Perca de inspiração política desvincula António Silva da UCID

Janeiro 31, 2007 às 12:55 am | Publicado em Política | 1 Comentário

Numa nota de imprensa endereçada aos órgãos de comunicação social, incluído o NÓS MEDIA, António Silva dá-nos conta que depois de 26 anos saiu da UCID, apresentando como justificação a perca de inspiração política. Reproduzimos, na íntegra, a carta que nos foi endereçada: 

À Comunicação Cabo-verdiana,

Exmos.Srs. Sras.,

Ontem, 29 de Janeiro de 2007, enderecei à Direcção Nacional da UCID uma carta formal anunciando a minha desvinculação total desse partido. Volvidos 26 anos depois da minha filiação ao partido, resolvi declarar definitivamente a minha saída. A razão que leva a anunciar a minha desvinculação da UCID não tem absolutamente nada a ver com a actual liderança do partido. Pelo contrário: a UCID está hoje mais vivo do que nunca, graças à liderança do Eng. A. Monteiro. A razão da minha saída é a seguinte: tem-me faltado inspiração politica suficiente para continuar a liderar a UCID na estrutura Regional ‘Benelux, Alemanha e Inglaterra’.

Meus melhores cumprimentos,

António Silva

Holanda / Roterdão

‘Mantenha’ pa tud pov

Janeiro 29, 2007 às 11:46 am | Publicado em Media & Jornalismo | 2 comentários

“‘Mantenha’ é o título do primeiro boletim informativo mensal criado por uma associação cabo-verdiana em Portugal. A associação está sediada em Setúbal e é presidida por Felismina Mendes.No editorial do numero zero, Felismina Mendes nota que a comunidade se orgulha de estabelecer laços comunicacionais com instituições públicas e privadas e aposta que ‘é possivel um mundo melhor’ com o empenho de todos os cidadãos”. [in A Semana]

Mais quatro televisões em Cabo Verde

Janeiro 25, 2007 às 8:02 pm | Publicado em Media & Jornalismo | 7 comentários

«A Radiotelevisão Independente (RTI), a Tiver e a Rede Record de Cabo Verde foram as estações escolhidas para emitir a nível nacional. A Nôs TV recebeu a licença de emissão regional.
O anúncio foi feito há minutos em Conselho de Ministros.
As quatro estações seleccionadas têm que “estar no ar” dentro de seis meses, mas é concedida uma prorrogação de mais seis meses – na prática, dentro de um ano todos os canias têm que estar a emitir conforme o projecto que delinearam. As licenças têm uma validade de 15 anos.
O júri atribuiu uma pontuação a cada um os concorrentes a emitir em sinal aberto, ou a nível nacionl ou regional. Na primeira posição, ficou a Record Cabo Verde com 70 por cento, seguida da Tiver com 57%, e a RTI com 54%.
A Nôs TV era a única candidata a pretender uma licença de emissão de âmbito regional, que lhe foi atribuída para as ilhas do Sotavento. A pontuação foi de 70 por cento.
Para além das emissoras seleccionadas – a Record Cabo Verde, filial da estação brasileira Record, a luso-caboverdiana Tiver, a RTI, do empresário Jorge Spencer Lima – concorriam também a Media Press, sociedade pertencente a Apolinário das Neves e Hermínia Moura – esposa do empresário António Moura-, e a TV Lakakan. Nenhuma destas concorrentes conseguiu chegar aos 50 por cento, a Lakakan ficou-se pelos 49 % e a Media Press pelos 45%.
O Governo vai “fiscalizar” as emissões e cassar as licenças caso não seja cumprido o planeamento estabelecido no projecto de cada estação.
Cabo Verde tem actualmente três canais em sinal aberto: a Televisão de Cabo Verde (TCV), a Rádio e Televisão de Portugal – África (RTP África) e a francesa TV5 Monde”. [
in A Semana]

Texto sobre Deontologia dos Media e outros temos disponíveis na nossa biblioteca

Janeiro 25, 2007 às 5:14 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Henri Pigeat começa o seu texto com a questão da auto-regulação nos media, destacando, sobretudo, a figura de ombudsman ou provedor de leitores, que começou a ser introduzida nos jornais norte-americanos, nos finais dos anos 60. O primeiro jornal a adoptar a figura de provedor de leitores foi o Louisville Corrier-Journal, no ano 1967. Actualmente, conta-se quarenta jornais norte-americanos com um provedor de leitor, num universo de 1580. Normalmente, o provedor de leitor é uma pessoa experiente e neutra, que vem do interior do próprio jornal, e tem, como tarefa, examinar a conduta ética do meio de comunicação social, recebendo críticas, quer do jornal, quer sobre o jornal. Entretanto, Washington Post aposta numa personalidade externa ao jornal. Cada meio de comunicação social ou cada provedor delimita o seu campo de actuação.

