RTC abre delegação na Região Fogo e Brava

Abril 30, 2007 às 3:08 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

“A nova delegação da RTC é inaugurada esta segunda-feira de manhã em São Filipe, na ilha do Fogo, numa sessão que será presidida por Sara Lopes, ministra-adjunta do primeiro-ministro.
A nova infra-estrutura constitui um investimento total de 14 mil contos para um estúdio de rádio e outro de TV, que estão dotados dos mais modernos equipamentos tecnológicos da era do digital.
A delegação vai permitir o reforço da cobertura jornalística na região do Fogo e Brava e, segundo fonte da empresa, para já vão ser colocados quatro funcionários, entre jornalistas, operadores de imagem e pessoal administrativo.
Há precisamente um ano atrás, o jornal “A Semana” abriu também a sua delegação no Fogo, ilha que embora tenha uma contribuição vital para o sector agrícola, económico e cultural do país continuava, até à altura, um pouco esquecida no panorama noticioso nacional”. [
in A Semana]

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Mega’post’

Abril 28, 2007 às 5:35 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade, Media & Jornalismo, Política | Deixe um comentário

A SEMANA SAI HÁ 16 ANOS

“A primeira edição do “A Semana” chegou às bancas a 26 de Abril de 1991.
Este ano, as celebrações do aniversário do semanário acontecem em Maio (ainda em dia a definir), na ilha de São Vicente, com a realização de um fórum sob o mote “Onde estamos? Para onde vamos?”
Uma série de personalidades da vida política e económica do país e representantes da sociedade civil vão reflectir sobre o estado da Nação, da comunicação social e do jornal “A Semana”, procurando também novos caminhos e desafios para o futuro”. [
in A Semana]

É LANÇADO UM LIVRO SOBRE A GERAÇÃO CLARIDOSA

“O livro reúne depoimentos, declarações e curiosidades até aqui dispersas de algumas das principais figuras que estiveram na formação ou suporte da revista Claridade, especialmente Baltasar Lopes da Silva, Jorge Barbosa e Manuel Lopes. O lançamento está previsto para as 17 horas, na Biblioteca Nacional, onde também decorre o simpósio”. [in A Semana]

ZAP TV COBRE TODO CABO VERDE

“A CVMultimédia vai disponibilizar o serviço ZAP TV por assinatura na Ilha do Fogo já a partir de 1 de Maio, coincidindo com as festividades de ‘Nho San Filipe’
fotoDepois das ilhas de Barlavento e Santiago a CVMultimédia prepara-se para concluir a segunda fase do projecto, alargando a sua rede às ilhas do Fogo, Brava e Maio, cobrindo todo o território nacional.
Assim, até a primeira quinzena do mês de Maio, os Cabo-verdianos poderão em qualquer ilha solicitar o serviço ZAP, que é constituído por uma oferta de 21 canais de televisão, sendo que três são comercializados opcionalmente.
Desde o seu lançamento o serviço mereceu algumas melhorias, nomeadamente a introdução do canal de notícias France24 no pacote básico e a passagem do canal Euro News para português.
O serviço ZAP que no inicio apresentou vários problemas operacionais, encontra-se agora estabilizado, garantindo uma qualidade de sinal permanente durante 24 horas”. [
in Liberal]

CHINESES COMBATEM AS REGALIAS MONOPOLÍTICAS DA CABO VERDE TELECOM NO CABO

“A nova empresa de TV Cabo no País, a Cabo Verde Xinnuoli de Serviços de Comunicações Electrónicas e Teledifusão Digital, SA, CVXTV, começa a operar a partir de segunda-feira, 30 de Abril, mas o lançamento oficial está agendado para 17 de Maio, Dia Mundial das Telecomunicações. A televisão por assinatura da empresa chinesa Xianmen Xinnuoli, arranca com 17 canais, sendo um opcional e seis canais próprios. De acordo com a presidente da CVXTV, Li Shu Yin, a opção de criação de canais próprios tem a ver com a impossibilidade da empresa adquirir os direitos de transmissão dos canais portugueses que os cabo-verdianos estão habituados a captar em Cabo Verde.
Segundo Yin, a dificuldade em trazer as televisões de Portugal para Cabo Verte tem a ver com conteúdos, porque “a TVI, a SIC e SportTv não têm direito de transmitir os conteúdos que adquire a outras empresas para Cabo Verde”, por isso “criamos os nossos próprios canais para transmissão de filmes e desenhos animados, com conteúdos que compramos a outras empresas de audiovisual, mas brevemente, vamos ter um canal de desporto para transmissão dos grandes eventos internacionais e um canal de novelas brasileiras”
fotoNesta primeira fase, a CVXTV apresenta aos clientes CVXTV Crianças; CVXTV Cinema 1; CVXTV Cinema 2; a CVXTV XXX, o canal para adulto (opcional), a Tv brasileira, Rede Record Internacional; a BBC World; France 24 em francês e inglês; dois canais espanhóis, TVE e TWI; CCTV em francês e espanhol; duas estações russas, a PERVIY e RTR Planeta; RTP Internacional; RTP África e TCV.
Quanto aos preços, o pacote básico mensalmente até 1 de Maio de 2008, 1.750 escudos e se optar com acrescentar o canal adulto, custa 1.960 escudos. Entretanto, para o acesso aos canais da CVXTV, basta que os assinantes disponham de uma antena normal e adquiram uma Set Top Box, STB, que custa 15 mil escudos, mas podem ser amortizados em até 12 prestações. Contudo, quem optar por pagar o valor total nesta primeira fase, que vai até 31 de Julho, recebe uma bonificação, em que durante três meses não paga a assinatura. O sistema de televisão por assinatura sem fio (DVB-T) permite a sua captação não só nas residências como nas viaturas equipadas com dispositivos para o efeito.
O sinal é todo digital, segundo Li Shu Yin, “os sinais analógicos como o da TCV, são transformados em digital e a qualidade é excelente”. A presidente da CVXTV garante, que a empresa se instalou a Cabo Verde para apresentar qualidade e para “servir a todos”, expressão adoptada como slogan da CVXTV. Por isso, cada cliente vai poder dar a sua opinião sobre os conteúdos disponíveis e a empresa vai adaptando as expectativas do “freguês”.
Num primeiro momento, a CVXTV vai operar só no município da Praia, onde pretende atingir até Dezembro três mil clientes, mas “a meta da CVXTV é ter o maior número de clientes de TV por assinatura em Cabo Verde, como uma tarifa mais acessível”, por isso, segundo Yin, dentro de um ano a empresa quer chegar a todo o País e assim chegar aos 10 mil assinantes.
Contudo, desde Setembro do ano passado, o País dispõe de uma TV por assinatura, a ZAP TV da empresa CV Multimédia do Grupo Cabo Verde Telecom com cerca de 250 clientes e que utiliza o serviço IPTV, triple-play sobre ADSL 2+ que conta canais de televisão, internet de banda larga, telefone fixo e vídeo-on-demand, no fio de cobre”. [
in Liberal]

