Liberdade de Imprensa: As explicações da Ministra

Fevereiro 13, 2007 às 10:54 am | Publicado em Media & Jornalismo, Política | Deixe um comentário

foto «A porta-voz do Conselho de Ministros, Cristina Fontes Lima, disse hoje ser do conhecimento público que há órgãos de informação que são claramente tendenciosos, que fazem guerrilha política e não são necessariamente isentos.
A ministra da Presidência do Conselho de Ministros comentava assim o ranking da liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) em que Cabo Verde desceu 16 lugares, de 29º para 45º.
A ministra admitiu que “poderá haver alguma reticência quando se vê um órgão de comunicação social a fazer política-partidária”. No entanto, desdramatizou a queda do país que dentro de 10 meses entra para o grupo de países de desenvolvimento médio.
“Os critérios são a existência de uma única televisão e estamos em condições claras de melhorar essa situação, já que foram atribuídos novos canais. Estaríamos preocupados que se falasse de limitações à liberdade dos jornalistas, de acesso à fonte e ao exercício de liberdade de expressão. São questões, sobretudo, dessa área da concorrência e da auto-censura. Efectivamente, é algo que nós gostaríamos e entendemos que deve ser superado”, disse.
Segundo a organização RSF, a auto-censura, a utilização do boicote publicitário e o monopólio estatal de televisão são aspectos marcantes para a descida de Cabo Verde no ranking da Liberdade de Imprensa.
Na perspectiva de Cristina Fontes Lima, “basta ir aos órgãos que não são próximos ou associados a situação para se ver não só publicidades mas também informações. Se existe ainda algum constrangimento nesta matéria é evidente que o governo favorece que isso seja ultrapassado”.
“Acho que poderá haver algum constrangimento ligado ao próprio nível de desenvolvimento no quadro da nossa democracia. Temos ainda crispações entre os actores políticos partidários e nesta ideia de mudarmos um pouco o comportamento penso que essas coisas poderão ser superadas. Mas o que acontece às vezes é que não se distingue a política partidária da acção jornalística e muitas vezes vemos esses órgãos a fazer claramente desinformação e a não fazer um jornalismo isento pelo que é normal que as pessoas reajam às vezes em consonância”, salientou.
Cristina Fontes Lima recomendou os políticos, o governo e os órgãos de comunicação social a serem “um bocadinho mais maduros” e a desempenharem o seu papel». [in Liberal]

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