Por entre as páginas da história…

Novembro 30, 2006 às 2:26 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

A história de Cabo Verde através da imprensa é o que pretende mostrar o Instituto do Arquivo Histórico Nacional (IAHN) com a a exposição “A Imprensa Escrita – Uma Fonte a Preservar”, inaugurada ontem na Praia.
“A exposição estará aberta até o dia 25 de Fevereiro e através dela o visitante poderá conhecer a imprensa escrita desde o período monárquico. Os 10 painés que integram a exposição estão organizados cronológica e tematicamente.
Os seis primeiros painéis mostram a imprensa escrita cabo-verdiana desde o período monárquico até à Independência, passando pela primeira república, ditadura e estado novo. Os restantes revelam detallhes interessantes como técnicas de preservação e conservação, desacidificação por imersão e consolidação do jornal por termo-colagem.
A abertura da exposição foi feita pelo presidente do Instituto do Arquivo Histórico Nacional Humberto Lima e pelo presidente da Associação dos Jornalistas Cabo-verdianos Paulo Lima”. [
in Visão News]

Anúncios

Tese de Mestrado sobre a TV Globo é defendida na UMinho

Novembro 29, 2006 às 9:15 am | Publicado em Media & Jornalismo | 2 comentários

Sérgio Denicoli, jornalista e investigador brasileiro, defendeu, ontem, na Universidade do Minho, a sua tese de Mestrado intitulada “O jornalismo internacional da TV Globo: as novas tecnologias e o agendamento do Jornal Nacional”. O agora Mestre chegou às seguintes conclusões:

 

A tecnologia digital influencia em parte a notícia que chega ao telespectador. Ela proporciona que um assunto ocupe um espaço maior no noticiário, que tenha uma visão particular voltada para o público brasileiro. No entanto, não é fator suficientemente preponderante para levar aos telespectadores informações que eles só poderiam ter acesso com a presença do correspondente no país onde ocorre a notícia.

Notícias que não estão na esfera das discussões elaboradas pelo agendamento internacional, raras vezes são veiculadas. Isso ocorre porque, entre os valores-notícia do Jornal Nacional, está a relevância dada aos temas em veículos de referência e agências de notícias.

A tecnologia trouxe mudanças à forma de trabalho dentro do jornalismo da Globo, pois tornou o processo mais ágil e mais moderno em termos de velocidade e enquadramento da produção, dentro dos limites de tempo e espaço do Jornal Nacional.

Apesar da tecnologia ter acelerado o processo de construção do telejornal, ele ainda está preso a conceitos anteriores à era da digitalização.

A tecnologia muda a forma de elaboração do telejornal, permite uma melhor comunicação entre repórteres no mundo e editores na sede da emissora, mas não altera o tipo de notícia que chega ao telespectador.