EXPRESSO DAS ILHAS NO “EDWARD R. MURROW”

“O Director do Jornal Expresso das ilhas, Vlademiro Marcal, encontra-se neste momento nos Estados Unidos da América a participar no programa “Edward R. Murrow”, para jornalistas, organizado pelo Departamento de Estado norte-americano. O programa, que teve início a 9 de Abril e termina a 28 do corrente, contempla cerca de 185 jornalistas, oriundos de 132 países, e visa essencialmente, verificar os direitos e as responsabilidades de uma imprensa livre, observar o funcionamento das Instituições norte-americanas, nos aspectos político, económico e social.
Na abertura do programa a vice secretaria para os Assuntos da Educação e Cultura, Dina Powell, sublinhou a importância do programa principalmente para um país como os EUA que reconhece ser impossível o êxito da democracia sem uma imprensa livre. “Como poderão constatar durante os vários painéis que os senhores irão participar, o Governo dos EUA convidou vários jornalistas americanos para falarem do exercício da sua profissão muitos deles, aliás, críticos à administração Bush”, disse Dina Powell que se mostrou satisfeita pela organização do evento, nos EUA.
Mas o ponto alto do programa foi o encontro que os jornalistas mantiveram, na passada terça-feira, 10, com a Secretaria de Estado norte-americano, Condoleezza Rice, para quem a África continua a ser prioridade da actual administração norte-americana. Rice disse que os EUA estão muito atento em relação ao sucesso da democracia nos países africanos, e prometeu ajudar a fortificar o edifício do Estado de Direito Democrático em todos os países que optaram por essa via. “África não pode ser visto como um continente onde só haja problemas, mas sim, um continente de oportunidades no qual os EUA quer ser parceiro em resolver os desafios que o continente enfrenta”, sustentou a Secretaria de Estado norte-americana, apontando a AGOA, o programa Milllenium Chalenge, que fez triplicar ajuda ao continente, e o programa de combate a SIDA (com 15 biliões de dólares) e contra a Malária (1,4 biliões de dólares).
No que toca aos conflitos no continente, Rice avançou que os EUA continuam a acompanhar o conflito em Darfur e alertou para a necessidade de haver maior entendimento entre as duas partes em conflito para acabar de vez com um conflito que já dura décadas e que já vitimou milhões de pessoas. Condoleeza Rice recordou ainda que os EUA conseguiram por termo ao conflito na Libéria e que estão apostados em acabar com o conflito na República Democrática do Congo.
Dando continuidade ao programa, os jornalistas africanos, o grupo anglofono, e do qual faz parte o nosso colega e director deste semanário, Vlademiro Marçal, deslocaram-se a Lexington, Kentucky, onde participaram num seminário integrado com jornalistas dos EUA, sobre “Princípios do Jornalismo numa Sociedade Democrática”, evento que teve por palco, a Universidade de Comunicação de Kentucky, um das mais referenciadas nos EUA. De regresso a Washington, os jornalistas participaram num simpósio internacional juntamente com jornalistas norte-americanos.
De realçar que entre os países que falam português, apenas Brasil e Cabo Verde, ambos com um jornalista cada, foram seleccionados a participar no programa “Edward R. Murrow”, honrando o nome a um dos mais famosos jornalistas norte-americanos”. [
in Expresso das Ilhas]

