Estreia-se o filme e começa a polémica

Outubro 30, 2007 às 7:36 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | Deixe um comentário

Para conferir no Kriolidadi do A Semana

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Propaganda enquanto arma “mortífera” da Democracia

Outubro 30, 2007 às 3:04 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade, Ponto de Vista | Deixe um comentário

Por: Carlos Sá Nogueira*

Num passeio pela manhã (29/10/07) à bela cidade dos arcebispos, a Arquidiocese de Braga, a qual aproveito para exortar a todos quantos que por cá passarem o favor de fazerem uma paragem obrigatória, para deleitarem com as diversas maravilhas arquitectónicas, existentes nesta cidade. Chamaria, sobretudo, a atenção para o Jardim de Santa Bárbara e para a medieval do Antigo Paço Arquiepiscopal, um extraordinário sítio para uma êxtase matutina e/ou vespertina.
Página as tantas, por voltas das 10 horas, depois de ter tomado o pequeno-almoço numa das tascas do centro da cidade passei, por uma das mais recheadas e prestigiosas livrarias da urbe – Centésima Página, sita na Avenida Central, para dar uma olhada a alguns acervos bibliográficos que me interessavam. Vasculhando os livros na estante da secção das Ciências da Comunicação, deparei-me com a obra do exímio pensador contemporâneo das Ciências da Comunicação, NOAM CHOMSKY, intitulada A MANIPULAÇÃO DOS MEDIA: Os Efeitos Extraordinários da propaganda – a qual propunha aqui aos caros leitores uma pequena recensão, sobre a problemática do poder da propaganda em democracia.
Ora, o autor, glosando um dos maiores teóricos liberais dos media, Walter Lippmann que era o decano dos jornalistas norte-americanos, que escreveu um ensaio: “Uma Teoria Progressista do Pensamento Liberal democrático” traça o seu pensamento, em torno de duas questões cruciais que mexem com a teoria democrática: “a classe especializada” e “rebanho tolo”. Este último é ‘a opinião pública que não distingue os interesses comuns’ que só podem ser compreendidos e orientados por uma ‘classe especializada’ de ‘homens responsáveis’, suficientemente inteligentes para apreender as coisas. Ou seja, segundo esta teoria, quem está, de facto, em condições de compreender as grandes questões da sociedade é “só um pequeno escol” – a comunidade intelectual. ‘O público em geral deixa-se iludir’.
Esta tese conta com centenas de anos e é um ponto de vista tipicamente leninista. Assemelha-se muitíssimo a concepção leninista segundo a qual uma ‘classe especializada’ toma o poder político, usando as revoluções populares como força que o leve ao poder. Isto porque, nas palavras de Chomsky, as massas estúpidas são orientadas para um futuro que elas sendo demasiadamente estúpidas e incompetentes, não conseguem antever por si próprias, (2003:16). De acordo com o autor a teoria liberal democrática e o marxismo-leninismo estão muito próximos uns do outro nas suas concepções ideológicas. Por isso, acrescenta, que a proximidade entre as duas teorias leva a que as pessoas mudem, constantemente de posição sem qualquer sentido especial à procura onde é que está o verdadeiro sentido do poder.
Para Chomsky que cita Lippmann, este apoiava a sua posição na democracia progressiva. Ou seja, segundo Lippmann, numa democracia que funcione devidamente existem classes de cidadãos. Em primeiro lugar, a classe de cidadãos que tem de desempenhar um papel activo, qualquer que seja, na condução dos assuntos gerais. Esta é a classe especializada. São as pessoas que analisam, executam, tomam decisões e dirigem as coisas da rés pública – no campo político, económico e ideológico. Depois segue-se a ‘massa estúpida’ e sem poder decisório a que Lippmann chama ‘o rebanho tolo’. Temos que nos proteger do ‘tropel e do fragor de um rebanho tolo’, alerta.
Ora bem, na linha do pensamento de Lippmann só existem duas ‘funções’ numa democracia: à classe especializada, aos homens responsáveis, compete a função executiva, o que quer dizer que lhes cabe pensar, planear e perceber quais são os interesses comuns. Depois existe o ‘rebanho tolo’ que também tem uma função em democracia. A sua função, diz Lippmann, é ser ‘espectador’ e não participante activo. Todavia, a sua função é mais do que a de mero espectador. Quando chega o período eleitoral o ‘rebanho estúpido’ é chamado a pronunciar-se sobre quem é que deseja que o represente. Tudo isto porque estamos em democracia e não num Estado Totalitário, considera o autor.
Passado o período das eleições a ‘massa estúpida’ que foi usada para, supostamente, legitimar o poder da ‘classe especializada’ submerge outra vez e se torne espectador da acção, mas não participante. Esta é a realidade de uma democracia dita funcional. É que tudo isto tem uma explicação lógica, assente numa espécie de princípio moral compulsivo. Este moral compulsivo é que as pessoas, a grande massa, são demasiadamente estúpidas para perceberem as coisas. Ao tentarem participar na condução dos seus próprios destinos, vão mesmo causar perturbações. Portanto, seria imoral e inconveniente permitir-lhes que o façam. Para, Lippmann, nestas condições é fundamental que os ‘rebanhos tolos’ sejam domesticados de forma a não enfurecer, vaguear ou destruir coisas.
Face a este estado de coisas Lippmann, defende uma nova revolução na arte da democracia: fabricação do consentimento. Os media, as escolas e a cultura popular têm de ser divididos. À classe política e aos decisores tem de se lhes dar algum sentido tolerável da realidade, embora os ‘rebanhos tolos’ também tenham que inculcar lentamente as suas próprias convicções.
Nos anos 20 e no princípio dos anos 30, Harold Lasswell, o fundador do campo de comunicações moderno e dos cientistas políticos norte-americanos explicou, que “ não devemos vergar-nos a ‘dogmatismos democráticos acerca de os homens serem os melhores juízes dos seus próprios interesses’. “Porque não são”, remata Chomsky, que assevera que nós somos os melhores juízes dos interesses públicos.
Entretanto, o autor alerta-nos ainda para uma importante situação: “naquilo que hoje em dia se chama um Estado totalitário, ou um Estado militar, mantém-se um bom cacete em cima da cabeça das pessoas e se elas saírem da linha dá-lhes com ele. Porém, como vivemos numa sociedade mais livre e mais democrática, esqueceu-se das bastonadas, enquanto arma de correcção e recorreu-se a mais “mortífera” arma da democracia contemporânea: às técnicas de propaganda. É que a lógica é evidente. A propaganda está para uma democracia como a bastonada está para um Estado totalitário. Tudo isto porque, segundo autor, o procedimento é acertado e judicioso porque os interesses comuns ultrapassam o entendimento do ‘rebanho tolo’ (2003:22)

