“Aqui Jaz a Comunicação Social de Cabo Verde”

Fevereiro 28, 2007 às 3:57 pm | Publicado em Media & Jornalismo, Política | Deixe um comentário

Nos últimos tempos, sobretudo depois do licenciamento de mais quatro canais de televisão em sinal aberto que muitos consideram ter sido uma operação de conveniência por parte do Primeiro-ministro (num concurso que foi apelidado de ‘viciado’ pelo presidente da Media Press, SA, uma das empresas derrotadas no concurso), o Governo de José Maria Neves tem estado debaixo de fogo cerrado. Ontem podíamos ler, num artigo de Carlos Sá Nogueira, que o Governo manipula a comunicação social do Estado, tomando como referência a cobertura que a Televisão de Cabo Verde fez às festividades carnavalescas, centrando-se no ‘recado político’ de José Maria Neves e Felisberto Vieira. Hoje, podemos ver um artigo do Dr. Azágua, que fala na morte da comunicação social cabo-verdiana. Em baixo, segue-se um extracto do texto:
 
«O que os olhos não vêem o coração não sente. Foi com esse espírito que o governo cabo-verdianofoto actuou sobre o Estado-geral da nossa comunicação social que, tende a degradar-se dia após dia. Será que a corrupção está de tal forma instalada no país que nem na comunicação social nos podemos agarrar como náufragos à porta da morte? Ora se for esta a situação vigente no país, então é uma situação doentia que dificilmente poderá permitir a permuta democrática do poder no país.
É claro que qualquer denúncia tem de ser investigada até ao fim. Esse é o principal papel do jornalismo. Reportagem é antes de mais nada uma profunda investigação de um facto. Só assim é possível chegar o mais próximo possível do que aconteceu. E mesmo assim sabendo que muitas coisas não serão desvendadas, dependendo das dificuldades da pauta. Nada é perfeito, afinal. Agora, o mais honesto seria que os veículos da grande imprensa deixassem claras suas preferências político-ideológico-partidárias, que projecto de sociedade defendem etc. Ela, a mídia, pode e deve se manifestar quanto a suas preferências. Por que não? O que impede essa atitude? Muito pior é ficar manipulando grosseiramente as informações, fingindo posição neutra, uma pretensa defesa da liberdade de imprensa, da democracia. O leitor, ouvinte ou telespectador poderia escolher melhor e com mais segurança em quem acreditar e a quem dar crédito.
Do jeito que está, fica difícil, cada vez mais difícil, haver credibilidade na imprensa cabo-verdiana. E a continuar nessa situação, a exemplo da mídia de Cuba e da China, a imprensa de Cabo Verde “vai para o matagal mesmo”, é só questão de tempo.
Meus Senhores e minhas Senhoras: Acabei de receber por e-mail, uma má notícia que vos quero divulgar:
Faleceu a Comunicação Social em Cabo Verde. O corpo será velado no Salão Nobre do Palácio do Governo na Várzea, a partir das 16 horas. O enterro será amanhã, às 10 horas, no cemitério da Várzea da Companhia. E pode-se ler no mausoléu que se encontra ao lado do jazigo: “Aqui Jaz a Comunicação Social de Cabo Verde”». [
in Liberal]

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Cinema lusófona na UniPiaget

Fevereiro 27, 2007 às 12:55 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | Deixe um comentário

Entre hoje e o próximo dia 2 de Março, decorre, na Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, o ciclo de cinema lusófono. Na primeira sessão, “o convidado é o realizador Júlio Silvão que dialoga com estudantes e professores da Unipiaget sobre o seu filme “Batuco”, onde se afirmam as singularidades culturais cabo-verdianas, através de uma tradição de origem popular”. [in Liberal]

A política e a liberdade de imprensa em Cabo Verde

Fevereiro 27, 2007 às 12:46 pm | Publicado em Media & Jornalismo, Política | Deixe um comentário

Carlos Sá Nogueira, jornalista e investigador em Ciências da Comunicação – a fazer um Mestrado em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho –, traz um artigo no jornal Liberal, cujo conteúdo é a política cabo-verdiana e a comunicação social. O artigo é bastante crítico em relação ao governo de José Maria Neves, que autor considera que é um dos principais entraves para a liberdade de imprensa em Cabo Verde. O artigo intitulado “GOVERNO MANIPULA COMUNICAÇÃO SOCIAL DO ESTADO” critica a cobertura mediática do Carnaval, cujo protagonismo recaiu sobre a figura de José Maria Neves (Primeiro Ministro) e Felisberto Vieira (Presidente da Câmara Municipal da Praia). A confirmar no jornal LIBERAL.