VISÃO NEWS LANÇA TVISÃO

“O avanço da tecnologia nos permite agora furar as fronteiras e internacionalizar as emissões locais de TV através da Internet, com boa qualidade e a custos reduzidos.
A televisão via o pequeno ecrã está a revolucionar as tecnologias de informação, levando as imagens em movimento para os pequenos ecrãs dos computadores e dos telefones móveis, a milhões de usuários em nível global. Cresce de forma surpreendente o investimento na publicidade neste novo  modelo de comunicação.
TVisao.com vai apostar na formação de parcerias com os canais de televisão estabelecidos na internet para uso dos conteúdos, sem descurar a produção própria que, devido a limitação de recursos, será limitada, pelo menos nesta fase.
O projecto foi concebido e desenhado por Jorge Soares, jornalista e editor do Visaonews.com, com supervisão do webmaster, Helder Rodrigues.
Trata-se de um empreendimento que pode ajudar na promoção dos países da CPLP e de África. Visite o site
www.tvisao.com“. [in Visão News]

A MULHER QUE NÃO SABE DIZER WWW.YOUTUBE.COM

Geração Claridade: O neo-realismo cabo-verdiano em debate

Abril 27, 2007 às 11:45 am | Publicado em Comunicação e Sociedade | 3 comentários

Inicia-se, hoje, na Cidade da Praia um Seminário Internacional sobre a Geração Claridade, organizado pelo Governo que quer assinalar o centenário daquele que foi um dos ‘mostros’ da literatura das ilhas – a Claridade. A Geração Claridade reuniu, a partir de 1936 em torno da revista com o mesmo nome, um conjunto de escritores que seguiram as pegadas dos neo-realistas portugueses, assumindo, nas ilhas, a causa do povo cabo-verdiano, lutando contra o colonialismo e empurrando os portugueses para a Europa. Muitos cabo-verdianos pegaram na pena e desenharam caligrafias que hoje constituem partes do mosaico cultural cabo-verdiano que integra a literatura neo-realista do arquipélago, fundamentada na oposição dos colonizadores aos colonizados.

Vários estudiosos da literatura estarão presentes na Cidade da Praia para debaterem a Geração Claridade, entre eles, Pires Laranjeira, Elsa Rodrigues dos Santos, Luís Silva, Alberto Carvalho e Ana Mafalda Leite (de Portugal) e Simone Caputo Gomes (do Brasil).

fotoMas, como era de esperar, os cabo-verdianos não passam alheios a este debate e já começa a surgir algumas interrogações. Na Assembleia Nacional, o deputado do MpD Humberto Cardoso, referiu-se ao Baltasar Lopes como ‘o mais ilustre cabo-verdiano de todos’. Jorge Carlos Fonseca, Presidente dofoto Instituto Superior de Ciências Sociais e Jurídicas, advogado e constitucionalista, soma uma série de perguntas às afirmações do deputado ventoinha: “Porquê? Mais ilustre do que Amílcar Cabral, Eugénio Tavares, Cesária Évora, porquê? Nestas coisas de avaliação de percursos globais de pessoas, de classificações e hierarquia de personalidades, é sempre difícil determinar critérios racionais. Será a obra, sua dimensão e qualidade? O impacto dela e da própria pessoa na vida dos outros ou da comunidade? Constituirá decisivo argumento a medição do grau de genialidade ou a extensão, a diversidade e a profundidade da intervenção cívica, científica ou cultural? A marca, o rasgo, enfim, o rasto que se deixa, o espanto que causa a passagem pela terra, com os seus dons, virtudes, inteligência ou inovação?” [Ler Mais].

O debate já está lançado e, pelos vistos, começou com muito vigor. Espero, nestes dias, ler mais coisas sobre os senhores que reflectem a literatura cabo-verdiana e aprender um bocadinho mais sobre a Geração Claridade.
 

 


PROGRAMA

Dia 27 (Sexta-feira):

• 9h00 – Cerimónia de Abertura Solene. Local: Sala de Conferências da Biblioteca Nacional. Discursos: Ministro da Cultura, Manuel Veiga, presidente da Associação de Escritores de Cabo Verde, Corsino Fortes, e Presidente da República, Pedro Pires. • 10h30 – Inauguração da exposição de artes plásticas intitulada “Saudação à Claridade” e da venda de livros e discos cabo-verdianos, ambos na BN. • 11h00 – Painel dos Fundadores: Baltasar Lopes, João Lopes, Jorge Barbosa e Manuel Lopes. • 12h30 – Final dos Trabalhos. • 13h00 – Almoço Livre. • 15h00 – Reinicio dos trabalhos. • 17h00 – Debate sobre o 1º painel. • 19h30 – Final dos trabalhos • 20h00 – Inauguração do Espaço “Memória”, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, com os nomes dos homenageados. • 20h30 – Jantar típico no Miradouro do PC • 21h30 – Noite de música e poesia no PC.

Dia 28 (Sábado):

• 9h00 – Painel dos Colaboradores (e de destacadas personalidades do mundo da cultura da mesma geração). • 12h30 – Final dos Trabalhos. • 13h00 – Almoço Livre • 15h00 – Debate sobre o 2º painel. • 17h00 – Final dos trabalhos. • 17h30 – Apresentação do livro “Claridade na Palavra dos Fundadores”. • 18h30 – Discurso de encerramento pelo Primeiro Ministro, José Maria Neves.

Dia 29 (Domingo):

• 9h00 – Visita à Cidade da Ribeira Grande de Santiago (Cidade Velha) e ao Núcleo do Museu Etnográfico, seguido de beberete com produtos da terra, na mesma localidade. • 13h00 – Almoço Livre. • 19h30 – Jantar de encerramento no Tabanca Mar. • 21h30 – Noite de Gala no Auditório Nacional Jorge Barbosa.