• Jornalista e mestrando em Ciências da Comunicação – especialidade em Informação e Jornalismo, na Universidade do Minho em Portugal

• E-mail: sanogueiraborges@hotmail.com

Pós-graduação em Direito de Informação vai arrancar na Praia

Outubro 27, 2007 às 6:42 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

O Instituto das Ciências Jurídicas e Sociais, presidido por Jorge Carlos Fonseca, vai arrancar com uma Pós-graduação em Direito da Informação, em cooperação com a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. O curso, que contará com o apoio do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, vai decorrer, na Cidade da Praia, entre os meses de Novembro e Dezembro de 2007.

Em baixo, seguem informações relevantes que recolhemos no diário digital Liberal:

DESTINATÁRIOS: Juristas, Profissionais da área da Comunicação em geral, Jornalistas, Informáticos, Conservadores e Notários, Funcionários Públicos, Profissionais liberais.

ORGANIZAÇÃO: O curso será organizado em 5 módulos (Direito à informação e regulação da comunicação social; Tutela penal dos direitos em matéria de informação; Informática e protecção de direitos pessoais; Direitos sobre bens informáticos; Contratação informática).

DOCENTES: Professor Doutor Jorge Reis Novais; Professor Doutor Augusto Silva Dias; Mestre Elsa Vieira; Professor Doutor Dário Moura Vicente; Professor Doutor José Alberto Vieira (Todos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa).

CARGA HORÁRIA GLOBAL: 50 horas (distribuição por módulos a ver em documento a ser distribuído aos candidatos)
Data de início e fim das aulas: 12 de Novembro a 20 de Dezembro de 2007
Horário: Das 17:30 às 20:00
Local: Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais.

