Claire Andrade Watkins: uma cabo-verdiana na rota do cinema internacional

Maio 30, 2008 às 3:00 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | Deixe um comentário

 “A cineasta cabo-verdiana, Claire Andrade Watkins, promoverá em 7 de Junho, uma cerimónia de divulgação em DVD  do filme ‘some Kind of Funny Porto Rican?’.

Andrade Watkins que é a primeira mulher cineasta cabo-verdiana  estará no Museu Cabo-Verdianao, na cidade de East Providence, Rhode Island, para duas sessões de vendas autografadas dos DVDs – uma a partir das 13h00 e outra às 15h00. O museu está situado em 1003 Waterman Avenue em East Providence.

 Lançado em 2006, pela editora Spia Media Productions, ‘Some kind of Funny Porto Rican’, retrata a história de imigrantes radicados na zona de Fox Point, em Providence, no estado de Rhode Island, onde três gerações de cabo-verdianos foram removidos à força para permitir a realização de projectos de urbanização entre finais dos anos 60 e princípios de 70”. [Visão News]

 

‘A Ilha dos Escravos’ na Praia

Maio 30, 2008 às 2:40 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade, Revista NÓS MEDIA | 1 Comentário

“O Auditório Nacional Jorge Barbosa, na cidade da Praia, exibe nos próximos dias 1, 2 e 3 de Junho, a longa-metragem ‘A Ilha dos Escravos’, do realizador português Francisco Manso. ‘A Ilha dos Escravos’ resulta da adaptação do romance ‘O Escravo’, de José Evaristo de Almeida, escrito no século XIX e considerado o primeiro romance de temática cabo-verdiana.
As filmagens passaram pela Praia e pela Cidade Velha, em Santiago, e entre os actores destacam-se os portugueses Diogo Infante, Vítor Norte e as brasileiras Vanessa Giacomo e ZéZé Mota. Do elenco fazem ainda parte os actores portugueses João Lagarto, António Capelo, os brasileiros Milton Gonçalves, Francisco Assis e os cabo-verdianos Josina Fortes e Luís Évora”. [in Expresso das Ilhas]

Maria de Lurdes: na hora do adeus

Maio 30, 2008 às 2:28 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | Deixe um comentário

No passado dia 28, desapareceu fisicamente Maria de Lurdes de Azevedo, que, nos últimos tempos, vinha laborar na área da assessoria de imprensa. “Jornalista de formação, Maria de Lurdes de Azevedo, divorciada, deixa uma filha de sete anos. Foi assessora de Informação e Imprensa da Presidência da República de Cabo Verde, jornalista da Rádio Nacional, e, ainda estudante universitária, colaborou com três jornais nacionais. Deixa ainda vários textos escritos em prosa e poesia”. [in A Semana]

LUS DI NHA ALMA

Maio 30, 2008 às 2:03 pm | Publicado em Cânticos e Poesia | 2 comentários

 

(Pa louva Nancy Vieira i se CD intituladu LUS) 

 

LUS

lumia nha alma

klaria bu pesoa

brilha nos alfabetu

//

LUS

di dentu nos

fetu pa nos

pa nos sabura

na nos lingua

skultor di nos alma

//

LUS

ton xeretinhu

sima bu bistidu

na bu LUS

Oh!

Forti N kre-l txeu !

//

Di LUS

N ka tenba skesedu

N ka skeseba

N ka skese

N ka sa ta skese

N ka ta skese

N ka pode skese

N ka kre skese

N ka ten ki skese

//

LUS

di nha alma,

sangi ka ta labadu

i ki dja ka ta disdja

nen si xa bira kafe !

Bunitesa-l amor

sabura-l nos falar

nes grafemas klaridozu

na kadensia nos melodia

ku bu rostu-l prinseza

dentu-l alma kabuverdianu

da tudu mas LUS !