Os oradores e as suas temáticas

Destaques

Pires Laranjeira (Portugal)/Manuel Lopes

A partir das referências e alusões à raça, à influência da África continental na cultura cabo-verdiana e à relação da classe e da raça com a formação e evolução económica do arquipélago, tanto em textos ensaísticos quanto literários, Pires Laranjeira procura mostrar que a “questão negra” teve um tratamento contínuo, ao contrário do que, por vezes, pode ser pensado, o que leva à conclusão de que foi uma questão não episódica e insignificante e que pressupôs uma vontade deliberada e consciente de equacionar o problema.

Elsa Rodrigues Santos (Portugal)/Jorge Barbosa

Numa análise à obra poética de Jorge Barbosa, constituída pelos três livros que publicou em vida (Arquipélago em 35, Ambiente em 41 e Caderno de um Ilhéu (56) e os três publicados postumamente na sua Obra Poética (Expectativa, Romance dos Pescadores e Outros Poemas), Elsa Rodrigues Santos expõe a consonância da obra de Jorge Barbosa com o povo cabo-verdiano, mostrando a sua consciência social e política.

Daniel Pereira (Brasil)/Baltasar Lopes

Gilberto Freyre publicou, em 1953, o livro Aventura e Rotina, cujo subtítulo era, Sugestões de uma viagem à procura das constantes portuguesas de carácter e acção. As observações sobre Cabo Verde contidas nesse texto suscitaram contundentes críticas por parte de uma das mais proeminentes figuras do Movimento Claridoso, Baltasar Lopes da Silva. É a propósito destas observações e reacções, que Daniel Pereira disserta, tentando dissecar, seja as conclusões de Gilberto Freyre, como analisando e criticando a reacção de Baltasar Lopes.

Filínto Elísio Correia e Silva (Cabo Verde)/Jaime de Figueiredo

Esta comunicação é sobre Jaime de Figueiredo, mentor e promotor do Grupo Atlanta, e proponente de uma revista literária (de mesmo nome), que não chegou a ser publicada, mas que está no cerne das tertúlias literárias nas ilhas, e que não tomou parte na fundação da revista “Claridade” por claras divergências de orientação editorial e estética.

Isabel Lobo (Cabo Verde)/A. Aurélio Gonçalves

Isabel Lobo apresenta a relação do texto ficcional de António Aurélio Gonçalves com o cenário mindelense, que opera a um nível metafórico construindo uma significação específica que justifica que as histórias não sejam só histórias, que justifica que as histórias aurelianas sejam mais um dos argumentos do discurso mais vasto sustentado pela Claridade.

António Germano Lima (Cabo Verde)/B. Léza

Reconstituir a história cabo-verdiana com base na pluralidade das suas fontes é uma forma de fincar os pés na terra, projecto esse caro aos Claridosos. Assim, António Germano Lima aborda a contribuição musical de B. Léza como fonte e referência da reconstituição da história sócio-cultural cabo-verdiana, desde que cruzada com outras fontes, nomeadamente com a escrita.

Jorge Miranda Alfama (Cabo Verde)/ Claridade e Artes Plásticas

Será que o movimento claridoso se confinou à expressão literária?, pergunta Jorge Miranda Alfama. E responde que “não” porque no último número da revista “Claridade” há linóleos de Abílio Duarte e Rogério Leitão que prosseguem e produzem aqueles pressupostos. Se outras razões não o justificassem, as suas representações pictóricas expressam o viver, o sentir e o amargar do homem.

Mário Lúcio Sousa (Cabo verde)/Música na Claridade

Mário Lúcio Sousa disserta sobre a contribuição da Claridade para a música cabo-verdiana, nos domínios da composição e da interpretação. Qual foi o papel dessa nova música na emancipação da Nação?Que anónimos compositores e músicos, esquecidos e não recenseados pelo Movimento ou pelos seus estudiosos, compreenderam e transmitiram a revolução estética? Que legado deixou a nova estética na conformação da música pró e pós independência? São as questões que Mário Lúcio Sousa levanta.

Os outros oradores:

• José Luís H. Almada (Cabo Verde)/Jorge Barbosa • Inocência Mata (Portugal) – Jorge Barbosa • António Leão Correia e Silva (Cabo Verde) – António Carreira • Arnaldo França (Cabo Verde) – Aurélio Gonçalves • Gabriel Fernandes (Cabo Verde) – Claridade • Luís Silva (França) – Baltasar Lopes da Silva • José Maria Semedo (Cabo Verde) – Júlio Monteiro • Mário Fonseca (Cabo Verde) – Pedro Corsino de Azevedo • Corsino Fortes (Cabo Verde) • Fátima Fernandes (Cabo Verde) • António Brito Neves (Portugal) • Joaquim Arena (Portugal) • José Luís Tavares (Portugal) • Ana Mafalda Leite (Portugal) • Maria Armandina Maia da Cruz (Portugal) • Simone Caputo (Brasil) • Maria Luísa Baptista (Portugal) • Eutrópio Lima da Cruz (Cabo Verde) • Moacyr Rodrigues (Cabo Verde) • Dulce Almada Duarte (Cabo Verde) • Alberto Carvalho (Portugal)

Devida vénia ao A Semana On-line e Liberal-Cabo Verde.