Para ler este, é só dar um salto até à nossa Biblioteca ou fazer Download a partir daqui.

Telecomunicações e TV Cabo enfrentam alguns problemas para chegarem a Cabo Verde

Janeiro 25, 2007 às 11:48 am | Publicado em Media & Jornalismo | 4 comentários

«A nova empresa de telecomunicações móveis “T+” só deve começar a actuar no mercado nacional, no último dia de Maio. Segundo uma fonte informou Liberal, a empresa já podia estar a operar não fossem os constrangimentos que têm sido enfrentados. “Primeiro, a T+ teve dificuldades em conseguir encontrar um edifício para comprar, depois contactou algumas empresas para fornecer os equipamentos, sem sucesso. Mas, graças a Deus, a T+ conseguiu fechar contrato com a Ericson e os equipamentos chegam em Cabo Verde dentro de dias”, revelou a mesma fonte.
De acordo com a informação obtida, a “T+” adquiriu um edifício em Palmarejo que suporta a torre e todos os equipamentos necessários para o funcionamento da empresa.
Por outro lado, a empresa chinesa de televisão por assinatura, a Cabo Verde Xinnuolide Serviços de Comunicações Electrónicas e Teledifusão Digital, CVXTV, enfrentou também bastantes dificuldades. Uma fonte bem posicionada disse a Liberal que a CVXTCV “recebeu a licença seis meses depois da CVMultimédia, que opera a ZAP TV, conseguiu um terreno da Câmara Municipal da Praia, mas quando se começou a construir, a Igreja Católica disse que o lote lhe pertencia. Com isso, a empresa teve de ir a Câmara para procurar um outro lote, o que atrasou meses”».  [
in Liberal]

Record já tem canal televisivo em Cabo Verde

Janeiro 25, 2007 às 11:40 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

«Antecipando-se ao anúncio oficial pelo Governo da Praia (que só hoje deve homologar, em Conselho de Ministros, os resultados do concurso de atribuição de canais de televisão privados), a brasileira TV Record, pelo seu presidente da Record Internacional, Aroldo Martins, já tornou público que a sua estação obteve em Cabo Verde “a concessão com uma televisão local”». [in Liberal]

Amanhã poderemos conhecer as novas televisões de Cabo Verde

Janeiro 24, 2007 às 11:55 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

“A ministra-adjunta do Primeiro Ministro, Sara Lopes, que tutela a comunicação social, garantiu que osfoto resultados do concurso para a atribuição de licenças de televisão em sinal aberto serão conhecidos esta semana. Em entrevista à TCV durante uma emissão especial que marcou a inauguração do primeiro estúdio da televisão nacional em São Vicente, Sara Lopes deu a entender que os resultados serão anunciados na quinta-feira, depois da reunião do Conselho de Ministros.
A ministra da Presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do governo, Cristina Fontes Lima, justificou há duas semanas o atraso na atribuição de licenças de televisão em sinal aberto com o facto de a resolução que homologa estes resultados não ter sido publicado em Boletim Oficial”. [
in Liberal]

Educação para os Media: 25 anos da Declaração de Grunwald

Janeiro 22, 2007 às 5:39 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | Deixe um comentário

ESTE TEXTO FOI-NOS CEDIDO POR ALBINO LUCIANO E PODE SER LIDO NO EDUKAMEDIA.

 

A caixinha mágica que mudou o mundo – vulgarmente apelidada de televisão (TV) –, tem sido tema de estudo desde a sua nascença. A sua presença na vida das crianças e jovens constituiu, particularmente, uma questão merecedora de atenção (dos investigadores) dado o impacto da mesma no seu desenvolvimento. O facto de se constatar que em certos países o tempo passado pelas crianças à frente do televisor era igual ou, em certos casos, superior ao tempo passado na escola, intrigou a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Assim, no 22 de Janeiro de 1981, sob os seus auspícios, um grupo de peritos reunidos na cidade Alemã de Grunwald, publicou a Declaração Sobre a Educação para os Media. Uma alerta crítica do fenómeno da comunicação, baseada no reconhecimento, por um lado, do poder dos media e, por outro, na necessidade de uma vigilância mais apertada dos seus efeitos.
Nos dias que correm, a dependência televisiva (agora dos ecrãs gigantes e LCD) tende a agravar, ao mesmo tempo que o florescimento dos ditos self-media, segundo Marchal McLuhan, ou seja, os videojogos portáteis; os note-books, os leitores de música, mp3, mp4; telemóveis; Ipods se tornem, progressivamente, motivos acrescidos de preocupação para pais e educadores. Perante a apresentação de (re) invenções quase diárias de novas ferramentas de informação, diversão e lazer, importa repensar a forma como olhamos e convivemos com os media. Segundo Manuel Pinto, nesta época, “a informação cresceu exponencialmente, mas não se promoveu a capacidade de a procurar, nela navegar de forma inteligente e útil, de a avaliar e verificar” (In a Página da Educação, Ano XVI, nº162, p.2). A verdadeira educação para os media, começa na preocupação manifestada pelo professor da Universidade do Minho, onde a contextualização e o uso da informação merecem, da nossa parte, uma prioridade acrescida.
Ao nível da escola e das nossas casas, assiste-se a tendência, cada vez maior, de as transformar em verdadeiros centros hi-tech. Porém, a questão central, ou seja, a forma como as novas tecnologias são ou devem ser aproveitadas tem sido desprezada ou raramente tema de análise, discussão e de estudo.
O Edukamedia (educação para os media), ciente das razões que esteve na sua génese, procurou com este texto evitar, assim, que a memória deste dia vá para “águas de bacalhau”.

