Corsino Tolentino recebe Prémio Amílcar Cabral

Outubro 15, 2007 às 5:50 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | 2 comentários

Com a devida vénia ao diário digital A Semana On-line, reproduzimos a informação que se segue:

 

«A Fundação “Lelio Basso” e a Associação Cultural italo-caboverdiana Tabanka atribuíram o Prémio Amilcar Cabral a Corsino Tolentino e Pietro Gamacchio, durante uma mesa-redonda no Parlamento Italiano, sobre o conceito de libertação como acto de cultura. A distinção foi atribuída no passado dia 11.
Na sua dissertação Corsino Tolentino falou do “conceito cabraliano”, tomando-o como “uma espécie de fio de Ariadne, guiando-nos no pensamento reflexivo de Amilcar Cabral”, um político, afirma, original que “viveu e agiu entre o rigor do cientista , que foi, e a liberdade do poeta que queria ser”.
No trabalho apresentado, os dois premiados abordaram a vida de Amilcar Cabral desde as suas origens guineenses e a afirmação da sua cabo-verdianidade, da função de cultura na sua obra etc.
Corsino Tolentino nota que o pensamento e a acção de Amílcar Cabral “influenciaram a Ciência Politica na segunda metade do século passado e projectaram-se no presente mais ou menos nebuloso dos paises africanos de língua poruguesa da África e do Mundo”».

Muitos Parabéns ao nosso doutor.

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2 comentários »

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  1. Caro Corsino,
    Parabens da Hungria!!!
    com um abraco grande
    Peter

  2. StatutPhotoLieuÉvènement marquant

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    .AOS AMIGOS :

    SEI QUE VOCES NÃO GOSTO DAS GRANDAS LEITURAS NO FACEBOOK, MAIS QUEIRO PARTILHAR A MINHA FOLIE DE EDICÃO, COM VOSCOS
    JA E 00 H 30 E ACABO AGORA DE ESCREVER O TESTO QUE SEGUE. OBRIGADO PELA VOSSA OPINIÃO E ESCULPE-ME PELOS ERROS QUE SERÃO CORRIGIDOS PELOS PROFESSIONAIS NO MOMENTO DA EDICÃO.
    BOM NOITE A TODOS, SONHOS CORDAROSAS.

    AMANHÃ A 1 H, SEGUE PARA PRAIA

    PARA A INDEPENDENCIA DE C…ABO VERDE, EU ESTAVA PRESENTE :

