Artista da Semana

Março 28, 2009 às 1:25 am | Publicado em Cabo Verde, Cânticos e Poesia | Deixe um comentário

BETO DIAS…

beto-dias

Por tudo o que tem feito pela cultura cabo-verdiana. E mais: por tudo aquilo que tem feito pela divulgação de Cabo Verde fora do país e pela divulgação de Tarrafal dentro do arquipélago.

Beto Dias é um jovem que cedo seguiu o caminho que marca o destino de grande parte dos cabo-verdianos: a emigração. No chão da Holanda, Beto canta Tarrafal, Cabo Verde e o mundo. Canta o amor, a dor e a saudade.

Dono de uma voz singular, Beto é um dos mais proeminetes jovens músicos de Cabo Verde, embalando-se em diversos ritmos, como fananá, cabo-zouk, slow, entre outros.

Deto Dias iniciou uma carreira de sucesso com o agrupamento musical Rabelado, que veio a se desagregar, tendo depois seguido uma carreira a solo, que já lhe deu cinco álbuns. O último foi conhecido publicamente por estes dias e tem como título ‘Totalmente di Bó’. Depois do trabalho, tem que se colher o fruto. Por isso, por estes dias, está numa digressão pelas belas ilhas crioulas, apresentando ao público o fruto do seu trabalho. Parabéns pelo sucesso.

Aos fins de semana…

Março 28, 2009 às 1:21 am | Publicado em Cabo Verde, Cânticos e Poesia | 2 comentários

Tendo em conta a riqueza da música, das artes plásticas, do mundo literário e da diversidade da expressão cultural cabo-verdiana, decidimos dar, senão todos os fins-de-semana, pelo menos em alguns, destaque a um artista ou agrupamento musical de Cabo Verde. Tratamos as questões relacionadas com os media, mas a música e a arte, em geral, também não deixam de ser uma excelente forma de comunicação, permitindo que haja uma interacção de uma massa populacional com um conceito de olhar, viver ou sentir a vida. Portanto, a partir de hoje, começa a rúbrica Artista da Semana.

PARABÉNS CABO VERDE: Multiplique 31 por INFINITO

Julho 5, 2006 às 12:37 pm | Publicado em Cabo Verde | 3 comentários

5 DE JULHO: uma data histórica que preenche o imaginário de qualquer cabo-verdiano, que sonha com UM Bandeira da Guiné-BissauPAÍS MELHOR.
 


Há trinta e um anos atrás, no centro do Atlântico, içava-se uma bandeira de três cores, com uma estrela negra no centro do vermelho. Era o nascimento de um país que se dava pelo nome de Cabo Verde. Hoje, trinta e um anos depois, o azul do Atlântico invadiu a as cores da bandeira.
Neste dia especial, apetece-me dizer PARABÉNS, Cabo Verde, pelos trinta e um anos.

Thugs, Cáçu Bódi e outros Cancros da Sociedade Cabo-verdiana

Abril 25, 2006 às 11:31 pm | Publicado em Cabo Verde | 4 comentários

Anteontem, passei um bom bocado de tempo a discutir com um colega meu sobre as questões de insegurança em Cabo Verde. Cada um de nós dava o seu ponto de vista sobre o que fazer com a situação social no nosso país, onde os famosos “thugs” têm espalhado terror de uma ponta a outra da Cidade da Praia. Ponderámos várias soluções, umas mais radicais, outras mais flexíveis. No entanto, por bem ou por mal, não somos nós que, directamente, vamos ter que tomar essas decisões, embora a natureza da situação preocupa e invoca a atenção de todos os que se sentem cabo-verdianos e que querem ver este país a melhorar.
Discutimos da parte da noite e logo no dia seguinte li que um jovem foi esfaqueado perto da discoteca ZERO. E logo pus-me a pensar: meu Deus, isso não vai ter fim?
Mas, parece que não: é que hoje uma amiga mandou-me uma mensagem a dizerque tentaram assaltar-lhe e que uma amiga sua viu uma faca colada ao pescoço. E aí perguntei: estamos em Cabo Verde ou estamos no Rio de Janeiro [sem nenhum sentimento negativo para com aquela cidade brasileira]?
Não tenho nada contra o free-style [os gajos que andam com calças largas]. Mas, que esses “thugs” devem ser combatidos ferozmente, isso é verdade. E ainda pergunto: porquê que tantas vezes a Electra promove apagão em Cabo Verde? Será que é para auxiliar a actividade dos “thugs”?

