Parabéns, Nós Media. Parabéns, Silvino.

Novembro 9, 2009 às 3:47 pm | Na categoria Blogues: Media & Jornalismo | 6 Comentários

Ontem, 8 de Novembro de 2009, NÓS MEDIA completou 5 anos de existência. Foi, a 8 de Novembro de 2004 que comecei a rabiscar alguma coisa, dando passos incertos no velhinho www.nosmedia.blospot.com. Posteriormente, com alguns problemas que houveram nas plataformas do blogspot, acabei por migrar o blogue, com todo o seu conteúdo, para esta casa, cedida gentilmente pela wordpress. Nos últimos tempos, as coisas andam complicadas. A falta de tempo tem feito o blogue ficar muito tempo sem actualização. São várias coisas que concorrem entre si que, depois, sinto-me obrigado a dar mais tempo às mais prioritárias e cujo compromisso quase sempre me ultrapassa.

Porém, devo dizer que não é só o blogue que está de parabéns: o blogueiro também. Precisamente, foi há 10 anos que entrei na Universidade de Coimbra para cursar jornalismo. Foi a 9 de Novembro de 1999 quando, às 8h30 da manhã, fui ao Auditório III da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Estaria eu perdido por aí pelos espaços dos corredores quando deparei com um senhor com a sua pasta na mão a passear de um lado para outro. Perguntei-lhe pelo Autidório III e apontou-me o dedo; logo vi que estava à frente do referido auditório. Sentei-me: uns minutos depois ele começou a trocar umas parcas palavras comigo, tentando saber quem eu era, de onde vinha e ao que vinha. Contei-lhe. Depois disse-me que os meus colegas começariam a chegar dali uns minutos e que a aula iria começar: dito e feito! Alguns minutos passaram, chegaram quase todos ao mesmo tempo. Foi um surpresa. Foi assim que comecei logo a dar a cadeira de Sociologia Geral. Hoje, sinto-me feliz e a próxima meta será defender a tese de doutoramento que espero ser daqui a menos de um ano. Vou fazer por isso. Por esta razão, os dias deste blogue não deverão ser tão agitados como noutros tempos.

O meu primeiro livro de poemas

Setembro 30, 2009 às 5:53 pm | Na categoria Cânticos e Poesia | Deixe o seu comentário

Capa-Rimas-no-deserto-A‘Rimas no Deserto’ é o título da primeira obra poética de Silvino Lopes Évora que, depois de mais de uma década a escrever para círculos restritos, decide agora dar a conhecer ao grande público a sua poesia. O livro será apresentado no próximo dia 3 de Outubro, pelas 16 horas, na Livraria…, em Roma, Lisboa. A apresentação está a cargo da jornalista portuguesa Otília Leitão. Por outro lado, estará presente a moçambicana Elsa Noronha, especialista em cântico poético, que vai dizer alguns poemas do autor constantes na obra a ser apresentada. Para animar a plateia, vão fazer-se ouvir as vozes de Edson Alves e Ilda Fortes, que vão folhear o livro de conhecidas músicas nacionais, celebrizadas por grandes vozes que, ao longo dos tempos, deram melodia às letras cabo-verdianas.

Silvino Lopes Évora é natural de Chão Bom, Concelho do Tarrafal de Santiago. Depois de dois anos de experiência a dar aulas na Escola Secundária do Tarrafal, viajou para Coimbra para cursar Jornalismo, depois do qual especializou-se em Jornalismo Judiciário. Prepara, neste momento, a sua tese de doutoramento em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho, onde, em 2006, concluiu o Mestrado na mesma área com a classificação máxima. A apresentação de ‘Rimas no Deserto’ em Cabo Verde acontece oportunamente.

 

Sinopse do Livro

 

Rimas no Deserto é uma obra híbrida que procura, através da poesia, captar a atmosfera social do mundo moderno, olhando para várias problemáticas, equacionando determinadas questões, interrogando a vida e a forma como, muitas vezes, certas pessoas têm que remar contra ventos e marés para poderem pôr de pé um projecto de vida. Olha para Cabo Verde, questiona o impacto da falta de pluviosidade na vida das populações e a condição arquipelágica do país, que coloca as pessoas de frente com o mar, que é fonte de dor e de esperança: dor da saudade daqueles que partem e esperança de que possa ser o caminho para uma comunicação fluente com outros mundos. A obra não olha só para o arquipélago, mas para a África, de uma forma geral, captando a forma anímica como as pessoas lutam para vencer, contrariando a força do vento. Daí rimarem no deserto, que é como quem diz, remarem contra as dificuldades.