São conhecidos os seis candidatos à TV em sinal aberto

Novembro 29, 2006 às 9:09 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

foto“TIVER, Record Cabo Verde, RTI, Nôs TV, TV Lacacan e Media Press são as empresas de comunicação participantes no concurso de televisão de sinal aberto, cujos resultados deverão ser conhecidos dentro de cinco dias úteis.
O júri do concurso, que a partir de hoje tem cinco dias úteis para publicitar a sua decisão, esteve reunido com representantes dos concorrentes e com a Direcção-geral de Comunicação Social, num encontro que serviu para a abertura e a verificação dos dossiers e para a apresentação de eventuais reclamações por parte dos candidatos.
De acordo com o Director-geral de Comunicação Social, Eugénio Martins, todas as empresas concorrentes apresentaram projectos de canais de cobertura nacional, o que constitui um dos “principais critérios” de selecção das candidaturas.
As outras, que o júri vai considerar para poder decidir sobre a qualidade das propostas, têm a ver com “os investimentos propostos, a sustentabilidade dos projectos, a qualidade dos conteúdos e as preferências pelas produções nacionais”, de acordo com Eugénio Martins.
Após dar a conhecer a sua deliberação, na qual as seis propostas serão classificadas de acordo com a sua qualidade e o com cumprimento dos critérios definidos, o júri apresentará um relatório ao governo, que decidirá em conselho de ministros o número de licenças de TV de sinal aberto a atribuir nesta fase.
O Director-geral da Comunicação não avançou dados concretos sobre as empresas concorrentes, limitando-se a indicar que são todas sociedades anónimas de direito cabo-verdiano, como requer a legislação que rege o processo de licenciamento de canais de TV de sinal aberto.
Sabe-se, no entanto, que a TIVER é um projecto promovido e financiado por cabo-verdianos e portugueses, sendo o seu principal mentor o comunicador Rui Pereira, enquanto a Record Cabo Verde pertence à Rede Record, estação brasileira de inspiração religiosa pertencente à Igreja Universal do Reino de Deus.
Nôs TV está, por seu lado, ligada a um grupo de emigrantes cabo-verdianos residentes nos Estados Unidos e a TV Lacacan à GC Comunicações, de que é um dos principais accionistas o também comunicador Giordano Custódio, proprietário da Rádio Praia FM. Quanto à Media Press, o projecto tem ligações à empresa proprietária do jornal online Liberal-Cabo Verde”. [
in A Semana]

Não há fome que não dê em fartura

Novembro 27, 2006 às 11:23 am | Publicado em Media & Jornalismo, Política | 2 comentários

“O país poderá ter nos próximos dias, seis canais de televisão em sinal aberto, se as candidaturas entregues na Direcção Geral da Comunicação Social, DGC, até sexta-feira, 24 de Novembro, preencherem todos os requisitos do concurso para atribuição de licenças de televisão em sinal aberto. De acordo com o director geral da comunicação social, Eugénio Martins, “as propostas podiam ser enviadas via caixa postal, hoje vamos ver se há mais alguma propostas, além das seis já entregues”.
Tiver, de um grupo de Cabo-verdianos e portugueses; TV Record Cabo Verde, constituída sociedade anónima, mas tem como principal accionista a Rede Record Brasil; Nôs TV, propriedade de um grupo de emigrantes cabo-verdianos nos Estados Unidos; TV Lakerkan, da GS Comunicações e mais duas propostas que ainda não foram abertas são os candidatos ao concurso de televisão em sinal aberto.
A TV do Povo, TVP propriedade de Carlos Pulu fica de fora deste concurso, porque o proprietário da televisão sedeada em São Vicente enfrenta um processo-crime accionado pela direcção-geral de Comunicação Social que alega que a TVP esteve a emitir sem autorização. Contactado pelo Liberal, Carlos Pulu, aparentemente magoado, disse que queria concorrer, mas que agora “quem sabe, um dia se Deus quiser”. Entretanto, Liberal sabe que Carlos Pulu tem agendado para quarta-feira, uma conferência de imprensa para mostrar o seu desgosto com o processo.
Apesar de DGCS, não limitar o número de canais, a condição de cobertura nacional terá maior peso no concurso. A abertura das propostas que deveria ser feita hoje, ficou adiada para amanhã, às 15 horas, na Direcção Geral da Comunicação Social.
Depois de abertas, o júri tem cinco dias úteis para analisar as propostas, decorrido esse prazo a atribuição de licenças de televisão em sinal aberto serão legitimadas, pelo Conselho de Ministros.
Poderiam participar no concurso operadores nacionais e estrangeiros, para emissões locais, regionais ou nacionais. Neste momento, legalmente existe no país a TCV e os dois canais internacionais a portuguesa RTP África e a francesa TV5 Afrique e uma Televisão em sinal fechado, a ZAP TV. Aguarda-se para dentro de pouco tempo, a entrada dum segundo canal de televisão por assinatura, a Digital TV Cabo Verde, com investimento chinês”. [
in Liberal]

