 de Setembro de 2006 num pântano de tristeza. Mas, tenho certeza que é desta lama que levantaremos todos (uns mais fortes do que  outros), férteis de imaginação para com a vida (porque cada vez mais ela teima em convencer-nos que, a qualquer hora ela possa nos ser roubada) para podermos enfrentar o destino. Não passaremos os nossos dias a chorar o destino. Temos que levantar a cara, olhá-lo olho nos olhos e dizê-lo com toda a nossa força: TARRAFAL SEMPRE!!!
 

Flagrante directo: quando um jornalista perde a sua arma

Setembro 18, 2006 às 10:43 pm | Publicado em Sem categoria | 3 comentários

Nos programas em directo, a concentração do jornalista é muito importante. Quando se perde a concentração, pode-se perder quase tudo. É o caso desta senhora que está neste vídeo em baixo, que perdeu-se no meio de risos.    

Agostinho Lopes terá razão?

Setembro 18, 2006 às 9:15 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

“Acho que há um défice do jornalismo verdadeiramente profissional em Cabo Verde. O primeiro empregador dos jornalistas é o Estado e os órgãos de comunicação social do Estado, sente-se e vê-se no dia-a-dia, estão completamente manipulados. Temos um conjunto de comissários políticos à frente dos órgãos e esses comissários são, completamente, orientados de forma política, por quem exerce o poder a nível governamental. E eles, por sua vez, utilizam um conjunto de instrumentos até de intimidação para cima dos jornalistas. Não vale a pena negar isto, porque é evidente e muitos jornalistas só não falam porque não têm muitas alternativas. Vocês que trabalham nos órgãos de comunicação social privados são, de facto, os felizardos porque podem exercer a profissão de forma independente, sem grandes pressões politico-partidárias, sem orientações ideológicas da parte de quem está no poder.
Infelizmente é assim. Quem dá pão dá castigo, e quem dá pão a uma grande maioria de jornalistas é o Estado. O exercício do jornalismo fica completamente comprometido por isso. Se nós tivemos uma comunicação social independente, democrática, com capacidade de intervenção e que fosse aliado do cidadão, este Governo já estaria de rastos há muito tempo e, se calhar, nem estaria a existir. É só ver à nossa volta. Repare a última questão energética na cidade da Praia. Não temos nenhuma investigação séria dos jornalistas, nesta matéria, não temos sequer um tratamento rigoroso e isento desta matéria. É sempre a promoção da imagem dos governantes”. [
in Expresso das Ilhas]

Prémio Mundial sobre a Liberdade de Imprensa

Setembro 18, 2006 às 9:04 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | Deixe um comentário

«A UNESCO pede aos seus Estados Membros, organismos profissionais regionais e internacionais e organizações não-governamentais da área de jornalismo e liberdade de expressão, a indicar candidatos ao Prémio Mundial UNESCO/Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa. Como estipulado no regulamento, pretende-se com o Prémio Mundial UNESCO/Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa “honrar (…) uma pessoa, organização ou instituição que tenha contribuído notavelmente para a defesa e/ou promoção da liberdade de imprensa de qualquer parte do mundo, especialmente em situações de risco”» [in Liberal]

Alô, alô!!! A Semana já está de volta

Setembro 18, 2006 às 8:59 pm | Publicado em Media & Jornalismo | 1 Comentário

Depois de quase dois meses “fora do ar”, o jornal A Semana (versão papel) volta a estar no convívio dos cabo-verdianos, a partir da próxima Sexta-feira. É caso para dizer: seja bem-vindo… muito bem-vindo. Com a falta de jornais que temos em Cabo Verde, A Semana fora de circulação… é só isso que faltava. Força lá pessoal. O jornal A Semana é actualmente a alma do jornalismo escrito em Cabo Verde. ‘Botem’ lá as rotativas a ‘cuspir’ papel.