Novos jornais ‘alargam o pluralismo de opinião’

Outubro 26, 2007 às 8:24 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Jorge Carlos Fonseca, jurista de peso, coordenador da revista Direito e Cidadania e Presidente do Instituto de Ciências Jurídicas e Sociais,  que acabou de completar um ano de actividades na Cidade da Praia, abrindo cursos de Direito e Serviço Social e expectando outros – entre eles o da Comunicação Social -, volta às crónicas nos jornais, escrevendo para o Expresso das Ilhas. Neste regresso, fala de várias temáticas, entre elas, o surgimento de mais duas publicações periódicas em Cabo Verde e o pluralismo de opinião. Artigo interessante, que o Expresso das Ilhas traz a público:

“Retomo a crónica no Expresso numa altura em que mais dois jornais – “A Nação” e o “Jornal de Cabo Verde” – fazem alargar o espaço de leitura e favorecer o pluralismo de informação e opinião. Saudamo-los vivamente, bem que ainda seja escasso o tempo para uma avaliação séria.
1. Retomo o hábito da crónica após um tempo de paragem, na sequência do desaparecimento do Horizonte. Tempo mais curto do que o programado inicialmente. Venceu-nos o prazer da escrita feita de ressonâncias das pequenas coisas, algumas vezes das pequenas grandes coisas que vão acontecendo entre nós. Faço-o agora no Expresso das Ilhas, depois de o ter experimentado nestes anos em Correio Quinze, Vozdipovo, A Semana, Artiletra e Horizonte. Com a mesma serena irreverência crítica com que – sempre assim entendemos a curta escrita da crónica de jornais – se alimenta a prosa deste género, com idêntico sentido do distanciamento dos factos, dos protagonistas e dos poderes que nos permitem, sem quaisquer constrangimentos, sufragar ou sugerir opiniões, comentários ou procedimentos à revelia do que, em cada momento, se apresenta como a corrente ou, para usarmos palavra de moda, o consenso. O gozo da palavra escrita e que há muito dispensou alforria e a crença, medrada em muitos anos de experiências pessoais diversificadas, em valores como a justiça e a liberdade (rectius: justiça com liberdade, sempre em liberdade) bordejarão continuamente as fronteiras que as palavras aqui escritas seguramente irão construir.
Retomo a crónica no Expresso numa altura em que mais dois jornais – “A Nação” e o “Jornal de Cabo Verde” – fazem alargar o espaço de leitura e favorecer o pluralismo de informação e opinião. Saudamo-los vivamente, bem que ainda seja escasso o tempo para uma avaliação séria”.

[in Expresso das Ilhas]

As rádios católicas e a lusofonia

Outubro 23, 2007 às 4:14 pm | Publicado em Media & Jornalismo | 1 Comentário

«O director da Rádio Nova de Cabo Verde, frei António Fidalgo de Barros, avalia positivamente o IV encontro internacional das rádios lusófonas de inspiração cristã, que decorreu entre quarta e domingo, 22, em Carcavelos, em Portugal.
A implementação de uma rede via satélite, a partir de Lisboa para a África, com suporte gerador à Fundação Evangelização e Culturas e Rádio Renascença, é uma das conclusões deste encontro que reuniu os directores das rádios de inspiração cristã da lusofonia. Um documento citado pela Agência Eccleisa, fala da “importância da integração de etnias, além dos emigrantes, mostrando que a linguagem da rádio tem de ser pluralista” e defende o “crescimento da Igreja Católica nos media”».[
Ler Mais]

Rogério Santos põe as Indústrias Culturais ‘na rua’

Outubro 22, 2007 às 4:34 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Indústrias Culturais – Imagens, valores e Consumos é o título do mais recente livro de Rogério Santos, que será lançado no próximo dia 25 de Outubro, pelas 19 horas, na Almedina Atrium Saldanha, em Lisboa. A obra, que traz a chancela das Edições 70, é prefaciada por Isabel Gil, directora da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.

Sobre a obra, os promotores escrevem:

“As indústrias culturais remetem para o universo de reprodução técnica (registo e difusão) da cultura, casos da televisão, cinema, música e fotografia. Um bem cultural torna-se acessível a qualquer pessoa graças à cópia ou ao envio de ficheiro pela internet. Mais recentemente, ganharam força as indústrias criativas, presentes nas artes do espectáculo e cuja articulação com a publicidade, vídeo, actividades de lazer e indústrias culturais contribui para a formação do PIB de um país ou região.
O livro resulta do cruzamento de vários caminhos teóricos e práticos, como a reflexão a partir do texto fundador de Adorno e Horkheimer sobre indústrias culturais e a análise destas actividades com especialistas e estudantes universitários. Inclui-se também a compreensão dos grupos receptores: audiências de televisão, consumidores de centros comerciais, fãs de bandas musicais ou jogos como o Sudoku.
O ponto de partida do livro é o blogue Indústrias Culturais (http://industrias-culturais.blogspot.com), espaço que o autor alimenta diariamente e onde observa e comenta a realidade dos acontecimentos, faz a leitura de livros e artigos de jornais sobre a área e partilha os mesmos assuntos com outros investigadores ou simples leitores” [Ana Neves: Grupo Almedina].