  

Marsianu nha Ida padri Nikulau Ferera

 

ISTO É FAMÍLIA

Maio 30, 2008 às 1:58 pm | Publicado em Cânticos e Poesia | 2 comentários

 

SENTIR-SE AMADO

ACARICIADO E FARTO

OS PRIMEIROS PASSOS ENSAIANDO

 

 

ISTO   É   FAMÍLIA

 

 

CASA JARDIM

ESCOLA IGREJA

AS PRIMEIRAS LETRAS, APRENDENDO

 

 

ISTO   É   FAMÍLIA

 

 

PAI, MÃE, IRMÃOS

AVÓS, TIOS, PRIMOS

A PRIMEIRA INFÃNCIA VIVENDO

 

ISTO   É   FAMÍLIA

 

LICEU, PROFESSORES, COLEGAS

BIBLIOTECA, CAMPO, DESPORTO

COM A HUMANIDADE CONVIVENDO

 

ISTO   É   FAMÍLIA

 

CRIANCA, JOVEM, ADULTO

MULHER FILHOS NETOS

NESTE MUNDO…UM SÓ PAÍS

UMA SÓ FAMILÍA … A HUMANA

 

 

 

 

 

Autoria de “Nana dy Pala Lopy”

Praia dy Santa Maria,aos 31 de Dezembro de 1994

 

Televisões portuguesas não cumprem contrato de concessão

Maio 26, 2008 às 6:06 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

RTPAs três televisões generalistas não cumpriram no ano passado as suas obrigações, tendo a RTP falhado na difusão de obras em português e a SIC e TVI nos programas de debate e entrevistas, segundo o Relatório de Regulação de 2007 da Entidade Reguladora para a Comunicação Social hoje divulgado.
De acordo com este Relatório de Regulação, a monitorização da emissão dos canais portugueses mostrou “insuficiências claras” no cumprimento das obrigações da RTP, nomeadamente no que diz respeito a programas formativos e dirigidos aos jovens e crianças, mas também na quota de difusão de obras de produção em língua portuguesa.

[….]

Os canais privados SIC e TVI também foram acusados de incumprimento, tendo ambos falhado a obrigação de emitir programas informativos de debate e entrevista autónomos e com periodicidade semanal. A ERC adianta ainda que a TVI não cumpre a obrigação de emitir diariamente programas dirigidos ao público juvenil e infantil, no período da manhã ou da tarde”. [in Público] Por acaso, já pensamos em tentar ver como é que as coisas estão em Cabo Verde?

Um estúdio musical para Boa Vista

Maio 26, 2008 às 5:45 pm | Publicado em Revista NÓS MEDIA | 1 Comentário

“Para os músicos boavistenses, faz falta na ilha um estúdio de gravação para os artistas de uma ilha que muito já contribui para a música de Cabo Verde. Ademais, é já grande número de artistas que aspiram gravar o seu CD e por falta de meios para deslocar à cidade da Praia esperam a sua vez na fila. A abertura de um estúdio musical, segundo presentes no encontro, apenas depende da vontade e da determinação dos próprios músicos, que deverão preparar propostas e apresentá-las a produtores e empresários do ramo musical”. [in A Semana]

Porquê Cabo Verde?

Maio 16, 2008 às 4:19 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | 5 comentários

A pergunta que vem no título deste post foi colocada pelo autor cujo nome vem a seguir a esta nota introdutória e foi publicado na edição de 12 de Outubro de 2007 do jornal moçambicano ‘A Savana’. Aparentemente, o artigo pode ter perdido actualidade em termos temporais, mas a nível do conteúdo, faz todo o sentido a sua leitura. Desde logo, para termos uma visão de quem está de fora sobre o nosso país. Também porque, dois dias antes das eleições autárquicas, faz todo o sentido ler um artigo que aborda a questão do desenvolvimento do país, traçando coordenadas geográficas, históricas, políticas, sociológicas, entre outras. Por fim, porque o próprio autor do artigo acaba de ser notícia, por causa de ser o único jornalista a representar os PALOP no concurso “Jornalista Africano de 2008”. Por todos esses motivos, vale a pena acompanhar o autor neste “porquê Cabo Verde?”