Às vezes, ser-se burro é mesmo igual a ser-se uma besta

Setembro 17, 2006 às 12:23 am | Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

 

“Um bioquímico ligado ao Hezbollah (Hussein Haj Hassan: foto em cima) apresenta-nos um raciocínio bastante científico. Diz-nos que não é anti-semita. Era só que o faltava. Mas Hassan notou, repare-se, que os judeus são um ‘grupo pan-nacional que funciona numa maneira que permite aos judeus actuem como parasitas das nações que lhes dão abrigo’.Seria burlesco se não fosse a apresentação constrangedora das ideias de Hitler; seria cómico se Hitler não fosse lugar-comum na região”. [in Atlântico]

A 1ª pessoa verbal na reportagem jornalística

Setembro 16, 2006 às 10:38 pm | Publicado em Media & Jornalismo | 3 comentários

No jornal A Semana, encontramos uma reportagem intitulada: Festival do Sal, Primeiro dia: “Explode coração!
Para além da construção da reportagem, que está bem conseguida – no meu ponto de vista –, há duas notas.


Vejamos as palavras a vermelho dos dois extractos de texto:
“São 6h:07, sensivelmente, quando os Kassav se preparam para entrar em palco. Dentro do camarim estão todos concentrados. Nós só queremos ir embora para casa e o público esse está de rastos, há quem dorme de pé!, e temos as fotos para provar. […] 
O nosso relógio mostra 8h:37 da manhã quando os Kassav abandonam o palco ao som do povo gritando: “Kassav ê sáb, ê sáb pa cag…!”. Certamente um dos melhores shows que essa ilha já viu. Daqui a algumas horas há mais, são 13h.23 do dia 16 e nós ainda não pregámos olho…”.

NOTA:
Para além de ser dispensável, é desaconselhável o uso da primeira pessoa verbal, seja do singular ou do plural, na reportagem jornalística. A primeira pessoa transforma o jornalista num dos actores da notícia (reportagem, neste caso). E, quando o jornalista se torna parte da notícia, a tendência é para que a isenção dilua. O jornalista é um observador, relator e intérprete dos acontecimentos e da realidade social. Há situações em que ele mesmo faz parte da notícia. Imaginemos que o jornalista tenha caído numa emboscada, num teatro de guerra… caso sair com vida e poder relatar o acontecimento, é desejável que o repórter traga experiência da situação por que passou. No caso da reportagem do ‘nosso’ semanário, acho que não era necessário o uso da primeira pessoa verbal. Desvirtua todo o trabalho feito.

Opto por não comentar outras coisas.

É de manhã que nasce o Sol

Setembro 16, 2006 às 12:42 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

O semanário português Expresso, propriedade de Francisco Pinto Balsemão, conta com mais um concorrente, que lhe promete uma forte luta na disputa pelo mesmo segmento de mercado. Hoje saiu o primeiro número do Sol, que advinha-se bastante crítico, a avaliar pela manchete que fez sobre o presidente da Câmara de Oeiras.
Lutar contra o Expresso é uma tarefa que os próprios mentores do projecto sabem que é muito difícil, uma vez que o jornal de Balsemão encontra suporte no grupo Impresa em que se encontra integrado, podendo fazer promoção na SIC e em outros activos do grupo em condições muito mais vantajosas. Esperamos para ver o que será do Sol. O Independente também tinha eleito o Expresso como o alvo a abater, mas acabou por fechar as portas. Oxalá que o Sol brilhe durante muitos anos e que consiga clarear algumas ideias como promete fazer.
O portal do Sol é
www.sol.pt. Do meu ponto de vista, é um dos jornais portugueses com melhor design gráfico no seu suporte electrónico. Outra novidade que o Sol trouxe é a possibilidade de se criar blogs a partir do seu portal na Internet e prepara as condições para que os ciber-leitores venham a criar as suas páginas pessoais gratuitas, a partir do seu suporte electrónico.

PUB: TUDO FICA MAIS CLARO COM O SOL

O SOL QUANDO NASCE PODE NÃO SER PARA TODOS

 

“O SOL esgotou a primeira edição duas horas depois de ter chegado às bancas.
Apesar de alguns problemas na fase de encarte, que atrasaram a chegada aos pontos de venda, o jornal esgotou completamente em Portugal Continental e na Madeira.
Foram 128 mil jornais, a tiragem máxima face às limitações no horário de impressão”. [in Sol]

Obras que ajudam a construir o nosso “Cabo Verde de Futuro”

Setembro 14, 2006 às 11:21 pm | Publicado em Revista NÓS MEDIA | Deixe um comentário

Aeroporto Internacional da Praia

Barragem de Poilão (recebendo a primeira benção divina)

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