O mercado dos media em Cabo Verde: espreitando a diáspora

Outubro 18, 2007 às 6:38 pm | Publicado em Ponto de Vista | Deixe um comentário

Silvino Évora 

Recentemente, surgiram dois semanários na paisagem mediática cabo-verdiana: o jornal A Nação, que faz parte da estrutura empresarial Alfa Comunicações e vem substituir o estatal Horizonte que fechou as portas há uns meses, e o Jornal de Cabo Verde, da empresa Media Capital, que está encostada à Media Plus – empresa que detém o diário digital Liberal On-line: www.liberal-caboverde.com. Na sua estratégia de crescimento, o grupo de comunicação de Apolinário Neves queria viabilizar um projecto de televisão em sinal aberto, tendo formado a empresa Media Press que se apresentou ao concurso, sendo afastado pela decisão final do Governo. Lembremos que está nos tribunais (penso eu que ainda continua na justiça) uma tentativa de impugnação do concurso, que não sei se irá ter grandes efeitos, tendo em conta a ‘velocidade de tartaruga’ a que movimenta a justiça cabo-verdiana. Os canais licenciados – quatro – têm, segundo o regulamento do concurso, até Janeiro de 2008 para iniciarem as actividades. Recorda-se que o prazo estipulado era de seis meses, renováveis por igual período de tempo.
Mas, não estamos aqui para falar das licenças da televisão, nem da Media Press, que não sabemos o que foi feito dela. Até esperávamos que o Senhor Apolinário Neves optasse por viabilizar a empresa para o sector impresso, mas, pelos vistos, ou desistiu dela ou mantém a esperança ainda de transformá-la num dos actores do sector televisivo em Cabo Verde.
O que queremos notar é a estratégia dos dois novos diários que surgiram. Há uma clara preocupação com a diáspora. O Jornal de Cabo Verde imprime 7 mil exemplares, sendo que dois mil são vendidos em Portugal, um dos países que mais cabo-verdianos acolhe. Por outro lado, há um notável interesse da empresa de Apolinário Neves em chegar aos cabo-verdianos nos EUA, por via de Boston.
Deambulando pela Internet, conseguimos uma primeira imagem do jornal A Nação. A imagem mostra-nos uma publicidade da publicação muito voltada para o público que está no exterior. É caso para dizer que os donos desses jornais viram no desenvolvimento que se regista no domínio do Turismo uma oportunidade de negócio na área da imprensa. Esperemos que a concorrência confirme a expectativa destes investidores e que realmente as empresas que entram no mercado cabo-verdiano comecem a dar mais importância à publicidade, dinamizando o mercado dos media que dia a dia está a tornar-se mais exigente. Com a entrada de mais quatro canais em sinal aberto e o nascimento de canais no cabo, as coisas vão ficar ainda mais complicadas. Os investidores têm que apertar o cinto e começar a lutar ‘cima na tempu di simentera’.

Portugal: Estatuto dos Jornalistas pode ‘ferir’ a Constituição

Outubro 18, 2007 às 4:46 pm | Publicado em Media & Jornalismo, Política | Deixe um comentário

Fotografia de Jorge Manuel Moura Loureiro de MirandaJorge Miranda, reputado constitucionalista português, “defende que o novo diploma do Estatuto do Jornalista apresenta “inconstitucionalidades” em matéria dos direitos de autor, lê-se no parecer daquele especialista tornado público pelo Sindicato dos Jornalistas (SJ).
O parecer foi entregue sexta-feira ao presidente da República, Cavaco Silva, em conjunto com uma exposição do SJ, onde é pedida a não promulgação do diploma, aprovado em Setembro pela Assembleia da República, com as alterações ao Estatuto, e a “apreciação preventiva” da constitucionalidade do texto.
Na opinião daquele catedrático de Direito, o diploma apresenta “feridas de inconstitucionalidade material”, nomeadamente na área dos direitos de autor. Uma ideia partilhada pelo SJ que também defende que o diploma “confere insuficiente protecção ao sigilo profissional”. Para o SJ, essas disposições afectam, entre outros aspectos, “a liberdade de criação e de expressão dos jornalistas” e criam “condições objectivas para a redução do pluralismo informativo”.
O parecer do professor Jorge Miranda confirma que o SJ tem razão no combate que desenvolve há dois anos contra as disposições sobre o direito de autor .
O Estatuto dos Jornalistas foi aprovado pelo Parlamento, a 20 de Setembro, apenas com os votos da maioria socialista, depois de ter alterado as matérias que estiveram na base do veto do presidente da República. O sigilo profissional, outra das questões que mais objecções levantou a Cavaco Silva, também foi revisto, passando os jornalistas a estar sujeitos apenas à lei geral”. [
in JN]

