‘Rimas no Deserto’: o meu primeiro livro de poesia

Julho 15, 2009 às 12:59 am | Publicado em Revista NÓS MEDIA | Deixe um comentário

No mês de Setembro, sairá, no mercado, o meu primeiro livro de poesia. Intitulada Rimas no Deserto, a obra reúne uma colectânea de poemas que foram escritos durante várias etapas. Tem um título curioso. Procura-se, com este título, essencialmente tentar captar as dificuldades de vida de pessoas de diversas camadas sociais e partes do globo que, muitas vezes, perante um deserto de oportunidades, tem que rimar (que, metaforicamente, aqui quer dizer remar, lutar, contrariar as adversidades da vida) para continuar a viver e manter vivo a esperança de alcançar uma vida com mais dignidade e tranquilidade. Portanto, Rimas no Deserto está a caminho. Para adquirir um exemplar, contacta-me já a partir do e-mail: jornalmedia@hotmail.com. Encontrar-nos-emos, mentalmente, nas leituras. Até lá.

As últimas imagens de quando a Pop atingiu o tecto

Julho 13, 2009 às 6:14 pm | Publicado em Revista NÓS MEDIA | Deixe um comentário

Os media mataram Micheal Jackson, diz Gay Talese

Julho 13, 2009 às 5:40 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | 1 Comentário

“O jornalista e escritor Gay Talese, convidado da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), afirmou que a imprensa foi a responsável pela morte do cantor Michael Jackson. “Acho que ele foi morto pela imprensa’, opinou Talese. ‘Para mim, há cinco anos, Michael Jackson começou a ser envenenado pela imprensa’.

Para o jornalista – que é conhecido como o ‘pai’ do New Journalism (novo jornalismo) -, a mídia cometeu abusos e noticiou como verdadeiras suposições sobre a vida do cantor. ‘Quero saber exatamente, em um texto compreensível, o que Michael Jackson fez. Simplesmente dizer que ele ‘abusou’ de alguém é pouco evidente. Lamento por Michael Jackson’”. [in ReidoPOP]

‘O poder mediático de Cristiano Ronaldo’

Julho 13, 2009 às 5:33 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | 18 comentários

“A transferência de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid provou que o apelo mediático de um jogador faz muita diferença no momento de se investir milhões e milhões de euros. O internacional português nem sequer estreou e já vem quebrando recordes de vendas e arrecadação. Como disse o presidente do clube, Florentino Perez, os 95 milhões de euros retornarão aos cofres madrilenos antes do que muitos imaginam.

Apenas para se ter uma ideia, no dia da apresentação do avançado, 85 mil adeptos pagaram ingresso e assistiram de pé o megaevento no Estádio Santiago Bernabéu. As camisolas 9 de Cristiano Ronaldo esgotaram-se rapidamente nas lojas da capital espanhola. Mais de três mil exemplares foram vendidos em menos de 24 horas a mais de 80 euros”. [in A Semana]

Benfica dá jogo aos cabo-verdianos

Julho 11, 2009 às 7:38 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | Deixe um comentário

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Sendo Cabo Verde um país ‘amante’ do Benfica, a aposta na integração do canal daquele clube no leque dos serviços da Zap TV configura uma aposta certeira. Para Cabo Verde, o Benfica é tão só o clube com maior número de simpatizantes. Assim, neste início da época desportiva em Portugal, proporciona alguma alegria no seio dos simpatizantes do clube em Cabo Verde. Como anuncia o Expresso das Ilhas, neste início da época, o canal do Benfica, distribuído em Cabo Verde, vai começar a emitir alguns jogos do clube. “O primeiro encontro particular, com o Sion, a 12 Julho, o confronto com o Ajax no Torneio de Amesterdão, a 26, e os jogos da quarta pré-eliminatória da Liga Europa, com um adversário ainda a definir”.

Cabo Verde: internet e telemóvel com problemas

Julho 9, 2009 às 10:32 pm | Publicado em Comunicação e Sociedade | Deixe um comentário

“Há vários dias que os serviços móvel e de Internet estão a apresentar anomalias. São disso exemplo os cortes frequentes nas ligações de internet e as dificuldades para efectuar chamadas na rede móvel.