Alguém leva a mal?

Fevereiro 26, 2007 às 2:38 pm | Publicado em Media & Jornalismo, Revista NÓS MEDIA | Deixe um comentário

O período de Carnaval acabou de passar, mas algumas pessoas não perceberam e continuam a brincar Carnaval, embora com cuidado para que ninguém leve a mal. Liberal dá conta de que alguns jornalistas da Televisão de Cabo Verde, sobretudo os da delegação de São Vicente, andam zangados com a forma como foi feita a cobertura do samba mindelense. “O que mais irritou os jornalistas de S. Vicente, segundo disseram a Liberal, foi o facto de, por volta das 18.30 horas, quando escurecia na Avenida Cidade Lisboa, na Praia, João Pires mandou encerrar a transmissão da Praia e enviar para são Vicente. Mas, logo depois, deu o dito por não dito, não permitindo que fosse mostrado o auge do Carnaval de Mindelo com a segunda volta dos blocos. E perguntam: ‘que culpa tem S. Vicente se a Avenida Lisboa da Praia não é bem iluminada como a Rua de Lisboa em Mindelo”’? A velha questão Norte/Sul, para não dizermos Mindelo/Praia. No entanto, dos jornalistas descontentes, os seus nomes, ninguém consegue pôr a vista em cima. Porquê? A resposta é óbvia: estão mascarados porque é Carnaval. E também porque, num Carnaval fora de época, alguém pode levar a mal.

Britney Spears dá porrada aos paparazzis

Fevereiro 25, 2007 às 10:58 pm | Publicado em Revista NÓS MEDIA | 2 comentários

Não há nenhuma vedeta que não gosta de ter uma boa imprensa. Sobretudo, no início de uma carreira artística, um empurrão da imprensa sabe muito bem e os artistas põem-se bem a jeito para poderem ser fixados numa chapa fotográfica ou serem ‘iluminados’ por uma câmara de televisão. Mas, quando as coisas não correm bem, as vedetas esquecem-se das vantagens que tiram, frequentemente, dos media e começaram a fugir das câmaras como o diabo foge cruz. Britney Spears, estrela da música pop norte-americana, passa (comenta-se a boca pequena?) por um estado de depressão. Depois a rapar a cabeça, mostra toda a sua fúria diante de fotógrafos sedentos de imagens frescas. A confirmar, no vídeo que se segue.

Menos língua portuguesa na Voz da América

Fevereiro 25, 2007 às 2:02 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

“A Voz da América (VOA), serviço oficial de radiodifusão internacional do Governo dos Estados Unidos, planeia reduzir as emissões em português para África no âmbito dos seus planos de reestruturação, soube a PANA de fonte segura.
De acordo com uma fonte da estação radiofónica, no plano orçamental entregue ao Congresso norte-americano a Voz da América indica planear cortar meia hora das suas duas horas diárias de emissão em português para África e eliminar totalmente as emissões ao fim-de-semana.
A emissora tenciona despedir quatro dos 10 membros da redacção, dos quais oito jornalistas/locutores e dois produtores/sonorizadores.
A Voz da América transmite actualmente duas horas em português para África, sendo hora e meia transmitidas ao cair da noite (hora de África) e meia hora ao princípio da manhã (hora de África). O corte deverá insidir sobre a emissão matinal de meia hora”. [
in Visão News]

Outro(s) Cabo(s) Verde(s)

Fevereiro 25, 2007 às 12:48 am | Publicado em Revista NÓS MEDIA | Deixe um comentário