Liberdade de Imprensa e a memória do jornalismo cabo-verdiano

Outubro 17, 2007 às 5:50 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

“Cabo Verde manteve o 45º lugar no ranking dos RSF sobre a liberdade de imprensa no mundo, o mesmofoto lugar registado no ano passado, com 14 pontos. Cabo Verde situa-se, assim, no grupo dos «bem comportados» ao contrário da Eritreia, que em 1993 se tornou independente da Etiópia, substituindo a Coreia do Norte no último lugar da classificação daquela ONG francesa”. [in A Semana]

Há dois anos atrás, Cabo Verde ocupava 29ª posição no ranking mundial. A queda no ano passado de 16 lugares levou a ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Cristina Fontes Lima, a desdobrar-se em explicações para tentar justificar a derrapagem. Na altura, a ministra tinha afirmado que “os critérios são a existência de uma única televisão e estamos em condições claras de melhorar essa situação, já que foram atribuídos novos canais. Estaríamos preocupados que se falasse de limitações à liberdade dos jornalistas, de acesso à fonte e ao exercício de liberdade de expressão. São questões, sobretudo, dessa área da concorrência e da auto-censura. Efectivamente, é algo que nós gostaríamos e entendemos que deve ser superado”. Creio que não foi desta vez a tal melhoria, uma vez que ainda continuamos na 45ª posição.

Lembremos que, no ano passado, os Repórteres Sem Fronteiras tinham afirmado que a auto-censura, a utilização do boicote publicitário e o monopólio estatal de televisão tiveram peso na descida de Cabo fotoVerde no ranking da Liberdade de Imprensa. A própria ministra chegou a admitir que “poderia haver alguma reticência quando se vê um órgão de comunicação social a fazer política-partidária”.

No entanto, o que me causa alguma confusão é ver que a descida de posição que no ano passado causou um grande alarido, este ano é apresentado como uma grande vitória. Pelo menos, no jornal A Semana – o único órgão de comunicação social do país no qual pude ler esta notícia. É que no ano passado, a queda de 29º lugar para 45º era preocupante. Este ano, o facto do arquipélago manter-se no 45º lugar, o país é apresentado como “bem comportado”. Afinal, não era para ganharmos terreno e recuperar, pelo menos, o nosso 29º lugar? Ou a memória dos jornalistas é tão curta assim que já se esqueceram que há dois anos atrás o nosso lugar era 29º? Vai-se entender a cabeça destes nossos jornalistas… salvo o melhor juízo.

Novas tecnologias e comunicação integrada: a ‘entrada’ dos vídeos nos ‘textos’

Outubro 17, 2007 às 5:27 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

O jornal digital cabo-verdiano, editado a partir dos Estados Unidos da América, Visão News (www.visaonews.com) acaba de inaugurar um serviço novo: trata-se de integrar os vídeos em algumas das notícias consideradas de destaque. Já tinha reparado isso aquando da visita recente do Primeiro-Ministro José Maria Neves aos Estados Unidos da América e agora também nota-se numa notícia sobre o impacto dos novos preços dos serviços consulares, que abrange todos os consulados e embaixadas cabo-verdianas espalhados pelo mundo. Nesta última notícia, recorre-se ao mecanismo de ‘vox populi’ para recolher as opiniões variadas das pessoas acerca dos novos preços que, segundo alguns reclamam, nos EUA o aumento ainda é maior do que em qualquer outra paragem.
A técnica de comunicação integrada no espaço cibernético para uma tendência. Há alguns sites de empresas noticiosas internacionais que optaram por esse caminho. Algumas recuaram. Mas, com as ferramentas informatizadas de edição de imagens de vídeo e as micro-câmaras, este poderá ser um bom caminho para a imprensa digital. Será que brevemente teremos jornais electrónicos sedeados em Cabo Verde a optar por esta via? Seria um bom caminho a arrepiar. E não custa muito para o orçamento de uma empresa mediática, ainda que seja uma micro-empresa.

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