Quem é quem nos media em Cabo Verde

Fevereiro 29, 2008 às 7:27 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade, Media & Jornalismo | Deixe um comentário
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Num momento em que o mercado da comunicação social cabo-verdiana está em transformação, com a TV cabo a instalar-se pelas ilhas, os prazos para o início da entrada em funcionamento das novas televisões a esgotarem-se e a entrada no mercado de mais dois semanários para disputarem o mercado impresso, já previa que começasse a fazer sentido um estudo de audiências no país, de forma a que comecemos a saber quem é quem na paisagem informativa cabo-verdiana. Diante de uma pluralidade de plataformas, os empresários serão os primeiros interessados em saber a capacidade de penetração de cada produto, para terem uma noção de quem vai ter acesso às suas comunicações publicitárias. Daí, chegou a tempo um estudo encomendado pela Direcção Geral da Comunicação Social à Afrosondagem sobre o mercado dos media em Cabo Verde. O resultado pode ser lido AQUI. No entanto, já não faz sentido estudos esporádicos sobre a dimensão do mercado que cada órgão representa. É altura de começarem a surgir organismos que apresentem estudos sistemáticos sobre o mercado mediático do país, de forma a que todos os intervenientes comecem a trabalhar com dados actuais, próximos da realidade do país.

ComUM: um caso de migração para o papel

Fevereiro 29, 2008 às 7:08 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário
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Os alunos da Licenciatura e dos Mestrado em Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, que tinha em marcha o projecto jornalístico ComUM On-line, consagraram, no passado dia 25, a sua ambição de viabilizar um projecto de comunicação social, com o lançamento do primeiro número do COMUM, desta feita, em formato papel. Dirigido por Rui Passos Rocha, o COMUM é distribuído gratuitamente e conta com uma ampla campanha de angariação de publicidade por parte dos seus mentores para a sua sobrevivência.
Esta informação foi recolhida no
Jornalismo e Comunicação, que destaca nesta primeira edição “duas matérias que fazem os principais títulos de capa e que poderão dar que falar: um departamento da UM acusado por um docente de o ter forçado a silenciar um blogue humorístico e, por outro lado, uma reportagem junto de universitárias que se prostituem para atenuar dificuldades financeiras”.

ComUM n.1

“É um milagre fazer jornalismo em Cabo Verde”

Fevereiro 29, 2008 às 3:40 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade, Media & Jornalismo, Política | Deixe um comentário

foto“O Movimento para a Democracia promove hoje, 29, no salão de banquetes da Assembleia Nacional, pelas 18 horas, uma conferência sobre Jornalismo e Democracia.
MpD promove hoje, às 18 horas, na Assembleia Nacional, uma conferência sobre Jornalismo e Democracia. A iniciativa fecha a série de visitas que o líder desse partido, Jorge Santos, efectuou ao longo desta semana aos órgãos de comunicação social.
Jornalismo e Democracia é o nome da conferência que o MpD realiza logo mais, às 18 horas, na Assembleia Nacional, estando o tema a cargo do director do Jornal Cabo Verde, Daniel Medina. No fim, haverá uma intervenção do presidente do partido, Jorge Santos.

[….]

Conhecida, outrossim, a realidade em que os referidos «media» laboram, Jorge Santos reconheceu também que «é um milagre fazer jornalismo em Cabo Verde, principalmente na imprensa escrita, devido aos encargos excessivos» e falta de «incentivos eficazes» por parte dos poderes públicos.
Diante disso, o líder da oposição não descarta a possibilidade do seu partido apresentar no parlamento propostas de medidas conducentes à criação de melhores condições para a prática do jornalismo em Cabo Verde, especialmente nos domínios da regulação”. [
in A Semana]

Polícia Nacional devasta Direito à Liberdade de Imprensa

Fevereiro 26, 2008 às 3:49 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade, Media & Jornalismo | 1 Comentário

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Reproduzimos aqui a notícia que o Liberal On-line emprestou ao Jornal de Cabo Verde, dando conta de uma situação aberrante de devastação do direito à liberdade de imprensa, consumado na obstrução de exercício da actividade jornalística. A fazer fé no relato do jornalista Andrés Vince, a informação que reproduzimos é uma vergonha para quem deveria perceber um pouquinho que seja sobre os direitos fundamentais da pessoa humana. Se a polícia não conhece os chamados catálogos de direitos fundamentais, indisponíveis e intransponíveis, consagrados constitucionalmente, dos quais o direito à liberdade de imprensa faz parte, o que esperarmos das nossas polícias? Só distribuir cacetadas não chega. É preciso um bocadinho de conhecimento para que essa distribuição, ainda que não seja justa, seja menos injusta.
 