    1973 : P.A.I.G.C., EM CALANDESTINIDADE EM PARIS :
    O primeiro representante do P.A.I.G.C., em clandestinidade em Paris, fui o : Sr. Corsino Tolentino, nos anos 70/73 e muitos de nós jovens dessa época, aderiram a causa justa, que era : a “Lutar da Libertação”. Tínhamo-nos já a consciência da que havia a necessidade duma mudança nos nossos diferentes Pais, faltávamo-nos, os laços com o P.A.I.G.C., para enlaçarmo-nos e nos encorajar-se a seguir o bom caminho, aquele : da “Estrela Negra”, que era a luz e a única porta da saída das “garras” do colonialismo em que estávamos mergulhados. As palavras de ordem eram: «Nos Terra pá nos Povos, pá no governa nos més, liberdade, independência, etc.».
    Em Paris, haviam algumas pessoas que já tinham permanecidas em Guiné-Bissau, e que já trabalhavam com o partido de Amílcar Cabral e que se empenhavam a tentar lançar a ideia da luta, nos nossos diferentes países : Cabo Verde, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.
    Em Paris, haviam : José Brito, Elisa Andrade, Mário Andrade, Luís Silva, que eram estudantes o que já exerciam outros funções e que tentavam falar do partido, com meias palavras, porque era proibido falar da política e sobre tudo da luta da liberação das colonias portuguesa.
    Eu vivia no meio sindicalista Francesa, conhecia um pouco o que se passava em Guiné Bissau, sobre o sujeito, mais faltava-me o laço com o partido. A chegada do primeiro representante em Paris, facilitou o contato, que abríamo-nos as portas da verdade e do P.A.I.G.C., que inspirava, muitas pessoas, pela sua justa causa e eu que tinha saído do pais, para não fazer a injusta guerra colonial, encontrei a minha via.
    Encontro com o grupo CAOGUIAMO: e a minha incursão no Teatro:
    Foi no ano de 1973, que encontrei o grupo : CAOGUIMO, criado pela família Lima Barreto. Eu já conhecia, mas foi o militantismo e os encontros com o novo responsável do partido, que nos aproximou. Uma tarde, depois do trabalho militantismo, eu acompanhava o Tony, a casa dos seus pais, a Sucy-en-Brie, no departamento 94.
    Nesse noite, circulávamos os dois, à volta do Carrefour Pompadour, à Creteil, quando o Tony, me informou da falta queles tinham de um novo elemento no grupo, para fazer o papel de Spínola, numa peça de teatro. Gostei logo da ideia, e propus-me fazer o tal papel, coisa que o amigo aceitou logo, sem hesitação e no dia seguinte começámos a repetição, porque havia urgência. O grupo devia atuar em Paris, no metro Bonnes Nouvelles, numa manifestação cultural do partido e na semana seguinte rumava a mala para Alemanha. O grupo era composto pelos irmãos: Tony, Diana, Jojo, George e os amigos : Mena, Alice Sainte-Luze, Marcel e mesmo o Bonga.
    Conviver com este grupo, estimulou-me muito, e a mãe deles : nha Fortunata, gostava da minha presença em sua casa, com os seus filhos e dava-me muita amizade. Era uma senhora da Cidade da Praia, de classe, que transmitia uma herança cultural muito forte aos seus filhos e aos que viviam à volta. Ela dava-me sempre conselhos e por vezes reparava as minhas companheiras.
    Quando eu andava com pessoas, que não lhe agradavam, a sua reação era espontânea, franca. Ela me chamava a aparte, para me dar o seu ponto de vista, sobre diferentes aspetos, era como uma mãe, que pouco se enganava nas suas análises.
    O grupo viajava-se muito : Holanda, Bélgica, Alemanha e no interior da França: Lyon, Marselha, Amiens, etc.
    O primeiro responsável do partido, em Paris, após de ter deixado as primeiras pedras do alicerce, na clandestinidade, com sucesso, deixou outros responsáveis, para continuar a obra que já havia sido lançada. Assim, chegou o Manuel Delgado, e mais tarde antes da independência, o António Tavares, que era emigrante em França, e foi formado, pela equipa anterior, para gerir o resto do caminho que ficava, e que conduzia aos acordos de Argélia, assinado pelo Sr. Mário Soares (Portugal) e o Sr. Pedro Pires (Guiné-Bissau e Cabo Verde), YYYYY DATE YYYYYYYYYYYYYYy que levaram à posterior à independência.
    O grupo que trabalha com o responsável do partido, frequentava a Associação Cabo-Verdiana, que se encontrava : 19, rua des Flandres, Paris 19. Nessa época, passávamos muitos dos nossos tempos, fora das nossas casas, sempre a correr, para cima e para baixo, defendendo as nossas causas.
