Rima

Novembro 8, 2007 às 8:22 am | Publicado em Cânticos e Poesia | Deixe um comentário

ESPECIAL ANIVERSÁRIO
(8.11.2007)

Abençoai Deus a nossa Rima
Ajudai-nos a descobrir uma greta
Para sair do pântano onde a vida lima
Procurando afastar-nos desta nuvem preta

A vida transformada em tempestade
Onde se dá pouco valor aos sentimentos
A preciosa índole da felecidade
Que por vezes ignora os pensamentos
Passa por cima de qualquer maldade
Quebra todos os maus momentos
Guiada por uma serena claridade
Que inverte a força dos ventos

Negra escuridão
Apaga o cintilante
Na procura da descomunhão
Fora do horizonte resplandecente

Palavras sentidas
Cintilam como o reflexo do sol sobre o mar
Emoções vividas
Que ultrapassam a própria vontade de sonhar

Rimas que saem do coração
Procurando encontrar um sentido para a vida
Rimas traduzidas em oração
Alimenta a alma com a sua comida
Um sinal de que é preciso mudar a direcção
Evitar as lamaceiras do mundo da Sida
Olhar para os irmãos com compaixão
Deixar o coração pela paz ser invadida

Rima do mundo dos homens
Que escrevem poesia
Das mulheres
Perdidas entre tintas e versos
Das crianças
Ávidas de compreender o seu mundo

O mundo que hoje nem Deus o compreende
A ganança que substituiu o verdadeiro
Num planeta que muito pouca gente o defende
Como que se ninguém soubesse quem é o seu herdeiro

A esperança no Céu divino
É o que alimenta o sonho de alguns filhos deste mundo

Bendito seja Deus que abençoou o nosso hino
A orientação da vida que nos toca no mais profundo

Na Terra, não há nenhum Rei de salvamento
A seu tempo, cada um responde pelas suas acções
Outros perdem-se por algum momento
Nos dizeres quotidianos que afligem alguns corações

No cá se faz, cá se paga
Alguns pensam cumprir as suas missões
E quando vêem que o dinheiro pecado não apaga
Entregam os seus tempos às rezas e orações

Outros até são Ateus
Dizem que não têm Deus

Mundo profano
Onde o homem pega no sol para negar a escuridão
Olha para o planeta e não vê o seu dano
Vive sem certeza de se estar metido em confusão

Tentativa de compreender quando começa o Inverno
Porque o tempo perdeu a firmeza
Outras vezes a Terra confunde-se com a cozinha do inferno
Quando o calor do Verão causa morte e espalha tristeza

Mundo do homem criado por Deus
Laboratório de pecado
O universo de gentes que se dizem Ateus
Para quem os valores são estabelecidos pelo mercado

Deus do homem
Dos deuses
do Universo

Deus dos sem deuses
dos Ateus
e dos Cosmos

Deus do planeta
Que vive acima dos pecados
Regista com a sua caneta
O passo dos culpados

O mundo dos que perderam a esperança
Que vivem com fé n’Aquele que veio do Céu
Foi-se embora e deixou a sua lembrança
De um castigo que não mereceu

Nega o pecado que alicia os homens
Que rima com a profanação
Do ser profano
Que, ora esquece se tem coração
Comprometido com o seu ego
Frustra a paixão
Daquele que se relaciona com a aura da vida
Entrega o seu coração
Para que alguém nele entre e habite

Rima na Terra
Daqueles que querem o caminho para o Céu

Rima no Inferno
Dos que querem chegar à Gloria sem fazer por merecer

Rimas de confusão
Do certo e do errado

Rimas da dúvida
Do bem e do mal

Na Terra,
A vida do homem
Procura rimar com a felicidade.

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