Os agentes que prenderam o jornalista“Final da tarde na Achada Santo António (18h), dia 20 de Fevereiro. O fotojornalista Oteldino Vieira, do JCV, voltava para o seu local de trabalho apenas para “descarregar” as suas fotos e terminar o seu expediente. Tudo parecia correr na maior normalidade, quando surge uma ronda da Polícia Nacional. Eles param, descem quatro polícias da viatura e saem em busca de um suspeito. Dentro de minutos, localizam-no, imobilizam-no e ele é levado para dentro do carro do piquete da PN. Nesse meio tempo, tudo é captado pela câmara do fotógrafo que, cumprindo o seu instinto profissional, apenas registou toda a movimentação.A cena transcorreria na maior normalidade, não fora o facto de um dos polícias ter arrancado a câmara do fotojornalista de suas mãos, sob alegação que ele não poderia fotografar aquele episódio. Facto consumado, o fotógrafo se dirigiu à redacção e informou os seus superiores que a sua câmara havia sido apreendida.Como a viatura da ronda da Polícia Nacional ainda se encontrava no local, responsáveis do JCV foram questionar sobre o ocorrido, perguntando quem seria o superior na ocasião da apreensão. Nesse momento respondeu um policial de nome Domingos Lopes, dizendo-se o responsável. Qual o motivo do confisco do equipamento? Responde que havia sido ele mesmo o mandante da apreensão. Confrontado com o facto de que não podia obstruir o trabalho da imprensa dessa forma, arbitrariamente, ordenou a imediata detenção do fotógrafo que encontrava-se junto aos seus responsáveis no intuito de recuperar o equipamento apreendido.Nesse momento, o fotógrafo do JCV, iniciou o seu Caminho de Santiago. Além de não haver nenhuma acusação plausível contra ele, foi obrigado a entrar humilhantemente na viatura diante de uma grande plateia, que já se aglomerava, tendo sido engaiolado juntamente com presumíveis delinquentes que, entretanto, já se encontravam na gaiola da viatura policial. Como qualquer pessoa que, neste caso, supostamente descumpre a lei, deveria ser levado para um destino como a área judiciária.Infelizmente, tal não aconteceu. O policial Domingos Lopes informou que seria levado para a esquadra do Palmarejo. Mas, em seguida, informou outra pessoa que ele seria levado a esquadra de Eugénio Lima. Confusão feita, começaram os contactos por parte dos responsáveis de JCV na tentativa de tentar localizar o fotógrafo, pois não havia certeza para onde ele haveria sido levado.NR. Já depois de terem apanhado um raspanete de um dos superiores hierárquicos, sem saberem o que fazer com o fotógrafo, simularam um pedido de desculpa. Liberal sabe que o profissional da Comunicação Social já apresentou queixa contra os agentes infractores.
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Andrés Vince“.
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[Vénia ao
Liberal On-line]

Jornalistas africanos defendem o ambiente

Fevereiro 25, 2008 às 4:36 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | Deixe um comentário
“Termina hoje em Nouakchott, Mauritânia, a conferência internacional dos jornalistas africanos especialistas do ambiente sobre o tema “África Face aos Grandes Desafios do Ambiente”.
A conferência visa sensibilizar os decisores africanos sobre a importância da boa governação no domínio do ambiente, tendo em conta a “vulnerabilidade” e a fragilidade do ecossistema no continente africano.
O encontro, no qual participarão cerca de 800 jornalistas de 47 países, é organizado conjuntamente pela Mauritânia, pelo Mali e pelo Ruanda com a colaboração da União Europeia (UE)”. [in Expresso das Ilhas]
 