Cem jornalistas perderam a vida em 2006

Abril 25, 2007 às 7:03 pm | Publicado em Media & Jornalismo | 14 comentários

Relatório do Instituto Internacional da Imprensa (IPI)

Por: Carlos Sá Nogueira

O ano 2006 foi negro para a imprensa mundial. É o pior ano de sempre na história contemporânea da profissão jornalística. Cem jornalistas perderam a vida no exercício das suas espinhosas funções de informar e enformar, de acordo com o relatório anual do Instituto Internacional da Imprensa (IPI), publicado hoje em Viana da Áustria.
Segundo o documento, este número resulta em grande parte do assassinato de jornalistas no conflito bélico no Iraque, que continua a ser pelo quarto ano consecutivo o país mais mortífero para os jornalistas, com 46 profissionais mortos.
Trata-se de “assassínios premeditados, em quase todos os casos”, refere o relatório citado pelo Público On-line, hoje na capital portuguesa, que passa a pente fino 180 países.
Mas o Iraque não foi o único país, onde os jornalistas perderam vida no cumprimento da sua missão. Os profissionais da informação encontraram, igualmente, a morte em 23 países, a começar pelas Filipinas (10), México (7), Sri Lanka (5), Paquistão (4), Afeganistão (3), Colômbia (3), Venezuela (2), Rússia (2), Índia (2) e China (2).
De acordo com o relatório citado pelo Jornal Público On-line de hoje, “o ano de 2006 foi o mais dramático e mais brutal na história contemporânea dos meios de comunicação social”, salienta o director do IPI, Johann Fritz, para quem estes números representam uma verdadeira guerra contra o jornalismo.
 
“Impunidade generalizada”

Os assassínios cujas vítimas são verdadeiramente jornalistas locais, “são quase sempre perpetrados com impunidade” sublinha o IPI, que congrega jornalistas e responsáveis de meios de comunicação social de 120 países.
Segundo IPI, o precedente ano mais mortífero para os profissionais dos media, foi 1999, com 86 mortos. Em 2005, perderam a vida 65 jornalistas, ou seja, menos 13 do que em 2004.
O IPI acrescenta ainda que, paralelamente aos assassínios, um número significativo de países continua a restringir o exercício da liberdade de imprensa ao ponto de tornar esta prática quase impossível.
É, por exemplo, o caso da Correia do Norte, Turqueministão, Líbia, Síria ou Arábia Saudita.
 
Jornalista russa morta em 2006

Aquele organismo internacional que monitoriza o exercício da liberdade de imprensa no mundo, diz-se preocupado, além disso, pela continuação de perseguições contra imprensa em países como Zimbabué, Gâmbia, República Democrática do Congo ou ainda na Rússia.
Um único país da Europa com jornalistas mortos no ano passado é a Rússia, nomeadamente com o assassinato, ainda por esclarecer, da jornalista de investigação Anna Politkovskaya.
Este assassínio sublinha “os perigos do trabalho jornalístico na Rússia e leva a uma interrogação sobre a vontade das autoridades de Moscovo de investigar tais crimes” considera o IPI, recordando que 43 jornalistas foram mortos nesse país desde 1997.
O IPI mostra-se preocupado também pelas perseguições a jornalistas, incluindo em França, na sequência da publicação, em vários países, das caricaturas dinamarquesas de Maomé.
A tentação de aprovar cláusulas que restrinjam a “difamação da religião”, incluindo pela ONU é, também criticada.

Antes do 25 de Abril, como viviam os presos do ‘Tarrafal’?

Abril 25, 2007 às 12:45 am | Publicado em Comunicação e Sociedade | 6 comentários

 25 DE ABRIL: DIA DA LIBERDADE. A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS ABRIU CAMINHO PARA A INDEPENDÊNCIA DOS ACTUAIS PALOP. POR ISSO, NÃO PODEMOS DEIXAR DE ASSINALAR ESSE DIA. RECUPERAMOS UMA REPORTAGEM PUBLICADA NA ALTURA DOS 70 ANOS DE ABERTURA DO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO TARRAFAL… TRISTES DIAS QUE ANTECEDERAM O 25 DE ABRIL.

Entra o século XX e encontra a relação entre os países em ebulição. A Europa está a passar por um momento de convulsão política. O desentendimento tem o desfecho trágico: um primeiro ensaio bélico à escala planetária que dura cinco anos (1914-1919) e arrasta consigo cerca de 40 milhões de vidas. O fim da Grande Guerra não significa o fim das hostilidades. Os conflitos não têm unicamente a dimensão internacional. Alguns países atravessam momentos de verdadeira “hemorragia interna”, a nível político, com várias facções ideológicas a disputar o poder. Portugal não foge à regra. O “Reviralho” (esquerda republicana) separa-se da Ditadura, desde a primeira hora, e combate-a ferozmente; o Movimento Operário Organizado através do Anarco-Sindicalismo testa a sua força hegemónica no seio da classe operária; o Partido Comunista Português, com fraca influência, tenta fazer ecoar a sua voz; e, por fim, o Partido Socialista adopta uma posição ambígua em relação à Ditadura. As cartas estão lançadas e os “jogadores” delineiam estratégias. A História segue o seu curso natural e o processo de transição para o Estado Novo causa várias “baixas” entre as forças que disputam a hegemonia a partir do interior da Ditadura. O Salazarismo, enquanto Regime Político, emerge como vencedor. As hostilidades continuam. O Reviralhismo e o Movimento Operário declaram guerra à derrota, não aceitando o triunfo do Salazarismo. O clima é de grande tensão. As desconfianças são mútuas. Salazar precisa de manter o regime. Aposta fortemente nos instrumentos de repressão e instala o Estado Novo. A Polícia Política, o sistema de saneamento e o sistema prisional são apenas alguns exemplos. E, de repente, surge um milagre; uma espécie de “mão invisível” que convida todos os “irrequietos” ao “culto do silêncio”. Parece o fim da linha. O silêncio é profundo. Ensurdecedor, até.