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Por Fernando Lima*

“Está em alta a publicações de índices internacionais sobre os mais variados assuntos. Ao nível dos Estados, argumentam os especialistas que esta visibilidade encoraja a noção de transparência que deve presidir à gestão da coisa pública.
Os governos e os seus propagandistas, sobretudo ao nosso nível, empurram para debaixo da alcatifa os maus resultados e puxam para as parangonas os números de prestígio. Há mesmo quem pratique ilusionismo com números e percentagens. Como aconteceu recentemente com o índice “fazer negócios” patrocinado pelo Banco Mundial. Moçambique teve mais notas negativas que positivas, mas como subiu algumas casas no “ranking” foi motivo de assinalável sucesso.
Mas é um outro país que me surpreende sempre pela positiva nestas estatísticas internacionais. Cabo Verde.
Quer se trate de corrupção, liberdade de imprensa, boa governação, fazer negócios, Cabo Verde é sempre o PALOP de vanguarda.
No índice mais consensual que é anualmente divulgado pelas Nações Unidas, o Índice do Desenvolvimento Humano, Cabo Verde ocupa o 106º. posto, bem à frente de todos os outros países PALOP. Moçambique, por exemplo, está no 10º. lugar a contar da cauda, o que não é mau para quem já foi mesmo último.
O que será que os cabo-verdianos fazem melhor que os seus irmãos PALOP ?
Recursos não têm. Aí os angolanos dão cartas mas nem por isso estão mais prestigiados pois ocupam habitualmente lugares abaixo dos seus “rivais” moçambicanos.
Cabo Verde de verde mesmo só tem o nome. Há excepção da Ilha de Santo Antão, onde cana de açúcar dá para fazer grogue em alambique tradicional, Cabo Verde é pedra e poeira.
Da independência a 1980 estiveram ligados ao projecto político que os uniu à Guiné-Bissau. Muitos quadros do movimento de libertação, o mais conhecido e prestigiado entre os PALOP, vinham de Cabo Verde. Os guineenses golpearam o presidente e praticamente expulsaram os cabo-verdianos do país, à mistura com muitos insultos. O que também acontece sem golpe em Angola e São Tomé onde há assinaláveis comunidades de caboverdianos. Da Guiné fala-se hoje como “estudo de caso” como Estado falhado. Mais fundo não pode bater, agora que parece um enorme acampamento do narcotráfico em trânsito para a Europa.
Os cabo-verdianos “refizeram-se” politicamente no arquipélago de chuvas avaras. Ultrapassaram politicamente os seus cismas “trotskistas”, uma relação difícil com a igreja católica que custou ao partido independentista a primeira eleição com sabor multipartidário.
Ao contrário do que aconteceu noutros processos africanos – veja-se a Zâmbia e o Quénia – o partido independentista não se desintegrou com a perda do poder. Deu a volta aos dinossauros, lavou a cara, refrescou o discurso e provou que também em África é possível a prática do paradigma da alternância democrática, sempre referenciada nos manuais de ciência política.
Há falta de recursos naturais argumenta-se que, sendo ilhas, é sempre possível atrair ajuda internacional. Tem alguma fundamentação, mas veja-se o caso de São Tomé, país muito mais pequeno, um aglomerado de famílias, mas onde os políticos andam invariavelmente de costas voltadas e os polícias se divertem em golpes e contra-golpes de opereta.
Com escassez de argumentação contrária até há quem diga que não são africanos. Como os etíopes que também têm as suas próprias teorias de identidade.
Arrisco um pequeno palpite numa semana em que discutia amigavelmente, em tempestade de ideias de fim de semana, alguns desafios ao desenvolvimento.
Uma das chaves do sucesso caboverdiano são os seus recursos humanos. E são os recursos humanos que alavancam – um jargão que está em moda – este pequeno país para os índices e “rankings”que conhecemos.
Há dias fiquei a saber que os dinamarqueses lideram o índice de felicidade. Fiquei frustado por não saber ocupado pelos caboverdianos.
Mas a julgar pelo agitar do “funaná” não devem estar mal cotados.