Falta de energia provoca ‘caos’ nas notícias

Fevereiro 22, 2008 às 8:02 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | Deixe um comentário

Nos últimos dias, a capital das ilhas andam de apagão em apagão. Se a Electra é aquele caso clássico de monopólio desinteressante, em que nem sequer consegue satisfazer a necessidade dos seus clientes, então com o problema recente em que as obras de terraplanagem na capital do país provocaram estragos num dos seus cabos de distribuição de energia, é agora que está tudo estragado.
Ontem o jornal A Semana dava conta de que a Rádio de Cabo Verde estava fora do ar porque não tinha energia para pôr a emissão de pé. Hoje é o próprio semanário que não consegue cumprir o seu ritual das sextas-feiras, pondo a publicação nas bancas, a devido tempo. A continuar assim, em vez de ‘de mal a pior’, vamos de ‘pior a péssimo’.
Nisso tudo, ainda há espaço para comédia. Antão Fortes, presidente da Comissão Executiva da Electra, vem hoje à Rádio de Cabo Verde dizer que a empresa “tem de ser ressarcida pelos danos causados, tanto na sua imagem como pelos danos materiais, por danos provocados na rede de distribuição de energia, com as obras de terraplanagem que o Governo vem efectuando na cidade da Praia” [
Expresso das Ilhas].Mas, qual imagem? Então, ainda sobra alguma imagem da Electra? O homem é doido ou finge que é? Uma empresa que corta energia todos os dias na capital do país ainda goza de uma boa imagem? Uma empresa que já esgotou a capacidade de manifestação de rua dos cidadãos por não cumprir com o dever de fornecer energia à população ainda acha que lhe sobra alguma imagem? O Carnaval já passou há um tempinho. Tenham mais respeito para com os cidadãos e deixem de comédia. Sem energia, sem rádio, sem jornal, o que querem fazer do povo cabo-verdiano? E ainda querem o dinheirinho? Precisam mais é de juízo.