Um novo dia: 29 de Outubro de 1936. O Campo de Concentração do Tarrafal abre as portas e acolhe “amavelmente” os primeiros “hóspedes”. É o Decreto-Lei número 26: 539 de 23 de Abril de 1936, que surgiu no âmbito da reorganização dos serviços prisionais, que passa o certidão de nascimento à “Colónia Penal”. Não se trata de uma prisão qualquer. É um verdadeiro Campo de Concentração, construído com o objectivo de (des)“amparar” os indivíduos sobre os quais recaem “penas especiais”, tendo em conta o teor do Decreto-Lei número 26:643 de 28 de Maio de 1936, que reorganiza os estabelecimentos Prisionais. Os parágrafos 1 e 2 do artigo 2 do Decreto Lei 26:539 de 23 de Abril de 1936 não nos enganam. Dizem-nos que a “Colónia da Morte” serve para receber os presos políticos e sociais, sobre quem recai o dever de cumprir o desterro, aqueles que internados em outros estabelecimentos prisionais se mostram refractários à disciplina e ainda os elementos perniciosos para outros reclusos. Também o documento abrange os condenados a pena maior por crimes praticados com fins políticos, os presos preventivos, e, por fim, os presos por crime de rebelião.

 

Campos de Concentração antes do Tarrafal

 

Tarrafal não é a causa, mas sim a consequência. É o resultado da agudização da luta de classes em Portugal, que leva o regime salazarista, encorajado pela situação política na Alemanha e na Itália, a incrementar a repressão. Por isso, a história da “Colónia Penal de Tarrafal” começa verdadeiramente depois de 18 de Janeiro de 1934. Antes do Tarrafal, o regime opressor criara, na Ilha de São Nicolau, um Campo de Concentração que servira para o degredo, maioritariamente, dos oficiais do exército detidos na Revolução da Madeira de 1931. E anterior ainda às prisões de Cabo Verde, o Decreto-Lei de 17 de Fevereiro de 1907, havia criado, em Angola, uma Colónia Penal Militar. Contudo, o Campo de Concentração da Ilha de S. Nicolau e os campos de concentração alemães, principalmente o de Dachau, são apresentados por muitos, especialmente pelos presos que estiveram no Tarrafal, como os antecedentes que justificam a criação daquilo que uns designam de Colónia Penal e outros de Campo de Concentração de Tarrafal. O nome pouco importa. Interessa, sim, as finalidades, os objectivos. O fim.

O Governo salazarista e os seus apologistas defendem apenas que o Campo de Concentração do Tarrafal é arquitectado como “Colónia Penal” e que tem como fim primordial a recolha dos condenados a pena de desterro pela prática de crimes políticos e os prisioneiros de delitos comuns que, na Metrópole, mostram-se intransigentes à disciplina prisional. O Governo justifica ainda que a Colónia Penal do Tarrafal é, em tudo, semelhante às prisões da Metrópole, dirigidas pelo Ministério da Justiça, como os casos de Caxias, Aljube, Peniche.

 

Tarrafal e a Construção da Morte

 

O Decreto-Lei que dá “vida” ao “Campo da Morte” determina a instalação do estabelecimento prisional na zona de Achada Grande e Ponta de Achada de Chão Bom, no Concelho de Tarrafal, a norte da Ilha de Santiago (Cabo Verde). A construção do Campo é entregue ao Ministério das Obras Públicas e Telecomunicações, com responsabilidades para elaborar a planta e levar a cabo a construção da obra. O Ministério das Obras Públicas e Telecomunicações elabora, assim, uma planta constituída por diferentes pavilhões para a instalação dos serviços e o agrupamento dos presos, de acordo com as suas afinidades políticas. O projecto está pronto, mas tem que ser aprovado. Têm responsabilidades na aprovação, o Ministério das Obras Públicas e Telecomunicações, o Ministério da Justiça e a Comissão das Construções Prisionais. O Ministério da Guerra, da Marinha e da Colónia também pode garantir um apoio essencial para a instalação e funcionamento dessa prisão. O projecto apresenta uma cadeia de 1.700 hectares, ampliáveis, caso justificar.

 

A Instalação do Campo da Morte

 

A instalação da “Colónia Penal” obedece a duas etapas: a primeira correspondente ao período que vai de 1936 até 1938. Durante este período, o Campo de Concentração do Tarrafal recebe os primeiros 150 presos antifascistas de diversas profissões: camponeses, operários, soldados, marinheiros das revoltas dos navios Dão, Bartolomeu Dias e Afonso de Albuquerque, estudantes, intelectuais, entre outros. A segunda fase compreende a época da construção dos primeiros pavilhões de pedras e a chegada do médico Esmeraldo Pais de Prata, até ao encerramento que acontece em 1954.