Rimas no Deserto é uma obra abrangente. Da África, salta para a Europa, fala da magia da Cidade de Coimbra, canta a força das águas do Rio Mondego, o amor e aborda questões existenciais da vida, do lugar que a palavra ocupa para criar os sentidos à volta do ser humano, dos seus sentimentos, do seu mundo e da sua existência. Rimas no Deserto fala do mar, da partida, da saudade, do amor, do silêncio, da noite, do fogo do vulcão, da luz e das trevas, das superstições que povoam o imaginário das pessoas, da sensibilidade da mulher e até de heróis da guerra. 

Artemisa Ferreira lança um DESEJO poético

Setembro 20, 2009 às 10:26 pm | Na categoria Cânticos e Poesia | Deixe o seu comentário

Acaba de sair para o mercado, pelas mãos da Corpos Editora, o primeiro livro de poesia de Artemisa Ferreira, uma jovem cabo-verdiana que se apresenta no universo poético. O livro traz um prefácio por mim escrito, que deixo aqui como aperitivo para quem pretender entrar para o universo poético da nossa amiga.

 

Desejar da Poesia a Carne do Ser da Existência

Quem nos convida para navegar por uma obra poética, automaticamente, nos convida para ler os sentimentos que enobrecem uma alma. Muitas vezes, a poesia traz ao de cima o humanismo de uma alma presa a um corpo. Uma alma que procura uma ponte entre o mundo do ser e o há-de vir, entre o homem e o além, entre a existência e a transcendência, entre a carne e o Verbo. Do Verbo se faz carne, da poesia se faz alma, da alma se faz poeta, da carne se faz existência e, no Verbo, o homem se encontra na sua dimensão eminentemente humana.

Percorrer o tracejado poético de um autor é descobrir sentimentos, seguindo as pegadas das emoções que ficam estendidas entre os estrofes. Emoções que jazem nos versos, que contam histórias de um percurso, fazem o retrato de uma existência e reconstroem o percurso sentimentalista de um poeta. Estas linhas descontínuas de sentimentos estão presentes nos poemas de Artemisa Ferreira, uma jovem autora que se lança no mundo dos livros, mas não no dos poemas, já que o seu desejo de escrever tem atravessado grande parte do seu existir enquanto pessoa. Desde muito jovem, Artemisa Ferreira percebeu que existe uma forma de viver – não melhor e nem pior do que as outras – que consiste em enformar, poeticamente, os desejos da carne e os sentimentos da alma. E assim, traçou um percurso existencial em que o Verbo consola a carne quando os sentimentos atormentam a alma. Alma mais poesia: Poeta. Sentimentos mais palavra: Poema. Verbo mais emoção: Poesia. Verbo mais Carne: Homem.

Nas poéticas de Artemisa Ferreira, encontramos um turbilhão de desejos, que acabam por enformar um conflito de sentimentos. Entre a tristeza e a alegria, encontramos o desejo de amar. Entre as certezas e as incertezas, encontramos o desejo de lutar. Entre a distância e a presença, encontramos o desejo de partir. Entre lá e cá, mora a saudade. Um sentimento que ultrapassa o simples desejo de estar com alguém ou em lugar algum, querendo, antes de mais, ser alguém ou de algum lugar. Ser no sentido de mesclar o eu com o outro para conseguir um nós; o Barlavento e o Sotavento para ter Cabo Verde; a distância e a saudade para ter a presença ausente; o país e a diáspora para ter o mundo; a existência e coexistência para ter a sociedade; a palavra e a credibilidade para ter a confiança; o eu e o ego para ter o alter; o desejo e o Verbo para ter a poetisa.

Nos poemas de Artemisa Ferreira, encontramos uma louca manifestação de amor. Um amor incondicional por um país que a viu nascer; um amor pela vida; um amor ao próximo; um amor pela carne, que se traduz no seu próprio desejo. Da vontade de partir para correr atrás de um sonho, encontramos dez ilhas, com duas mãos. Todos unidos pelo mesmo laço: unidos pelas duas mãos que fazem do cabo-verdiano um homem trabalhador. Poeticamente, Artemisa Ferreira constrói o percurso de um cabo-verdiano em movimento constante: um ser que anda de ilhas em ilhas. Chegando à diáspora, quer construir a sua própria ilha porque, na ilha nasceu, ali cresceu e na ilha quer viver. Um povo que vive com o mar: o mar que dá o sustento da família; o mar que indica o caminho da partida; o mar que simboliza a saudade; o mar que impede que se parta; um mar de contradições. Dá peixe para alimentar o corpo, mas, possibilitando a partida, deixa saudade para atormentar a alma. Proporciona belos momentos de lazer pelas praias ao sabor de frescas águas de coco, mas também oferece cenários de dúvidas e medo, querendo saber se a partida se reencontrará num regresso. Por isso, os poemas de Artemisa Ferreira procuram captar estes contrastes do mar e do mundo em que a alma e o corpo lutam para definir uma forma de existência.