Pedro Chante responde Consulado de Cabo Verde nos EUA ponto por ponto

Fevereiro 21, 2008 às 7:24 pm | Publicado em Media & Jornalismo, Política | 16 comentários
Em reacção ao comunicado – Direito de Resposta – do Consulado de Cabo Verde em Boston, enviado a órgãos de comunicação social contestando o artigo “Governantes cabo-verdianos “desprezam” ou “temem” imprensa comunitária nos EUA?”, publicado no Visaonews, na qualidade de autor do artigo, a bem da informação venho esclarecer o seguinte:
Pedro Chantre: Visão News.
1 – O Consulado de Cabo Verde escreve na sua nota introdutória que considera ser necessário “repor a verdade dos factos”.
Nada mais contraditório. Em momento algum o Consulado desmentiu a informação publicada. Pelo contrário. Procurou defender-se.Terá ou não o senhor ministro falado a pelo menos sete jornalistas presentes no encontro?
É a segunda vez consecutiva, num curto espaço de tempo, que os governantes não falaram à imprensa da comunidade nos EUA. A primeira aconteceu no dia 20 de Setembro de 2007 durante a visita do primeiro-ministro, José Maria Neves, que esteve acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Victor Borges. Na altura, foi programada uma conferência de imprensa na sede da CACD, em Pawtucket, que não aconteceu. Até esta, as entidades não apresentaram qualquer explicação.
No dia 10 de Fevereiro, embora de passagem rápida na região de Nova Inglaterra o ministro Borges, carregado de informações e ante um número considerável de jornalistas, não esteve disponível para responder a perguntas.
Os jornalistas foram uma vez mais defraudados. De referir que proveniente de Cuba e República Dominicana com destino a Washington D.C., era a primeira vez que o ministro se encontrava com os jornalista da comunidade após Cabo Verde ter passado a pertencer à categoria de País de Desenvolvimento Médio (PDM).
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2 – Ao mesmo tempo o Consulado disse no ponto 3 do seu comunicado que “…o jornalista da Visaonews esteve presente no encontro, o qual foi aberto à imprensa, onde todos tiveram a oportunidade de ouvir o ministro e usar da palavra. O jornalista da Visaonews também o fez. De notar ainda que nenhuma conferência de imprensa estava programada”.
Essa informação está incompleta. Deixa transparecer que o jornalista teve oportunidade de questionar o senhor ministro. O que não corresponde a verdade. Convém esclarecer que o senhor ministro, Victor Borges, a embaixadora, Fátima Veiga, e a cônsul-geral, Maria de Jesus Mascarenhas, sairam no intervalo e a reunião passou a ser liderada pela adida cultural do consulado, Gunga Tavares.
Quando os três governantes se encontravam na sala, foram pedidos aos jornalistas para se identificarem. O jornalista do Visaonews apenas participou do encontro no momento do debate aberto após os governantes terem saído.
Por outro lado, em momento algum no artigo publicado por Visaonews foi escrito que estava previsto uma conferência de imprensa.
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3 – A anteceder, o ponto 1 do comunicado diz “A passagem por Massachusetts…foi conseguida no quadro de uma genda apertada”.
A agenda estava tão sobrecarregada que o senhor ministro – em missão de serviço – na véspera, sábado 9 de Fevereiro, foi recebido num jantar privado por um grupo restrito mas no dia seguinte não foi disponibilizado qualquer tempo para responder às perguntas dos jornalistas.
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4 – O comunicado reporta, ainda, no ponto 1 que “…foi agendada…uma reunião com os líderes das associações cabo-verdianas…previsto para ocorrer no sábado, dia 9” e o ponto 2 diz que “No dia 29 de Janeiro foi amplamente distribuido um comunicado de imprensa com informação actualizada sobre a nova data e local desse encontro, devido a uma alteração no horário de voos…deixaria menos tempo para os encontros programados”.
A alteração da data e local do encontro com os líderes das associações foi dada a conhecer a 5 de Fevereiro (quatro dias antes da visita do Ministro Borges) e não 29 de Janeiro como alega o comunicado.
Posto de parte esse lapso, confirma-se que foi adiado o segundo encontro previsto para o mesmo lugar do primeiro – realizado a 20 de Setembro de 2007 – na sede da CV Club em East Providence, Estado de Rhode Island.
Entretanto, sabe-se que alguns responsáveis de associações em Rhode Island foram contactadas mas se negaram a organizar o segundo encontro. Com o alegado atraso no voo do Ministro e indisponibilidade por parte dos dirigentes do Estado de Rhode Island, a reunião foi cancelada e adiada para Massachusetts.
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5 – Fazendo fé no ponto 5 do comunicado “O consulado-geral que considera a imprensa da Comunidade um importante recurso…para a sua informação, formação e desenvolvimento, reitera…disponibilidade para responder…a todas as solicitações e interpelações da imprensa…”
Reconhece-se que em certas ocasiões o Consulado Geral tem coloborado com os midia, particularmente com VisaoNews. Da mesma forma esse portal por várias vezes tem publicado matérias e tomado iniciativas bem acolhidas por essa entidade.
 
A terminar, de realçar que a nossa missão é de informar com rigor e imparcialidade.

Pedro BenOliel Chantre

Jornalista preso em Cabo Verde

Fevereiro 21, 2008 às 7:14 pm | Publicado em Media & Jornalismo, Política | Deixe um comentário

 

A notícia do Liberal On-line é bastante ambígua. Denuncia uma situação em que, segundo o jornal, um profissional de informação do recém-criado Jornal de Cabo Verde foi detido pela Polícia Nacional “pelo ‘crime’ de estar em serviço, a fotografar”. Era bom que nos dissesse a fotografar o quê ou quem, a onde, quando e em que contexto. Assim, uma pessoa estaria mais habilitada para avaliar a actuação da Polícia. No entanto, sempre fica mal prender um jornalista em pleno exercício da sua profissão. O repórter do Jornal de Cabo Verde, Oteldino, segundo o relato do Liberal On-line, passou algumas horas na Esquadra da Polícia e acabou por sair da “da cadeia de Eugénio Lima na companhia do director de um jornal concorrente (“Expresso das ilhas”), que também se pôs em campo para saber onde Oteldino estava preso. A Polícia Nacional impediu o fotógrafo de comunicar por telemóvel com o exterior e começou por negar que ele se encontrasse naquela esquadra”. Apesar da ambiguidade da notícia que não nos deixa compreender realmente os contextos em que o jornalista foi preso, afim de se poder averiguar se houve uma obstrução ao exercício da sua actividade profissional consumado numa devastação do Direito de Informação e da Liberdade de Imprensa, fica sempre mal prender um profissional de informação em pleno exercício da profissão.