Para além do Cabo Verde do Marte, que ficámos a saber da sua existência por causa de perda de uma sonda da NASA nessa parte do planeta vermelho, descobri agora que existe um outro Cabo Verde (para além do nosso, é claro!), desta feita, no planeta Terra. Fica no Brasil. Trata-se de um pequeno município que fica, no Sul de Minas-Gerais, “com a sede a 925 metros acima do nível do mar. Além do seu polvilho de excelente qualidade, produz queijos e manteiga. Café é maior nas lavouras. O povoado surgiu ao redor da capela erguida em honra a Nossa Senhora do Rosário do Cabo Verde, em 1766. Em Outubro de 1866, elevou-se a município e em 1877 adquiriu foro de cidade. Duas versões explicam a origem do nome do município. A primeira conta que ele teria sido dado pelos irmãos Veríssimo de Carvalho, desbravadores da região, porque o local se assemelhava à Ilha de Cabo Verde, terra natal deles. A versão mais aceita, porém, conta que o lugar, rico em jazidas minerais, atraiu um grande número de garimpeiros em busca de ouro e pedras preciosas. Um dia, surpreendidos por uma tempestade às margens do ribeirão Assunção, eles deixaram suas ferramentas ao fugir em busca de abrigo. Ao retornarem, vários dias depois, encontraram uma das enxadas com o cabo cheio de brotos. Daí o nome Cabo Verde”. [in Investindo em Minas Gerais] É uma grande descoberta? Claro que não. Mas, serve para alguém coisa? Até pode servir. Ajuda um pouco com a cultura geral.

MundÁfrica: um jornal gratuito para toda a África Lusófona

Fevereiro 22, 2007 às 11:09 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | 1 Comentário

 África Lusófona - Capa da Revista

NOTA! Usamos a capa da revista África Lusófona aqui apenas com o fim ilustrativo, uma vez que ainda não estão disponíveis imagens do novo jornal que vai unir os países da África de expressão portuguesa.

“Uma nova publicação mensal sobre temas predominantemente africanos, MundÁfrica, sairá gratuitamente na próxima terça-feira, havendo a intenção de a transformar, a breve prazo, primeiro num quinzenário e, depois, num semanário.
Em declarações à Agência Lusa, José Roberto Ferreira, director do MundÁfrica, indicou que o jornal terá 24 páginas, muitas delas a cores, e dará primazia a temas africanos, nomeadamente dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), além de destaque para assuntos da Lusofonia em geral.
José Roberto Ferreira, também director da revista África Lusófona, cuja publicação está suspensa desde o início de 2006, acrescentou que cada um dos «cinco» – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe -, «terá direito» a uma página, bem como Brasil, Macau e Timor-Leste, havendo ainda várias notícias de «todo o mundo de língua portuguesa».
A novidade da publicação assenta na distribuição gratuita, não só nos habituais quiosques de vendas, mas também nas estações de comboios e de metropolitano e nos aeroportos de Lisboa e Porto, bem como em locais de maior concentração de população africana, acentuou.
Paulatinamente, segundo José Roberto Ferreira, espera-se alargar a distribuição do jornal aos PALOP, Brasil, Macau e Timor-Leste, onde o MundÁfrica conta com correspondentes locais, além dos três jornalistas permanentes que mantém na redacção central, em Lisboa.
A tiragem do «número um» – «não há número zero», explicou – começará nos 30.000 exemplares, prevendo-se que possa aumentar consoante os resultados iniciais, sendo os respectivos custos pagos pela publicidade angariada.
«Uma língua unindo quatro continentes» é o lema do MundÁfrica que será igualmente dividido em várias secções, como Política, Empresas e Negócios, Pensar Feminino, Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia, Cultura e Desporto.
Segundo José Roberto Ferreira, o primeiro número tem como manchete uma reportagem sobre a etnia Bacongo (Angola) e a forma como capturam crocodilos com as mãos e com armas rudimentares.
O lançamento do MundÁfrica decorrerá na terça-feira à tarde no Auditório Agostinho da Silva da Universidade Lusófona, em Lisboa”. [
in Diário Digital]