Albino Luciano Silva

Fazer Download do texto Educação para os Media

Brito Semedo lança estudo sobre identidade cabo-verdiana baseado na imprensa

Janeiro 22, 2007 às 5:30 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

«“O livro da minha vida”, é como o antropólogo e escritor Manuel Brito-Semedo chama o livro  “Cabo Verde: A Construção da Identidade Nacional — Análise da Imprensa entre 1877 e 1975”, que será apresentado nesta sexta-feira na Biblioteca Nacional, na Praia. Uma obra que, para o autor, fecha o longo percurso dos seus estudos académicos, iniciado na sua ilha natal em 1969, como trabalhador-estudante, aos 17 anos.
Trinta e três anos depois daqueles tempos, em que “por falta de condições mínimas na nossa casa em Chã de Cemitério, sem luz eléctrica, tinha de estudar em baixo dos postos de iluminação pública ou na esplanada do então recém-inaugurado Hotel Porto Grande”, Brito-Semedo publica a sua tese de doutoramento na qual  utiliza, como fonte principal de pesquisa, os textos produzidos em Cabo Verde e publicados em periódicos em diferentes épocas. A análise é feita sobre a imprensa, encarando-a sob dois ângulos: um, como expressão do processo de construção da identidade nacional cabo-verdiana e, outro, como fonte de influência sobre o próprio processo.
Na obra, Brito-Semedo revela, entre outros factos, que desde meados do Século XIX a imprensa  faz parte do dia-a-dia do cabo-verdiano, que passou a usá-la como veículo de movimento de ideias. “A imprensa periódica serviu para que os cabo-verdianos dessem maior amplitude ao combate na defesa dos seus interesses e contribuiu poderosamente para a formação de uma consciência de pertença a uma comunidade política imaginária, com uma identidade própria, que os caracterizava e os distinguia dos outros”.
Na sua tese de doutoramento que agora virou livro, Brito-Semedo defende que, partindo de uma identidade étnica, o cabo-verdiano, observou uma trajectória feita, simultaneamente, nas dimensões cultural e político-ideológica. “Este percurso, no entanto, nem sempre foi realizado de forma linear ou por métodos pacíficos, tendo passado por diversas etapas, até culminar numa identidade nacional”, continua aquele antropólogo.
Na obra “Cabo Verde: A Construção da Identidade Nacional — Análise da Imprensa entre 1877 e 1975” Brito-Semedo analisa também a dimensão cultural, a consciência regionalista e a consciência plena do cabo-verdiano de posse de uma identidade nacional.
Nascido em S.Vicente, Manuel Brito-Semedo é doutorado em Antropologia, com especialidade em Etnologia, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Entre muitas outras funções que desempenhou, Brito-Semedo foi director executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa. É autor das obras “A Morna-Balada – O legado de Renato Cardoso” e “Cabo-verdianamente ensaiando”.
A apresentação do livro “Cabo Verde: A Construção da Identidade Nacional — Análise da Imprensa entre 1877 e 1975”, nesta sexta-feira na Praia será feita pelo jornalista Daniel Medina. O lançamento da obra aconteceu em S.Vicente no dia 20 de Dezembro de 2006». [
in Visão News]

Jornalistas vão à bolsa

Janeiro 22, 2007 às 5:22 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

«A Bolsa de Valores de Cabo Verde organiza, na próxima semana, uma formação gratuita sobre a actividade bolsista para jornalistas e profissionais da comunicação. As inscrições podem fazer-se até amanhã, 23.
Com esta iniciativa, os responsáveis da Bolsa de Valores de Cabo Verde querem “contribuir para o crescimento equilibrado e sustentado dos mercados financeiros e, em particular, para o incremento do nível de percepção financeira dos diversos agentes económicos do país”, refere uma nota da instituição.
Os jornalistas vão aprender ou aprofundar os seus conhecimentos sobre a actividade bolsista e o funcionamento da BVC. Do programa constam itens como “Razões para estar cotado em bolsa”, “Obrigações versus acções”, “Liquidação dos títulos”, “O que é uma oferta pública de venda?”, entre outros». [
in A Semana]

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