Dia Internacional das Línguas Maternas

Fevereiro 21, 2008 às 3:23 pm | Publicado em Revista NÓS MEDIA | 3 comentários

Hoje, 21 de Fevereiro, é dia internacional das línguas maternas. Como se sabe, em Cabo Verde, até agora, temos duas línguas, com estutos diferentes. A Língua Portuguesa, enquanto veículo oficial de comunicação, e o Crioulo, que é a Língua Materna e preenche as relacções intersubjectivas no dia a dia do povo das ilhas. No entanto, há um ‘movimento’ em torno da oficialização da Língua Cabo-verdiana, o Crioulo, que tem defendido o reconhecimento do estatuto oficial para aquela que é a nossa língua materna. Marciano di Nha Ida é um dos que produz poemas e outros escritos em crioulo, trazendo hoje o texto que se segue para marcar o Dia Internacional da Língua Materna. Agradecemos a simpatia.
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Oji, dia 21 di Febreru, e Dia Internasional di Lingua Maternu.
 
UNESCO ta difende ma
“Kes serka di 6000 lingua di mundu ta ser glorifikadu na Dia Internasional di Lingua Maternu, dia pa prumove diversidadi linguistiku i ensinu multilingi.” (fonti: UNESCO
)
 
Sekretariu-Jeral di UNESCO, Koïxiro Matsuura, ta difende ma
«Lingua e mutu mas ki un instrumentu, konsideravelmenti mas ki un feramenta. Pa organiza nos pensamentus, stabelese rilasons sosial i konstrui nos rilason ku meiu envolventi, lingua e karateristika fundamental di un ser umanu. E ku i atraves di lingua ki nu ta vive.
 
Di prinsipiu ti fin di nos bida, di jerason pa jerason, lingua ta kunpanha-nu, ta sirbi-nu, ta kria-nu. Lingua sta na sentru di vida familiar, di trabadju, skola, pulitika, media, justisa i investigason sientifiku. Lingua sta na bazi di relijion, tanbe.
 
Pabia di kel la, uzu di lingua ka pode odjadu sima un prublema tekniku, mas sin soluson pa un monti di prublemas inpurtanti. Posibilidadi di uza o proibison di uza  un lingua publikamenti (sima na skola, media o internet) ta dipende di identidadi, patriotismu o puder.
 
Sienti des aspetus, Konferensia Jeral di UNESCO disidi, na mes di Novenbru di 1999, kria Dia Internasional di Lingua Maternu, dia pa dibatis i sensibilizason. Desdi kel data priokupason ku kistons di lingua ten stadu ta aumenta manenti.” (mensaji pa es okazion, na 20-02-2006 – fonti: UNESCO
)
 
Sekretariu-Jeral di UNESCO ta difende inda ma
 «Linguas ten inpurtansia di me di sisu pa konsigi kes 6 objetivu di Edukason pa Tudu Algen (ETA) i pa objetivus di Dizenvolvimentu di Mileniu ki Nasons Unidu difini na anu 2000. Linguas ten inpurtansia si nu kre prumovi diversidadi kultural, luta kontra analfabetismu, garanti un ensinu di kualidadi – ki  ta iziji nxina na lingua maternu na kes primeru anu di skola. Linguas ten inpurtansia na garanti maior inkluzon sosial, pa maior susesu kultural, pa dizenvolvimentu ikunomiku i pa prizervason di sabedoria popular.» (mensaji pa es okazion, na Janeru di 2008 – fonti : UNESCO
)
 
Skodjedu es dia (21 di Febreru) pamodi nes data, na 1952, na enton Pakiston-Lesti (oji Bangladex), gentis faze manifestason na rua pa iziji ofisializason di ses lingua maternu (Bangla) onbru onbru ku kel ki dja era ofisial – Urdu. Urdu era papiadu esensialmenti na Pakiston-Osidental. Pulisia da gentis tiru ti more kantu.
 