A TCV diante da Concorrência

Novembro 26, 2006 às 3:29 pm | Publicado em Ponto de Vista | Deixe um comentário

foto  

Pelos vistos, o reinado da televisão pública, que contava apenas com a RTP África no mercado – sem que esta disputasse a fatia publicitária no mercado cabo-verdiano -, vai chegar ao fim. O concurso público para a atribuição de licença de emissão já fez movimentar algumas sensibilidades ligadas à televisão pública, que quer uma nova postura nesta nova etapa que se vai abrir no espectro televisivo cabo-verdiano.Ora, uma nova atitude é o que há muito a população cabo-verdiana anda a reivindicar, sem que sejam atendidas as suas vontades, embora tenham que contribuir obrigatoriamente para o financiamento do serviço público de televisão, cuja taxa é cobrada em conjunto com as contas da electricidade.
Esta nova era na televisão cabo-verdiana pode não ser uma nova etapa na televisão pública de Cabo Verde. Acho que a TCV não está muito empenhada em autofinanciar-se. Talvez continue a contar com o bolo dispensado do Orçamento Geral do Estado e da taxa televisiva que os cidadãos pagam.
Uma mudança na televisão pública significaria, desde logo, criar uma ‘nova televisão’. Não quero dizer uma ‘televisão nova’, que pressupunha iniciar do zero. Uma ‘nova televisão’ significa partir das bases que se tem para introduzir uma nova dinâmica, mudar a sua filosofia editorial, alargar as redes de jornalistas pelas ilhas, fazer uma cobertura mais abrangente da realidade nacional, lutar pela sua independência face qualquer tipo de poder, inovar nos conteúdos, formar alguns profissionais e reestruturar a sua equipa de trabalho. Uma ‘nova televisão’ também significa, em primeiro lugar, uma televisão que esteja com o público durante o dia inteiro. Uma televisão que começa as suas emissões a partir das 18h00 e termina por volta das 23h00 não estará a querer ser propriamente competitiva. Não terá condições de captar publicidade suficiente, durante o dia, para se tornar independente de qualquer intervenção externa.
Esperamos que os novos operadores que vão entrar no sector televisivo tragam novidades que correspondem às expectativas dos cidadãos. Esperamos mais qualidade, mais programas nacionais, mais intervenção pública, mais conteúdos informativos, mais independência, mais debate político, mais programas educativos, mais programação infantil, melhores reportagens e melhor televisão. Só assim sairemos do domínio TEVEC, que vem desde 1984.

Jornalistas da TCV traçam estratégias para o futuro

Novembro 26, 2006 às 12:59 pm | Publicado em Media & Jornalismo | 1 Comentário

foto“Desde ontem, que o Conselho de Administração da RTC e os trabalhadores afectos a TCV estão reunidos num encontro de reflexão sobre o funcionamento da televisão pública. “Esse encontro vai servir para delinear a forma de actuação da TCV face a concorrência” disse Margarida Moreira, directora interina da TCV que para a televisão enfrentar a concorrência tem que apostar “em novas tecnologias e acima de tudo aumentar a produção”.
No primeiro dia do encontro, os profissionais debateram um único ponto em agenda – “A TCV face às novas tecnologias” porque “perdemos muito tempo a agendar a ordem do dia”, disse ao Liberal um dos participantes. Sendo assim, ao longo dia de hoje, em análise vão estar o “A TCV e as normas de um jornalismo de qualidade. Papel do Editor; Capacitação profissional. Necessidade de actualização das competências e os desafios do programa”, numa perspectiva de produção interna, co-produção e produção externa.
No total são 34 participantes, entres os quais chefias e trabalhadores, no encontro de reflexão sobre a Televisão de Cabo Verde, que acontece no Arquivo Histórico Nacional”. [
in Liberal]