    E pena que não houve reconhecimento desses trabalhos importantes feitas em Paris e nos outros Capitais do mundo. O objetivo de todos, não eram reconhecimentos, mais de chegar ao fim com a vitória, mais também reconhecer, não é mal e talvez : daria um pouco de reconforto moral aos trupos…
    Para todas essas pessoas anonimas, da boa vontade, que tantos deram e fizeram, na época, não haveriam medalhas que chegassem, e no entanto, ninguém se lembrará delas. Falo destas duas pessoas, que a lembrança me traz à memória, mas são muitas que merecem a atenção dos que governam hoje, e que na sua maioria, eram crianças ou estudantes nos anos 70 Em Paris, havia muitas pessoas anónimas que trabalhavam, para a causa e que ninguém fala, e que merecem o reconhecimento, que nunca irão ver as cor das medalhas e dos méritos, mas que bem as merecem.
    Por exemplo : Dona Regina Tolentino, irmã do Corsino : em França, tudo começou em sua casa, na zona da Cité Universitária de Paris 14. Ela é que alojava o irmão, porque o partido, tinha poucos recursos financeiros, para atribuir aos diferentes responsáveis militantes espalhados no mundo, que as vezes : não haviam uma habitação, ni mesmo um local para organização dos trabalhos e tinha que se fazer com os meios que possuía e foi com a ajuda e a boa vontade de todos, que os diferentes responsáveis do Partido conseguiram realizar os seus trabalhos.
    Os encontros e reuniões, se faziam-se, sobretudo na parte de atarde, depois das atividades profissionais de todos e nestes convívios e reuniões eramos sempre calinadas pela Dona da casa, que se preocupava dos nossos bem estar e preparava : comidas, bebidas, e outros consumo, como : eletricidade e água, que ficava a carga da dona da case, que fazia tudo para que os eventos se passasses bem e que o moral dos que se reuniam estejam o melhor possível.
    Lembro-me também que muitos eventos ligados a Associação cabo-verdiana em Paris se passavam em case da Dona Fátima (De Melo), que habitava a grande avenida que liga a Porte d’Orléan a Porte de Vanves (avenida Leclerc). Ela também faz parte dos merecidos, era incansável e ajudava da maneira espontânea tudo que tocava ao bem-estar dos nossos compatriotas, que se encontravam por vezes em situações difícil. Com a sua boa vontade, ela alojava pessoas à volta da associação, que argumentavam necessidade. Mas houve alguns oportunistas que aproveitavam da situação.
    Brava a Dona Fátima, que lutou sozinha, para a criação dos seus 5 filhos. Tinha tudo para ser feliz, em Dakar, mais o marido faleceu jovem, o que lhe obrigou a assumir as responsabilidades pesantes quele não estava preparada, ni habituada a fazer sozinha (dizem que as pessoas boas nunca se afrontem… Embora as dificuldades que lhe rodeavam, ela guardava sempre o moral, com esprito lutadora, humilda e cheia de energia positiva. Com o sorriso, ela encontrava o tempo : dia e noite, para abri as suas portas ao serviço do bem para a comunidade cabo-verdiana, porque os encontros se faziam sobre tudo em Paris e faltava locais para este efeito.
    Ela também tinha a preocupação de bem-fazer, e metia facilmente as caldeiras no lume, com os seus meios, para satisfazer os estômagos de todos aqueles que se reuniam, e que muitas vezes, mal comiam ou não tinham dinheiro, para satisfazer os seus apetites. Em casa desta Senhora, era um pouco a case de Deus, porque a preocupação era constante e sem calco.
    Hoje a dona Fátima, faz parte das idosas, com alguns problemas de saúde e ninguém vem a sua encontra e os seus filhos, não residem em Paris, o que não ajuda a solidão.
    Digo isso, porque si algumas pessoas ainda se lembrem dessa Senhora, da sua bondade, seria bom pedir aos que de direito de reconhecer os méritos dessa dona esquecida, que tanto fez para a nossa comunidade cabo-verdiana. Ela não pede nada, mais seria bonito de fazer algo de bem e agora, rápido, porque já atingiu os 70 anos…
    Há muitos, que na época da luta, não fizeram nada e que hoje se encontram em primeira linha dos beneficiados. Muitos ignoram, do que foi a luta da libertação, da nossa história, do passado, e das dificuldades encontradas, dos sacrifícios, e do sangue que ficou derramado na grande caminhada param a liberdade de que hoje usufruem. Abel Lima


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