Enkuantu gentis di Bangladex, antis ten 6 anu dipos di ses indipendensia, da sangi pa ofisializason di ses lingua maternu, anos li nu sta inda prezu na amaras di mentalidadi skravu, dipos di 32 anu di suberania.
 
Nes anu ki Asenbleia Jeral di ONU pruklama “Anu Internasional di Linguas” i pabia (sima slogan di UNESCO – koordenador des disizon di ONU – ta fla) “linguas ten inpurtansia”, pelu menus pa Guvernu publika un planu ki ta mostra modi i na ki prazu el ta pensa kunpri ordi Konstitusional pa ofisializa nos lingua maternu – Artigu 9º, numeru 2. Pelu menus!
 
Marsianu nha Ida padri Nikulau Ferera

Consulado de Boston responde Visão News

Fevereiro 21, 2008 às 3:03 pm | Publicado em Media & Jornalismo, Política | Deixe um comentário
A comunicação social operante na diáspora cabo-verdiana, sobretudo nos Estados Unidos, e os actores cabo-verdianos da cena política parece não encontrarem um ponto de entendimento. Se, com a última visita do Primeiro-Ministro aos EUA, a imprensa da diáspora, particularmente, a plataforma que opera o diário electrónico Visão News e a web-tv TVisão, reclamou a pouca atenção que o governante deu aos profissionais da informação, com a recente visita do Ministro de Negócios Estrangeiros, Victor Borges, as críticas agudizaram-se, tendo o jornalista Pedro Chantre (na foto) escrito um artigo intitulado “Governantes cabo-verdianos desprezam ou temem imprensa comunitária nos EUA”, que foi publicado no dia 12 de Fevereiro no Visão News. Porém, o Consulado Geral de Cabo Verde em Bóston recorreu ao direito de resposta, para proceder com aquilo que considera ser a reposição da verdade. Os cinco pontos que se seguem trazem a explicação da diplomacia cabo-verdiana nos Estados Unidos da América sobre o assunto.
Pedro Chantre: Visão News.

1. O Ministro do Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, esteve em Massachusetts, nos dias 9 e 10 de Fevereiro, proveniente de missões oficiais a Cuba e à República Dominicana, a caminho de Washington DC, onde tinha por missão liderar a delegação de Cabo Verde às Primeiras Consultas Bilaterais entre Cabo Verde e os Estados Unidos da América. A passagem por Massachusetts, como o Senhor Ministro frisou nos vários encontros, foi conseguida no quadro de uma agenda muito apertada, para proporcionar mais uma oportunidade de diálogo com a importante comunidade cabo-verdiana desta área. Assim, foi agendada, de entre outros encontros, uma reunião com os líderes das associações cabo-verdianas, evento esse, inicialmente previsto para ocorrer no sábado, dia 9.
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2. No dia 29 de Janeiro, foi amplamente distribuído um comunicado de imprensa com informação actualizada sobre a nova data e local desse encontro, devido a uma alteração no horário de voos, tendo deixando claro que a referida alteração deixaria menos tempo para os encontros programados. No entanto, os pedidos recebidos de agendamento de entrevistas com o citado governante foram atendidos.
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3. A ver pelo artigo, o jornalista do Visão News esteve presente no encontro, o qual foi aberto à imprensa, onde todos tiveram a oportunidade de ouvir o ministro e usar da palavra. O jornalista da Visão News também o fez. De notar ainda que nenhuma conferência de imprensa estava programada.
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4. Imediatamente a seguir ao encontro e antes de partir para Washington na mesma tarde, o ministro Victor Borges tinha agendado encontros em Boston com políticos estaduais e federais.
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5. O Consulado Geral, que considera a imprensa da Comunidade um importante recurso que esta mesma Comunidade possui, para a sua informação, formação e desenvolvimento, reitera, para terminar, a sua habitual e comprovada disponibilidade para responder sempre com prontidão e com base no respeito mutuo, a todas as solicitações e interpelações da imprensa, em prol da Comunidade». [in Visão News]

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