Na vida e no amor, da guerra entre a alma e o corpo, Artemisa Ferreira existe. O corpo se estremece num suspiro ofegante, entre dentadas no pescoço e fôlegos sufocantes. A alma suspira… não de alívios, mas de tensão. Não estando o corpo parado, a alma acompanha-o nas suas loucuras. Na sua existência poética, Artemisa Ferreira começa a sentir que os lábios se tocam; sem pedir licença, os seus beijos são roubados; num ímpeto e sem perdão, o seu sexo é invadido; sem piedade, apodera-se do seu corpo, do seu ego, da sua alma, do seu ser. Mas, não cai num abismo. Cai, sim, num desejo profundo, que invade uma escuridão do fim do mundo para tornar húmida a noite, como as paredes do quarto.

Corpos estendidos em cima da cama, somando o calor e o desejo. De secos a molhados, uma batalha entre os corpos. Para além da húmida noite rasgada, os corpos sentiram a necessidade de ensaiar uma dança. Ele insaciável e ela ofegante, ouve-se gemidos, sente-se desejos. Gemidos que se estendiam pelo horizonte… porque eram de fúria… e de paixão. Ardente. Provocante. Uma paixão que nasceu de um olhar captado pelos olhos de lírios. O seu coração, o vento colocou no peito dele. O seu corpo, aos braços dele. O seu grito, aos ouvidos dele. E assim, Artemisa Ferreira constrói o seu DESEJO.

 

 

Silvino Lopes Évora

Investigador na Universidade do Minho.

Nestes dias, Cabo Verde tornou-se num grande lago

Setembro 19, 2009 às 2:19 pm | Na categoria Comunicação e Sociedade | Deixe o seu comentário

Lago by you.

[Crédito da Imagem: Expresso das Ilhas]

Há uma semana que Cabo Verde vem debatendo com uma carga de água que se lança sobre as ilhas. Ironia do destino, a chuva – que sempre foi a grande queixa dos cabo-verdianos porque a sua ausência deixa a terra seca, sem produzir o pão para alimentar os filhos da terra – hoje está a causar um grande problema aos residentes nas ilhas, tendo já roubado algumas vidas. Toda  a solidariedade para com os nossos irmãos e que essa tempestade passe. Precisamos de uma chuva mais equilibrada, que beneficie os campos de cultivo. Não uma tempestade que desafia a força das pessoas, roubando-lhes a vida.

Jornalismo e Comunicação: oferta formativa em Cabo Verde

Setembro 18, 2009 às 11:02 pm | Na categoria Comunicação e Sociedade | 1 Comentário

Nesse início de ano lectivo, vale a pena lembrar que Cabo Verde já apresenta várias alternativas nos cursos ligados à comunicação social. Hoje, quem pretender obter uma formação que lhe permite trabalhar como jornalista, publicitário, profissional de marketing, relações públicas, assessoria de imprensa ou secretariado executivo tem algumas opções no pequeno ‘parque de ensino superior’ existente em Cabo Verde:

Resta-nos recordar ainda que, a nível da formação pós-graduada, temos a Pós-graduação em Estudos Mediáticos da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde e o Mestrado em Jornalismo que vai ter a primeira edição este ano lectivo na Universidade de Cabo Verde.

Ciências de Comunicação: médias de entrada em Portugal

Setembro 18, 2009 às 10:22 pm | Na categoria Comunicação e Sociedade | 1 Comentário

Setembro é o mês da reentre em várias áreas: política, tribunais, escolas, entre outras. As Universidades preparam-se para abrir as portas e eis que o site Ponto Media apresenta-nos as médias de entrada dos principais cursos de comunicação e jornalismo em Portugal:

Ciências da Comunicação – U Nova Lisboa – 16,80 – (85)
Ciências da Comunicação – U Porto – 16,22 – (75)
Ciências da Comunicação – U Minho – 15,94 – (60)
Ciências da Comunicação – ISCSP – 15,70 – (62)
Jornalismo – Politécnico Lisboa – 15,65 – (60)
Jornalismo – U Coimbra – 15,50 – (40)
Comunicação Social – Politécnico Coimbra – 14,80 – (40)
Ciências da Comunicação – Universidade do Algarve – 13,56 – (35)
Ciências da Comunicação – UTAD – 13,54 – (61)
Comunicação Social – Politécnico Setúbal – 13,53 – (40)
Ciências da Comunicação – U Beira Interior – 13,36 – (50)
Comunicação Social e Ed. Multimédia – Politécnico Leiria – 13,07 – (40)
Jornalismo e Comunicação – Politécnico Portalegre – 12,61 – (35)
Comunicação Social e Cultura – U Açores – 12,22 – (23)
Comunicação Social – Politécnico Viseu – 10,97 – (75, sobraram 10)
Comunicação Social – Instituto Politécnico de Tomar – 10,00 – (35, sobraram 13)