Sonho

Fevereiro 1, 2006 às 10:15 am | Publicado em Cabo Verde | Deixe um comentário

SN1.jpg Um artista sonhou com S. Nicolau… uma pequena parcela de Cabo Verde. Sonhou e acordou. Acordou para sentar-se diante do seu computador e juntar pequenos pedaços daquele pedaço do nosso arquipélago… e deu nisto: uma imagem linda, que não é verdadeiramente a Ilha de S. Nicolau nem algo que se possa comparar.
É apenas um pedaço de sonho de alguém que aprendeu a amar a sua terra. Deliciem com esta imagem. Afinal, não é todos os dias que somos confrontados com algo de rara beleza.

Há 33 anos naufragava uma parte de Cabo Verde

Janeiro 20, 2006 às 11:25 am | Publicado em Cabo Verde, Política | 2 comentários

Amílcar Cabral

33 anos depois, a História deu razão a Amílcar Cabral: Cabo Verde, embora sendo um país insular, consegue ter um papel na geografia do mundo, quanto mais não seja, como um país independente. Era num dia como hoje… corria o ano de 1973… Amílcar Cabral tombara gloriosamente na luta para a libertação de dois povos: os guineenses e os cabo-verdianos. Hoje, em memória, Cabral é uma figura presente no imaginário de qualquer cabo-verdiano. Por isso, o povo aprendeu a entoar a voz para dizer “Cabral ca mórri“.

Os que construíram obras como as de Amílcar Cabral, de facto, nunca hão-de morrer. Permanecer-se-ão na mente de todos, do povo humilde aos mais burgueses ou letrados, como uma figura mítica a quem se recorre nos momentos mais difíceis com que a vida nos confronta.

Cabral ca Mórri“. De facto, Amílcar Cabral não morreu. Está presente em cada um de nós. Não no nosso corpo, é claro. Na nossa alma… no espírito de luta do povo cabo-verdiano… no facto de não nos conformarmos com as limitações que um país insular e fragmentado em várias ilhas tem; na nossa ousadia.

Cabral ca Mórri“. De facto, Amílcar Cabral não morreu… se olharmos para a força do povo cabo-verdiano, a florescência da juventude crioula, teremos a plena noção de que “As Crianças São as Flores da Revolução“. Daquela Revolução… a que um dia nos conduziu à liberdade… Era 05 de Julho de 1975… Corria cerca de dois anos depois do desaparecimento físico de Cabral…

No entanto, o pai da libertação deixou, nos cabo-verdianos, uma herança: a persistência, a coragem e a fé no progresso. Oxalá que todos tenham bebido nessa fonte.

Silvino Lopes Évora

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Escreve Liberal que “a notícia horrorizou cabo-verdianos e guineenses. Chocou as consciências de africanos e portugueses. Indignou quantos, em todo o mundo, se situavam no campo da Liberdade dos povos. Foi há 33 anos – a 20 de Janeiro de 1973, Amílcar Cabral foi assassinado em Conakry. Se os enredos que conduziram ao crime ainda hoje estão por esclarecer cabalmente, algo ficou desde logo indesmentível: o miserável acto não anularia a vontade firme dos povos da Guiné e de Cabo Verde de firmar o seu direito inalienável de Independência.
Nascido a 12 de Setembro de 1924, em Bafatá, filho de cabo-verdianos, Amilcar Cabral, engenheiro agrónomo, era/é uma das mais significantes bandeiras de África. A sua luta (e a dos povos com que ele se identifica) merecia/merece o respeito dos que colocam os Direitos Humanos e a Liberdade como fundamentos das suas opções.
Há 33 anos, Cabral foi assassinado. Todavia, Cabral não morreu”.

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