Media digitais aproveitam mal as potencialidades da Internet

Fevereiro 21, 2007 às 7:15 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Fernando Zamith, jornalista da agência LUSA  e docente da cadeira de ciberjornalismo na Universidade do Porto, defendeu, recentemente, a sua tese de Mestrado na Universidade do Minho, que o levou a concluir que há um desperdício das potencialidades da Internet por parte dos ciberjornais portugueses. Olhando para a realidade cabo-verdiana, a situação não parece ser muito diferente. Ainda não há uma escrita para a Internet, em Cabo Verde, havendo sim uma transposição do modelo impresso para o digital, sem grandes alterações. A escrita continua na vertical e a ‘horizontalidade’ das notícias ainda está longe de ser uma prática, uma vez que o hipertexto é completamente ignorado pelos media digitais que operam no espaço ‘global’ cabo-verdiano. Creio que, não é preciso fazer-se muito esforço para perceber-se que ainda há muitas potencialidades da Internet que não são aproveitadas em Cabo Verde. A introdução dos vídeos, a hipertextualidade, uma maior interacção, o texto contextualizado através do hipertexto, entre outros, são alguns dos subaproveitamentos do jornalismo digital em Cabo Verde. No entanto, creio que um estudo mais aprofundado nos evidenciará outras questões. No entanto, realçamos o processo de interacção, através dos comentários, nos principais diários digitais, o que é muito importante para o processo de democratização do espaço público, dando aos cidadãos a possibilidade de participarem na discussão dos principais temas que cruzam o trama social.
 
Voltando aos resultados da tese de Mestrado de Fernando Zamith, destacamos o seguinte:

tese_fz_22_ciberjornais.JPG

“A primeira conclusão clara que tiro deste estudo é que os ciberjornais portugueses de informação geral de âmbito nacional aproveitam pouco as potencialidades da Internet.
Essa é, não só, a opinião que me foi transmitida por todos os entrevistados, quer directores de ciberjornais quer investigadores, mas também o resultado da aplicação da tabela que criei para a medição do aproveitamento das potencialidades da Internet.
Na aplicação simples da tabela, constatei que o aproveitamento médio das potencialidades da Internet é de apenas 23,3%, considerando todos os tipos de acesso (livre, com registo e pago), valor que baixa para 21,5% quando considerado apenas o acesso livre (grátis e sem registo).
Alargando a análise às potencialidades associadas, o aproveitamento médio baixa para 18%, o que significa que, na generalidade, os ciberjornais estudados não conseguem tirar partido de mais do que uma potencialidade quando disponibilizam os dispositivos e serviços mais versáteis (com dois ou mais tipos de potencialidades).
(…)
É, pois, de extrema importância acompanhar a evolução deste sector, aplicando novamente a tabela que construí para esta investigação, ainda que introduzindo eventuais adaptações que a evolução tecnológica recomendar.
Seria interessante não só monitorizar a evolução dos ciberjornais portugueses de informação geral de âmbito nacional, como aplicar a tabela também aos ciberjornais temáticos, regionais e locais e, porque não, aos outros três tipos de “jornalismos on-line” da classificação de Mark Deuze , nomeadamente aos agregadores de notícias, aos blogs informativos e de comentário, aos sites de partilha e discussão, às experiências de digging e tagging, e aos projectos dos chamados jornalismo cívico e jornalismo de cidadãos.
A tabela criada pode, e deve, ser aplicada também a ciberjornais de outros países, com óbvias e inegáveis vantagens de comparação da evolução do ciberjornalismo em diferentes pontos do globo”. [in JornalismoPortoNet]

Renascença: uma rádio que pode ser lida

Fevereiro 21, 2007 às 3:37 pm | Publicado em Media & Jornalismo, Rádio | Deixe um comentário

A partir de hoje, a Rádio Renascença dá mais um passo no processo informativo, alargando o seu serviço noticioso. O Página 1 é um projecto que visa disponibilizar informações em papel e em formato pdf, que podem ser descarregadas na página da emissora cristã.

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