*Espinhos da Micaia

Fonte: SAVANA – 12.10.2007” [in  Comunidade Moçambicana]

Prémio CNN/Multichoice: moçambicano é finalista

Maio 16, 2008 às 3:36 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

O moçambicano Fernando Lima é um dos finalistas do prémio  “Jornalista Africano 2008” patrocinado pela cadeia de televisão CNN e pela Multichoice. Lima concorreu com um conjunto de trabalhos publicados no jornal “Savana” de Maputo alusivos às cheias no rio Zambeze no início do ano de 2007.

Entre as obras seleccionadas se destacam a reportagem “Um Vale de Lágrimas”, e um texto analítico “Lufada de ar fresco nas calamidades”, sobre as mudanças imprimidas à instituição de gestão dos desastres naturais em Moçambique. Complementavam os artigos, duas colunas de opinião – “calamity jane” e “sindrome tou pidir” – um retrato jocoso e irónico sobre o fenómeno da dependência e da indústria assistencial em África.

A equipa do “Savana” integrava igualmente o repórter fotográfico Naita Ussene. O “Savana” é o mais antigo semanário independente de Moçambique e é propriedade da Mediacoop SA, uma empresa controlada por jornalistas.

 

Fernando Lima é o único profissional dos PALOP (Países de Língua Oficial Portugal) a atingir a final, sendo igualmente candidato ao prémio da categoria dos géneros jornalísticos para rádio, televisão e imprensa em língua portuguesa”. [in Visão News]

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Candidatos Finalistas:

Fernando Lima, Jornal Savana, Moçambique

Lucas Ajanaku, TELL Magazine, Nigéria

Barbara Angopa, NTV, Uganda

Deji Badmus, Channels Television, Nigéria

Marjorie Copeland, freelancer para a Marie Claire, África do Sul

Kennedy Gondwe, freelancer para a Hone FM, Zâmbia

John Grobler, freelancer para o The Namibian, Namíbia

Israel Laryea, Joy FM, Gana

Emmanuel Mayah, Sun Newspaper, Nigéria

Mwondoshah Mfanga, The Guardian, Tanzânia

Richard Mgamba, Sunday Citizen Newspaper, Tanzânia

Peter Moyo, e.tv, África do Sul

Bamuturaki Musinguzi, The EastAfrican Newspaper, Uganda

Mutwiri Mutuota, Kenya Times, Quénia

Boniface Mwangi, The Standard, Quénia

Koumouréoua Issa Napon, Radio Télévision du Burkina, Burquina Faso

Evaline Ngono, Cameroun Radio Télévision, Camarões

Daniel Nkrumah, Daily Graphic, Gana

Godwin Nnanna, BusinessDay, Nigéria

Nassima Oulebsir, Le Jeune Indépendant, Argélia

Hopewell Rugoho-Chin’ono, Television International, para a Zimbabwe Broadcasting Corporation, Zimbabué

Seyoum Tsehaye, Eritreia

Sasha Wales-Smith, serviço especial, SABC, África do Sul

 

“A Ilha dos Escravos”: um filme para não se esquecer o passado

Maio 10, 2008 às 11:06 am | Publicado em Comunicação e Sociedade | 2 comentários

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“Nha Júlia, a velha escrava a quem chamavam feiticeira e dava cobertura ao esconderijo dos escravos fugidos dos barcos, exibindo no rosto o traço rasgado do mau trato nos campos da cana do açúcar em Santo Antão (actriz brasileira Zézé Mota) e o “mestre “Tesoura”, o negociante escravo que fugira do Brasil, interpretado pelo actor Milton Gonçalves, e que foi fuzilado sob o grito de “Cabo Verde será livre!”, são as mais marcantes personagens do filme “A Ilha dos Escravos” que estreou , em Lisboa, ontem”. [in A Semana]

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