TV: quando é que as privadas entram em funcionamento?

Janeiro 10, 2008 às 7:54 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário
Confesso que já andava a perguntar, quando é que as televisões privadas (para além da TIVER, que se diz que está a fazer um bom trabalho. Não excluo a Record porque ainda não começou a apostar na produção nacional) vão entrar em funcionamento. O anúncio dos vencedores do concurso estava para ser feito em
Dezembro de 2006, mas só se conheceu os vencedores em Janeiro de 2007. Daí, teriam 6 meses para entrarem em actividade. Como montar uma empresa de televisão decente não é como fazer um barzinho na esquina, os vencedores teriam mais seis meses de prorrogação, caso não conseguissem cumprir o prazo inicial. Um ano, já é bom, para quem tinha o projecto bem feito. No entanto, eu perguntava: quando é que as televisão entrarão efectivamente em funcionamento? Já vamos em Janeiro de 2008. No entanto, hoje o Expresso das Ilhas esclareceu-me a dúvida. Trazemos abaixo um interessante artigo que o jornal trouxe hoje sobre a temática.

“As quatro empresas que, em Janeiro de 2007, venceram o concurso público para atribuição de licenças a estações de televisão em sinal aberto têm até 5 de Abril de 2008 para estarem no ar, caso contrário, perdem o alvará. Esta informação foi avançada ao Expresso das Ilhas on-line, por fonte governamental.
“Se até 5 de Abril deste ano, as televisões não estiverem a cumprir os requisitos iniciais, o governo vai entrar com um processo de ‘cassação’ dos alvarás”, adiantou a fonte, sem contudo avançar se as excluídas do concurso poderão ser readmitidas ou não.
Contudo, das quatro televisões que venceram o concurso – TIVER, RTI, Record Cabo Verde (nível nacional) e Nôs TV (regional), só a TIVER parece estar a adiantar no terreno. Neste momento, a Televisão Independente de Cabo Verde, TIVER, transmite oito horas de emissões diárias para toda a ilha de Santiago, arredores do Fogo e Maio, sendo que tem como meta, até fim de Janeiro, estar a emitir nas ilhas de São Vicente e Sal.
Conforme, fonte da Tiver, a televisão que é uma parceria privada luso-cabo-verdiana, pretende cobrir mais de 80 por cento do território nacional até o fim de 2008 e que o canal, tem privilegiado qualidade na sua programação destacando temas político-sociais e culturais do arquipélago vincando e veiculando as características da população.
A Rede Record Cabo Verde, que já anunciou várias vezes a emissão de programação local, continua a veicular os programas da Record para Europa e para África.
Entretanto, uma fonte garantiu a este portal digital que nos últimos dias têm-se verificado uma movimentação na sede da empresa em Palmarejo, cidade da Praia, com a chegada de diversos técnicos brasileiros e portugueses a correrem contra o tempo para solucionar alguns “erros” cometidos na montagem da régie e dos estúdios, mas que o problema deverá ficar resolvido antes de Fevereiro.
De acordo com a mesma fonte, as pretensões da Record Cabo Verde são vastas e o presidente da empresa a nível internacional já prometeu estar no país para acompanhar de perto a abertura da filial e que até Março a programação local estará no ar, com três noticiários produzidos a partir de Cabo Verde (um de manhã, outra a hora do almoço e um outro à noite), bem como programas de entretenimentos feitos no país.
RTI e Nôs TV estão mais atrasados, sendo que a televisão de propriedade de Jorge Spencer Lima, conhecido no meio como Scapa, ainda, nem sequer começou a montagem de equipamento, o que se sabe é que o canal tem um terreno para construção do edifício, em Achada Grande, cidade da Praia.
Já o canal regional Nôs TV, que tem de transmitir para as ilhas do Maio, Santiago, Fogo e Brava, os trabalhos no edifício, onde vai ficar instalado em Terra Branca, cidade da Praia, estão na fase final e segundo um dos responsáveis do projecto, o dono da empresa, Mário Vaz, que se encontra nos EUA, deverá chegar a Cabo Verde nos próximos dias para dar iniciar os trabalhos de montagem dos emissores.
A fonte, garantiu ainda que no dia antes de 5 de Abril de 2008, as emissões de Nôs TV estarão no ar e que vai respeitar o proposto, ou seja, uma emissão das 6 horas das manhã às duas da madrugada com uma programação a ser “dominada” pela cultura e informação das ilhas.
Recorda-se que a TV Global e TV Lakakan foram as duas empresas que ficaram de fora do concurso, os responsáveis da TV Global recorreram ao tribunal, mas entretanto, ainda, aguardam o resultado do processo”.
Devida vénia ao Expresso das Ilhas. 

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