Os primeiros presos instalam-se em tendas de lona, sem as mínimas condições de habitabilidade e de higiene. As barracas não têm luz eléctrica, nem ventilação, nem qualquer protecção contra a chuva e o sol. São doze barracas de lona, com sete metros de comprimento e quatro de largura. Cada uma tem capacidade para alojar doze prisioneiros. O prazo de validade destas barracas é de dois anos, altura em que surgem os pavilhões feitos de pedras. O espaço envolvente à “Colónia Penal” é vedado com arame farpado em toda a sua volta, para impedir qualquer contacto com o exterior. O único edifício de pedra na primeira fase é a cozinha que, entretanto, não fica completamente construído.

 

A Morte Lenta no Campo de Tarrafal

 

Os compartimentos da “Colónia Penal” estão longe de obedecer um parâmetro mínimo de humanidade. Depois de 16 anos na “jaula prisional”, João Faria Borda testemunha que “o Campo de Concentração é um rectângulo (cerca de 250m por 180) situado num dos sítios mais insalubres do arquipélago de Cabo Verde. Como alojamento, existem umas barracas de lona onde são metidos cerca de 12 presos em cada uma”. A par da falta de condições das instalações, existe também o castigo da Frigideira, uma pequena construção completamente fechada cujas paredes, chão e tecto são constituídos por cimento, que é a pior “dor de cabeça” para qualquer preso. A Frigideira é uma espécie de purgatório. É um antro de cimento onde as almas ‘pecaminosas’ são levadas a “purificar”. Só que muitas delas nunca mais voltam ao “paraíso terrestre de Salazar”.

Com as dimensões de 0.60m por 1.70m de altura, o portão de ferro da Frigideira parece com as portas dos navios. As celas são separadas por portões de ferro semelhantes. O equipamento é construído a uma distância considerável de qualquer outro compartimento da “casa da morte”, para que a sombra não proteja os seus habitantes do calor infernal que lá se faz, ficando permanentemente exposto ao raio solar durante o período diurno. No seu interior, só há dois companheiros: a solidão e o silêncio. Dias e noites a fios, os homens que lá estão apenas “falam” que a chuva que cai, apreciando o som da água que corre da Ribeira Prata para ir alagar os terrenos de Colonato. “Em Cabo Verde, região de clima variável, calha chover bastante nestes anos. A lona das barracas apodrece de tal maneira que lá dentro chove como na rua e de manhã acordamos com a cara negra da poeira que se pega à humidade que sobre nós cai. As águas acumuladas formam pântanos onde se desenvolvem mosquitos transmissores do paludismo. A saúde de todos nós, presos, arruína-se”. Desabafo de quem, durante 16 anos, dormiu na mesma cama que a morte, abraçado por ‘putríficas’ condições higiénicas.

Por outro lado, o quotidiano dos reclusos no Tarrafal é pautado principalmente pelos trabalhos forçados, pelas provocações e castigos de diversa ordem. O contacto com o exterior é escasso, sendo-lhes proibida, frequentemente, a troca de correspondência com os amigos e os familiares. E assim reza a história. Triste história de uma passado que teima em ficar. Os anos passam mas a verdade fica. A verdade da História.

Era um dia como hoje: 29 de Outubro de 1936. O Campo de Concentração do Tarrafal abre as portas. E hoje, um dia como aquele: 29 de Outubro de 2006, a história teima em trazer a verdade. A verdade dos factos. Tarrafal… há 70 anos, abre a porta da morte. E é atravessado por Esmeraldo Pais de Prata, médico Licenciado em “Assassínio”. Chega, entra e diz a sua primeira frase: “não estou aqui para curar, mas para passar certidões de óbito”.

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Silvino Évora  José Tavares 
Jornalista: Historiador:
jornalmedia@hotmail.com  jsoares78@hotmail.com

* Nota: Esta reportagem foi feita por dois tarrafalenses que amam Tarrafal. A base Científica em que se apoiou foi a tese de Mestrado de José Soares, intitulado: O Campo de Concentração de Tarrafal (1936-1954): A Origem e o Quotidiano. A redacção esteve a cargo do jornalista Silvino Évora, Mestre em Ciências da Comunicação. Em homenagem aos que travaram a Ditadura com o sofrimento, os autores quiseram recordar os 70 anos do “Campo da Morte”.

 

Para fazer download da reportagem em word, clique aqui. Se preferir o ficheiro em pdf, clique aqui.

Português entre o Galego e o Castelhano

Abril 23, 2007 às 11:54 am | Publicado em Comunicação e Sociedade | 1 Comentário

Alguns habitantes da Galiza querem travar a investida do Castelhano sobre o Galego com a Língua Portuguesa. A notícia é de Abril de 2006, mas só no fim de semana tive acesso. A conferir no vídeo em baixo:

Recordar Baião

Abril 20, 2007 às 1:53 pm | Publicado em Revista NÓS MEDIA | 6 comentários

Nos dias 17, 18 e 19 de Novembro de 2006, decorreu, na Universidade do Minho e no Auditório Municipal de Baião o Congresso “Comunicação Social e os Portugueses no Mundo”, organizado pela Associação Rosa Azul, em parceria com o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade/Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, com o apoio da Câmara Municipal de Baião. A notícia não é nova, até porque fiz referência aqui no dia 17 de Novembro passado. Novas são as fotos que só ontem me chegaram em mãos, por via de uma amiga (a mulatinha que aparece numa das fotos em baixo).