[Créditos: PontoMedia]

África vista pelos europeus

Setembro 15, 2009 às 1:15 am | Na categoria Comunicação e Sociedade | 1 Comentário

Por estes dias, têm corrido notícias sobre a opinião emitida por um espanhol sobre a apreciação (neste caso, falta dela) que os europeus fazem do cinema africano. A opinião foi emitida pelo jornalista Javier Tolentino, coordenador de um programa radiofónico sobre a cultura na Rádio Nacional Espanhola, que participava no IV Festival de Cinema Documentário de Moçambique (Dockanema). Para os jornais digitais africanos, que não cansaram de fazer eco sobre o assunto, parecia uma grande tese. Ora, está mais do que visto que de tese e novidade não havia grande coisa ali. É basta ir-se às salas de cinema europeias para se ver que, em termos da produção africana, regista-se um deserto; basta sintonizar as televisões generalistas europeias para se ver que aquilo que é africano está completamente ausente das grelhas de programação. Basta folhear as revistas e os jornais que se dedicam à crítica da arte para se ver que raras são as vezes que é destacado coisas produzidas por um africano. Não é só a nível do cinema não, Javier Tolentino. Quase nada que vem da África interessa aos europeus, dos quais muitos olham para África sempre como ‘aquele enorme ‘país’ onde há gente a morrer de fome, a dormir nas palhotas ou em cima das árvores, junto com as corujas’. Portanto, é senso comum o facto de não haver muita consideração, pela Europa, em relação àquilo que é feito em África. Não tem nenhum elemento novo.

Restart

Setembro 14, 2009 às 12:49 am | Na categoria Blogroll | 2 Comentários

Mais do que em relação a um jornal, editar um blogue é lidar com incertezas. No caso dos jornais, a questão que se coloca é, grande parte das vezes, de foro económico. Mas, como a edição dos blogues é uma tarefa que exige apenas uma ligação à rede, esse problema não é tão determinante. O que é fundamental, neste caso, é a motivação. Como a maioria dos blogues apenas tem um autor, o mais certo é assumirmos que os blogues são produtos constantemente em risco. Basta o autor acordar sem motivação para que uma voz se cale. Por isso, temos, nos últimos tempos, atravessado um período de alguma turbulência na vida de NÓS MEDIA. De um lado, está um conjunto de obrigações que, para além de esgotarem o meu tempo, roubam-me o ânimo para fazer outras coisas; por outro lado, quando não temos disponibilidade para fazer grandes reflexões sobre os textos que publicamos, também não nos sentimos muito motivados. Por essa razão, NÓS MEDIA atravessou um momento de algum declínio nos conteúdos, que depois veio a traduzir-se numa féria de Verão. Depois de alguma reflexão, entendemos que o prazo de validade do blogue ainda poderá prolongar-se por mais uns tempos. Desta forma, o blogue reabre as portas neste ‘rentrée’ de Setembro, a ver se conseguimos caminhar mais um ano.

Silvino Évora, o editor.

‘Rimas no Deserto’: o meu primeiro livro de poesia

Julho 15, 2009 às 12:59 am | Na categoria Revista NÓS MEDIA | Deixe o seu comentário

No mês de Setembro, sairá, no mercado, o meu primeiro livro de poesia. Intitulada Rimas no Deserto, a obra reúne uma colectânea de poemas que foram escritos durante várias etapas. Tem um título curioso. Procura-se, com este título, essencialmente tentar captar as dificuldades de vida de pessoas de diversas camadas sociais e partes do globo que, muitas vezes, perante um deserto de oportunidades, tem que rimar (que, metaforicamente, aqui quer dizer remar, lutar, contrariar as adversidades da vida) para continuar a viver e manter vivo a esperança de alcançar uma vida com mais dignidade e tranquilidade. Portanto, Rimas no Deserto está a caminho. Para adquirir um exemplar, contacta-me já a partir do e-mail: jornalmedia@hotmail.com. Encontrar-nos-emos, mentalmente, nas leituras. Até lá.

As últimas imagens de quando a Pop atingiu o tecto

Julho 13, 2009 às 6:14 pm | Na categoria Revista NÓS MEDIA | Deixe o seu comentário
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