UMA BABEL ÀS COSTAS: futuro sem intermediários?

Março 27, 2007 às 1:59 pm | Publicado em Media & Jornalismo | 1 Comentário

UMA BABEL ÀS COSTAS: Intervenção de Sérgio Gomes – Público On-line 

Sérgio Gomes, jornalista do Público On-line, entende que há que haver sempre intermediação. Embora haja uma proliferação de suportes, com a entrada em força dos blogs, sempre fará falta uma pessoa isenta que fará a triagem das principais informações que marcam o quotidiano. Desta forma, torna-se necessário uma adequação dos media tradicionais à nova forma de comunicação, que traz uma nova linguagem.

UMA BABEL ÀS COSTAS: Intervenção de Pedro Leal – Renascença

Pedro Leal, da Rádio Renascença, afirma que a Rádio não está em crise e que, com a associação da plataforma tradicional da rádio às plataformas digitais, a rádio conseguiu ultrapassar um bem que lhe é muito caro: o tempo. O jornalista lembra ainda que os media tradicionais já não controlam a forma como a informação chega à audiência.  Frisa ainda que há necessidade de uma redefinição do papel dos media tradicionais  e que os novos meios trazem novos conteúdos. “Tudo dependerá da forma como o negócio da comunicação funcionar, mas não podemos esquecer que o nosso negócio é a rádio”, realça.

Pedro Leal aponta algumas linhas para o futuro da Renascença:

Webcasting: canais só de rádio na net.

Web-TV: se o caminho de produção de vídeo continuar a ser sustentável,

Jornal PdF: temos ideia de rentabilizar a edição de Página Um na RFM. Rentabilizamos o mesmo produtos nos dois canais.

Sinergias Canal/Net: pretendemos, através da internet, captar mais publicidade, criando sinergias.

Pedro Leal reconheçe que podemos falar actualmente numa ‘babel’, uma vez que há uma grande confusão nesse mundo da comunicação social. A resistência dos jornalistas também é apontada como uma grande ‘babel’, uma vez que os jornalistas falam na necessidade de mudança, mas ninguém quer ser abrangido pela mudança. O jornalista não acredita num futuro sem intermediário, uma vez que há sempre necessidade de haver mediação.

UMA BABEL ÀS COSTAS: Intervenção de Paulo Ferreira – Jornal de Notícias

Paulo Ferreira, editor e chefe de redacção do JN, começa por dizer que a notícia da morte dos empresários parece-lhe um bocado apressada, em alusão à subtituição do jornalismo tradicional pelo chamado ‘jornalismo cidadão’. O jornalista identifica duas frentes de ataque do Jornal de Notícias: o papel e a Internet.

“A nossa grande vantagem é uma relação de proximidade com os leitores e isso leva-nos a pensar no tipo de jornalismo que estamos a fazer e na utilidade dos nosso jornalismo para as pessoas que nos são próximas”, afirma Paulo Ferreira, editor do Jornal de Notícias.

Paulo Ferreira diz que o JN procura centrar sempre no cidadão, produzindo o jornalismo de proximidade, de forma a que os cidadãos vêem retratadas as suas preocupações no jornal. E afirma: “quanto mais próximos estamos das pessoas, mais intessantes elas se sentem”. E este sentimento é o que guia os jornalistas do Jornal de Notícias, que tudo fazem para não se distanciarem dos cidadãos.

Realça uma questão importante: “é o povo que define a agenda”. Reconhece que esta atitude tem os seus perigos, mas que há necessidade de se estar sempre próximo dos cidadãos.

Em relação à Internet, Paulo Ferreira reconhece que há um esforço acrescido da empresa a que pertence para retomar a ‘plataforma digital de uma forma séria’. Realça que vai haver uma maior aposta no ‘cidadão-repórter’, sendo que se deve ter consciência que este patamar é extremamente difícil de se alcançar.

Ferreira reconhece também a dificuldade dos jornalistas se adapatarem à nova realidade, estando ainda muito presos à imprensa ‘papel’. Dá um conselho aos estudantes de comunicação social: “o jornalista do futuro não pode apenas saber escrever. Tem que saber fazer fotografias, tratamento de imagens e até paginação. Dominar as ferramentas em maior número possível é absolutamente importante para a vossa profissão”. Trata-se da ideia do jornalista polivalente, que faz um pouco de tudo.

UMA BABEL ÀS COSTAS: Intervenção de Luís Loureiro – RTP

 

O jornalista da RTP, que brinca com o facto de ser formado em Bioquímica, diz que a sua relação com as tecnologias vem de há muito tempo. Realça que uma pessoa com o seu telemóvel poderá vir a fazer televisão, uma vez que os próprios avanços tecnológicos levar-nos-ão a esse patamar. “Não vale a pena pensarmos na tecnologia porque ela vai se encarregar de resolver os problemas que criará a si própria. Vale a pena pensarmos nos problemas que ela nos cria a nós”, alerta Luís Loureiro.

O jornalista recorda a sua experiência no Líbano como repórter da RTP e disse que se sentia bastante limitado na sua liberdade de informação e que o mundo interior terá muito mais informações que o jornalista que estiver no teatro das operações. Por isso, teve que procurar outras ‘estórias’ que os outros meios de comunicação não contaram, através da grande reportagem, tentando aprofundar o tratamento de diversas questões. Isso fez com que o jornalista e a sua equipa fossem ao encontro das ‘estórias’ individuais e das experiências que cada cidadão particular terá da situação de guerra.

Luís Loureiro tenta fazer um paralelo entre a Internet e a televisão, lembrando que quem vê a TV está livre para fazer zapping, mas que um bom jornalista, através de uma boa reportagem, pode cativar o público e ‘colá-lo’ ao ecrã.

Voltando à TECNOLOGIA: “daqui a alguns tempos, qualquer pessoa pode passar um testemunho-vídeo para uma estação de televisão… qualquer pessoa pode estar em directo, através da sua câmara de telemóvel. Trata-se de uma emissão de fluxo contínuo muito baseado no directo”.

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1 Comentário »

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  1. Concordo com o jornalista do Público on-line.

    Quando tiveres tempo passa pelo meu LABIRINTO DE OLHARES (o meu actual Fotoblogue diário)

    http://labirintodeolhares.blogspot.com

    e pelo meu OLHAR OVARENSE (fotos da minha terra,
    junto ao Atlântico).

    http://olharovarense.blogspot.com

    Abraço e continua…

    Abraço,
    FMOP

    P. S. Tenho tentado comentar mas dava sempre erro. Vamos ver se é desta!


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