MOMENTO DE TRABALHO 

 

MOMENTO DE REFEIÇÃO

 

ALGUMA ANIMAÇÃO

Prémio de ‘jornalismo verde’: ValorSul oferece 25 mil euros

Abril 20, 2007 às 12:29 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Está aberto, em Portugal, o concurso a Prémio de Jornalismo da ValorSul. Os profissionais da comunicação social podem apresentar a sua candidatura até o próximo 31 de Maio. “Com o objectivo de promover projectos que conduzam à prevenção, reutilização e encaminhamento para reciclagem dos resíduos sólidos urbanos, a Valorsul instituiu o Prémio Valorsul que visa premiar as boas práticas ambientais e que já vai na 3ª Edição”. O prémio, que ascende uma quantia de 25.000 euros, visa destacar jornalistas, estudantes de jornalismo ou outras categorias profissionais que dediquem trabalhos à causa do Ambiente, mais concretamente à divulgação de boas práticas de redução, reciclagem ou reutilização de Resíduos Sólidos Urbanos. Para além do grande vencedor, prevê-se ainda a existência de até 3 menções honrosas no valor de 5 000 euros.

Categorias:

Jornalismo – Artigo ou reportagem (ou série de artigos ou reportagens), programa televisivo ou radiofónico, ou outra forma de comunicação de natureza jornalística, publicados ou difundidos nos meios de comunicação social entre 1 de Outubro de 2006 e 31 de Maio de 2007, com incidência em boas práticas de prevenção e encaminhamento para reciclagem ou reutilização de resíduos sólidos urbanos.

Comunicação – Acção de comunicação realizada entre 1 de Junho de 2006 e 31 de Maio de 2007, indutora de boas práticas de prevenção e encaminhamento para reciclagem ou reutilização de resíduos sólidos urbanos.

Equipamento/Produto – Produto/equipamento existente no mercado,realizado entre 1 de Junho de 2006 e 31 de Maio de 2007, que contribua para a prevenção, redução ou reutilização de resíduos sólidos urbanos.

Júri:

– Luís Maria do Amaral Alves (Presidente da Comissão Executiva da Valorsul) – Presidente do Júri

– Carlos Alberto Borrego (Professor Catedrático do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro)

– Fernando José Pires Santana (Professor Catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa)

– José Brandão (Designer, Professor Associado Convidado, Faculdade de Arquitectura, Universidade Técnica de Lisboa)

– Mário Mesquita (Professor-adjunto da Escola Superior de Comunicação Social e Professor Convidado da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia)

Valor:

Prémio Valorsul: 25.000 Euros

Menções Honrosas: 5.000 Euros

Prazo de entrega de candidaturas:

31 de Maio de 2007

CONSULTAR

Regulamento

Formulário de Candidatura

Prémio Valorsul – Histórico

Quem regula os reguladores?

Abril 20, 2007 às 9:25 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

A RTP criou, há uns meses, a figura de Provedor do Telespectador, numa clara tentativa de estabelecer a auto-regulação no serviço público de televisão em Portugal. Paquete de Oliveira, de resto conhecido no meio académico pelos trabalhos que tem feito no ISCTE, foi destacado para o lugar de Provedor. Tem estado a tentar fazer o seu trabalho. No entanto, ninguém está imune às críticas. Ao seu velho estilo, Valentim Loureiro, que há dias foi estupidamente grosseiro com Judite de Sousa durante uma entrevista no Canal 1, apresentou à ERC, uma instituição que também regula o sector da comunicação social em Portugal, uma queixa contra o Provedor dos Telespectadores. Quem é que regula o quê? Já agora, quem é que regula os reguladores? Será que devemos compreendê-los como a questão da hierarquia das leis, em que as leis de valor hierárquico igual ou superior podem sobrepor-se às de valor hierárquico igual ou inferior? Ou teremos de compará-los à questão das leis e da deontologia em que, em caso de conflitos, as primeiras tendem a esmagar a segunda?

“Casos em que o jornalismo foi notícia”

Abril 20, 2007 às 9:09 am | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Em parceria com a editora portuense Campo das Letras, o Centro de Estudo da Comunicação e Sociedade acaba de lançar um livro intitulado “Casos em que o Jornalismo foi notícia”. A obra foi organizada pelos professores Doutor Manuel Pinto e Doutora Helena Sousa, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, e conta com textos de vários autores. No dia 23 de Abril, pelas 21h30, o livro será apresentado em Braga que, na altura, receberá a sua Feira de Livros.
O livro terá os seguintes capítulos:


 

 Introdução: Pensar o jornalismo através de casos, Manuel Pinto e Helena Sousa;

11 de Setembro: As quatro fases do evento mediático, Eduardo Cintra Torres;

O caso Jason Blair / The New York Times: da responsabilidade individual às culpas colectivas, Joaquim Fidalgo;

Caso Kelly: um dossier apimentado ou uma notícias exagerada, Hália Costa Santos;

Novos rumos no audiovisual português: o reflexo do ‘Big Brother’ na informação televisiva, Felisbela Lopes;

A Casa Pia e a imprensa: jornalistas em actos de contrição. A impiedade das críticas ou auto-regulação?, Madalena Oliveira;

Incidente com jornalistas portugueses no Iraque: Imprudência ou espírito missionário? A batalha dos argumentos nas colunas dos jornais, Madalena Oliveira;

A queda da ponte de Entre-os-Rios. Exibição em directo da dor e luto, Sandra Marinho;

Manipulação de imagnes fotográficas jornalísticas. Falsificação da realidade visível, Sara Moutinho;

Weblogues em Portugal. Análise exploratória dos efeitos de um novo formato no jornalismo, Luís António Santos.

[in J&C]

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