A nível do serviço móvel, mesmo sem efectuar uma chamada, o utente recebe uma mensagem a avisar que o saldo disponível não permite efectuar a ligação pretendida. Em outras ocasiões, o utente recebe a mensagem de que o seu saldo está a esgotar-se, ainda que na respectiva conta tenha uma quantia superior a três mil escudos”. [in A Semana]

Fonte engana ‘A Semana’

Julho 8, 2009 às 9:59 pm | Publicado em Media & Jornalismo | Deixe um comentário

Depois de ter avançado a notícia sobre a ‘morte’ de Luís Romano, levando consigo grande parte de órgãos de comunicação social com foco na lusofonia africana para o erro, o jornal A Semana sentiu-se obrigado a assumir que foi enganado por uma fonte. Destacamos aqui o último parágrafo da notícia do desmentido. “À família de Luís Romano e aos amigos e admiradores que ficaram consternados com esse falso alarme, este diário digital pede sinceras desculpas pelos transtornos causados. Penitenciamo-nos perante todos porque para nós fica a lição, aprendemos mais uma vez hoje o quão traiçoeiras podem ser as fontes….Mesmo na hora de inventar a morte de pessoas que são queridas e admiradas pelos seus compatriotas e amigos. O Luís Romano, nosso amigo, há-de nos perdoar por essa notícia que o manda para a morte antes do tempo”. [in A Seamana ]

O jornal tomou uma atitude digna, que é divulgar o nome da fonte que o enganou. Assim, alguns outros que no futuro queiram enganar jornalistas, passando falsas informações, hão-de pensar mais do que uma vez. Os jornalistas do A Semana ficaram mal na fotografia, mas, tendo avançado com o nome da fonte, este tal de Jorge Martins que, por acaso é fotógrafo, também não ficou com uma boa pose diante da câmara.

CABO VERDE: 34 ANOS DE PARTIDOLOGIA

Julho 5, 2009 às 9:58 am | Publicado em Ponto de Vista | Deixe um comentário

Fosse ser humano, Cabo Verde estaria a tornar-se num país adulto, a quem se exigiria padrões de comportamentos consentâneos com essa fase de vida. Fosse Homem, Cabo Verde completaria hoje 34 anos de idade; fosse ser humano, Cabo Verde estaria hoje a atravessar a sua meia-idade, em que alguns projectos de vida exigir-se-iam que estivessem encaminhados, sob pena de se perderem no esvair do tempo. Não sendo Homem, mas sim um País, Cabo Verde é apenas um Estado adolescente, que muitas vezes dá sinal de infantilidade. Em 34 anos, o País já conheceu dois regimes políticos, o que o transporta para a sua segunda República. Depois de cerca de 500 anos sob o chapéu da colonização portuguesa, a independência chegou em 1975, depois de décadas de batalhas sangrentas na África Lusófona. Os cabo-verdianos, estes, não lutando no seu próprio país – porque ali não se desencadeou uma batalha militar –, tiveram que sair para fora: uns se alinharam com o regime colonial, indo combater contra os irmãos de sangue em Angola e outras paragens; outros se aliaram, nas matas da Guiné-Bissau, aos reivindicadores da autonomia.

Hoje, 34 anos depois de uma guerra que custou a vida a muita gente, verifica-se que muitos indivíduos ainda estão por identificar o verdadeiro sentido da palavra liberdade. Lutando essencialmente a favor de objectivos pessoais a partidários, vê-se que, a nível da organização interna do País, ainda falta um projecto mental de construção idiossincrática do cabo-verdiano como um ser que coloca os objectivos comuns muito à frente dos objectivos pessoais, partidários e de interesses sectários. Em muitos indivíduos, verificam-se comportamentos que indiciam um entendimento algo truncado do que é a coisa pública. Os partidos e os seus simpatizantes tendem, na maioria das vezes, a diabolizar o adversário e os seus militantes. Há uma exacerbação da colonização psicológica dos partidos sobre o comportamento dos indivíduos e, por mais que se procure as causas desse comportamento, apenas identifica-se elementos que jogam papéis catalizadores, não expressando a totalidade da razão do facto.