Seminário: Jornalistas em África e novas tecnologias

Novembro 26, 2006 às 12:55 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Realizou-se, ontem, “em Dacar, um seminário de reforço das capacidades dos jornalistas da África Ocidental sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). O evento é uma iniciativa do Instituto Panos da África Ocidental e do Centro das Tecnologias e Ciências da Informação baseado em Dacar (CESTI).
O fórum marca o fim de um encontro de capacitação para 24 jornalistas provenientes de cinco países da sub-região, designadamente o Benin, o Burkina Faso, o Níger, o Senegal e o Mali.
O objectivo, segundo os organizadores, é avaliar o uso das TIC pelos profissionais que exercem o jornalismo na nossa sub-região”. [
in A Semana]

Conheça Tarrafal: Um pequeno paraíso, plantado à beira-mar

Novembro 22, 2006 às 12:28 pm | Publicado em Revista NÓS MEDIA | 3 comentários

Um conjunto de jovens produziu este pequeno vídeo, em homenagem ao Concelho do Tarrafal, a que pertenço com muito orgulho. O videograma foi produzido para o site TarrafalaNaZona, ao qual fomos pedir emprestado. Aprecie a rara beleza deste ‘semi-paraíso’, que parece uma mescla entre o deserto, o paraíso e um jardim. Tarrafal somos todos nós que amamos e vivemos este Concelho.

Universidade Pública de Cabo Verde dá os seus primeiros passos

Novembro 22, 2006 às 12:17 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | Deixe um comentário

“António Correia e Silva tomou ontem, 21 de Novembro, posse como primeiro reitor da Universidade de Cabo Verde, cuja abertura considera ser “uma libertação nacional, em dimensões anónimas e humildes”.
A cerimónia serviu também para inaugurar o edifício da Reitoria da universidade, situado na Praça António Loreno, conhecida como a Pracinha da Escola Grande.
No seu primeiro discurso como Reitor da Universidade de Cabo Verde, Correia e Silva, defendeu a criação de “uma cultura amiga da investigação e do inconformismo” e a aposta em parceiras com universidades estrangeiras, sobretudo nas áreas do ensino pós-licenciatura e da investigação”. [
in A Semana]

Liberal e o “Bom Português”

Novembro 21, 2006 às 5:00 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Liberal“A Câmara Municipal do Tarrafal vai encaixar 156 mil milhões de escudos com a venda pública de 10 por cento das acções que a autarquia detinha na Sociedade Cabo-verdiana de Tabacos, SCT”. [in Liberal] 

Ajudem-me a perceber esta notícia:
Os 156 mil milhões de escudos que a Câmara Municipal do Tarrafal (CMT) irá arrecadar são o resultado da venda dos 10 por cento da totalidade das acções que a autarquia detinha na SCT ou as acções que a CMT detinha correspondem a 10 por da totalidade das acções da SCT? É que a frase acima não me esclareceu nem uma coisa, nem outra.

NOTA!

Numa interpretação à letra da frase do Liberal, fico com a ideia de que os 156 mil milhões de escudos correspondem a 10 por cento da totalidade das acções que a Câmara do Tarrafal detinha na SCT, o que me faz pensar que se fosse vendida a totalidade das acções, virtualmente, o montante aumentaria para 10 x(156 mil milhões). Ora, duvido muito que a Câmara de Tarrafal detinha esta quantia toda só na SCT. Ou então, sem saber, temos uma Câmara ‘semi-rica’.

Acho que o mais certo é que, com esta venda, a Câmara tenha desaparecido do mapa accionista da SCT, o que poderá querer dizer que as acções vendidas poderão corresponder a 10 por cento da totalidade das acções da STC. Esta é a interpretação de uma pessoa que nem sabe quanto é que a Câmara paga uma varredeira de rua, muito menos para saber a sua participação no mercado bolsista. Mas, que a notícia do Liberal é confusa, lá isso é.

CONCLUSÃO:
A notícia do jornal A Semana veio confirmar a minha suposição:  “As 24 mil acções detidas pela Câmara Municipal do Tarrafal na SCT, equivalentes a 10 por cento do capital dessa empresa, foram vendidas na bolsa ao preço de 6 mil e 500 escudos cada”. [
A Semana]

 

Página seguinte »

Create a free website or blog at WordPress.com.
Entries e comentários feeds.