Em virtude desse comportamento partidológico (ou seja, os partidos dominam o campo psicológico dos indivíduos, sem que o interesse nacional seja colocado acima dos ‘interesses privados’, embora legítimos), o país já pagou algumas facturas e continua a pagar. A última é a Constituição da República de Cabo Verde que, em vias de revisão, tudo acabou em águas de bacalhau, com reais prejuízos para a melhoria da organização do Estado e da Sociedade. Mas, não é só a Constituição que está em causa. Temos vontade de ter um Provedor da Justiça e não conseguimos porque a partidologia é uma força maior do que a nossa capacidade de união para construir um país mais justo; faz-nos falta um Tribunal Constitucional que, para além de ser um órgão especializado na avaliação da constitucionalidade dos diplomas e das acções, actuando como uma instância correctiva de acções e omissões, aliviaria o Supremo Tribunal da Justiça, que seria mais célere em pronunciar sobre determinadas matérias, com vista a assegurar a eficácia da instância judicial. Não conseguimos isso porque temos dificuldades em aceitar, uns dos outros, opiniões contrárias. Por isso, antes de avaliarmos a posição dos outros, vem, em primeiro lugar, a desconfiança. Daí nunca se chegar a entendimentos que nos levam para caminhos que ponham, acima de tudo, os superiores interesses do país. Temos um órgão de regulação dos sector mediático – o Conselho da Comunicação Social – quase inoperacional, que não tem todos os membros colegiais e os que lá estão, para além da vontade de sair, têm o mandato caducado há bons tempos. Mesmo assim, não há confiança entre as organizações partidárias no sentido de estabelecer padrões de funcionamento desse organismo, quiçá partindo para uma nova modalidade de regulação da actividade da comunicação social, alterando o dispositivo constitucional que impõe o Conselho de Comunicação Social como entidade reguladora e partir para um padrão mais institucionalizado de regulação, em que a instituição tem uma sede, com funcionários que trabalham e se dedicam a estudar, a avaliar e a contribuir para melhorar o estado da comunicação social no país. Dou apenas estes três exemplos porque, se não, a lista será infindável. Portanto, só com esses exemplos dá para evidenciar alguns estragos que a partidologia tem feito a Cabo Verde.

Com tudo isso, não quero dizer que não devemos ter partidos, que não devemos militar em partidos, que não devemos defender os nossos partidos. Estes são, com certeza, muito importantes no funcionamento da democracia. Combater a partidologia não significa acabar com os partidos; não significa um retorno ao partido único. Seria um retrocesso com consequências nefastas incalculáveis para o País e para todos nós. Combater a partidologia significa que, num regime de democracia, tem que se identificar os verdadeiros papéis que os actores sociais devem desempenhar, de forma a que os partidos não continuem – tanto um como outro –, em virtude da sua chegada ao poder através da vitória nas urnas, a ser ‘força e guia da nação’. Se continuarmos a ignorar os reais interesses do país, a maturidade democrática de Cabo Verde continua adiada e continuamos, em virtude da nossa má concepção democrática, a ter um país de democracia para os partidos que, em virtude disso, continua adolescente. Por tudo isso, temos que fazer mais por Cabo Verde. Amemos o nosso país. Mas, não é só dizer que se ama porque, isso, todos dizemos. É preciso mostrar que se ama, com actos, acções e intervenções. Todos somos filhos da mesma Ribeira Grande e temos igual direito e dever de fazer mais para o nosso país. Por isso, antes de virem me perguntar o que tenho feito para o meu país, pensem no que poderão fazer para que cultivemos uma mentalidade libertária que nos leva para uma escala superior de organização da nossa sociedade, em que os partidos se transformem em instrumentos para resolver os nossos problemas e não o contrário.

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